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O que você faz para mudar o Brasil

O que você faz para mudar o Brasil

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O que você faz para mudar o Brasil?
Se você já leu alguns dos meus textos sabe que sou um crítico severo da sociedade brasileira, e justamente por isso sou alvo demuitas críticas também, afinal de contas os brasileiros não gostam de serem criticados, principalmente por alguém que mora forado país. Muitos inclusive já me falaram que concordam com muitos dos meus textos e idéias, mas como moro fora do país eles nãopodem aceitar minhas críticas. Sinceramente não entendo a lógica dessa justificativa, mas respeito e agradeço pela honestidade deao menos "em off" admitir que os problemas por mim citados são reais.Alguns dos meus críticos têm argumentos plausíveis, o principal deles é que eu não devo apenas criticar o Brasil e sua sociedade,mas também fazer algo para ajudar o desenvolvimento do país. Na posição de um brasileiro comum que não possui nenhumafortuna e uma minúscula visibilidade na internet, fica bastante complicado fazer algo que vá de fato mudar nosso país, mas paramostrar que dou ouvidos a todos os meus leitores, inclusive os que discordam de mim, resolvi colocar no papel algumas das minhasidéias para mudar o Brasil para melhor. Vou tentar resumir em poucos parágrafos abaixo. Boa leitura.Fim da obrigatoriedade do voto.No Brasil criou-se a idéia de que temos uma democracia e que nosso processo eleitoral é moderno e justo. Eu discordo e vejo novoto obrigatório a maior prova de que somos uma ditadura. Sabemos que a maioria da população brasileira teve pouca instrução eportanto estão mais vulneráveis à manipulação política. Se somarmos a péssima instrução da maioria, com o desinteresse naturaldo brasileiro por notícia, cultura e política temos um perfeito curral eleitoral cheio de cabeças não pensantes dispostas a dar seuvoto a seja lá quem for, para isso basta obrigá-los a votar e dar-lhes alguma bobeira em troca.Bolsas e pacotes assistencialistas são o melhor modo de "garantir" a maioria dos votos dessa gente. Se o eleitor for analfabeto,melhor ainda, pois não saberá absolutamente nada sobre o "plano de governo" do partido, da vida política do candidato e nãocobrará muito depois que terminadas as eleições, para esse eleitor, basta pão e circo. Se o voto fosse apenas facultativo, iriamvotar apenas as pessoas que se interessam de fato pela política no país, que lêem jornais e seguem os acontecimentos em Brasíliacom um mínimo de interesse e entendimento.Em um universo de 110 milhões de eleitores, teríamos então um número bem menor de gente que de fato iria às urnas, diminuindoassim o tamanho do rebanho eleitoral dos que hoje contam com o voto analfabeto e populista. Se o partido X conseguiu 30 milhõesdas camadas mais pobres e portanto menos instruídas contra apenas 15 milhões do partido Y que teve sua maioria de votos nasclasses com um pouco mais de instrução, o partido X teria um rebanho muito menor nas próximas eleições e portanto precisaria deum melhor plano de governo além de pacotes, bolsas e "obrigatoriedade" do voto.Pena de morte.Para muitos brasileiros esse tema é tabu, pois como se trata de um país extremamente supersticioso o medo de Deus ainda pairaentre a sociedade, mesmo assim não temos respeito pela vida humana e damos provas disso todos os dias, mas temos medo deDeus ao ponto de "perdoar" assassinos com a justificativa de que apenas Deus tem o direito de dar e tirar a vida. Os críticos dapena de morte costumam mencionar os países onde a mesma é vigente e dizem que nem por isso a criminalidade diminiu nessespaíses. Bem, não quero desmerecer essa gente, mas baseado em que números fizeram essas contas? Não diminuiu em relação aoque? O único modo de saber é congelando a pena de morte por alguns anos e só então fazer uma comparação concreta dosnúmeros antes e depois da suspensão da pena de morte.Outro aspecto que sempre é levado em consideração pelos contrários a pena de morte é a "injustiça", pois corremos o risco decondenar alguém inocente. Para evitar que isso aconteça eu sugiro que a pena de morte no Brasil seja apenas aplicada em casosonde o assassinato for comprovado através de vídeo onde o assassino seja reconhecido sem deixar dúvidas tanto na sociedadequanto nos juristas que se ocuparem do caso.Nos últimos anos tivemos vários casos de assassinato onde o criminoso entra em um local, mata sua vítima e sai tranquilamentecomo se nada tivesse acontecido. Um cidadão do gênero não contribui em nada para o bem comum e não tem por que gozar dodireito a vida uma vez que ele não respeitou o direito outrem. Sugiro a retirada dos órgãos do assassino que ainda possam serutilizados para salvar outras vidas, de pessoas que de fato colaboram com o desenvolvimento social.Obviamente por causa de possíveis rejeições de caráter moral, o receptor do órgão seria informado sobre a origem do mesmo eteria direito de rejeitar, assinando contudo um documento onde consta que o governo lhe ofereceu um órgão que foi rejeitadoprorrogando assim a sua espera o que pode acarretar na sua morte ou complicação do seu estado de saúde. O que obteríamos comisso? Menos presos para tomar conta, menos fila de espera por órgãos para transplante e fim do mercado negro de órgãos.Fim do fórum privilegiado.
 
Todo e qualquer cidadão seriam julgados pelas mesmas instâncias jurídicas, sejam elas políticos de alto escalão, militares, juízes,promotores, desembargadores ou ladrões de galinha. Todos teriam o mesmo tratamento e todos os processos seriam públicos.Qualquer coisa diferente desse quadro tira completamente a credibilidade da justiça no Brasil e de fato é assim que a população sesente hoje em dia.Religião vs EstadoO Brasil se tornaria oficialmente um país laico, nenhuma religião seria ensinada nas escolas públicas, quem quisesse aprender algosobre as tantas religiões do mundo teria que se matricular em um curso particular, como já fazem quando querem aprender umidioma estrangeiro, uma arte marcial ou qualquer outra atividade extra curricularNenhum funcionário público poderia mencionar o suposto deus ou deuses das suas religiões para justificar suas ações, erros eescolhas, o homem seria responsável por todos os seus atos, e arcaria com todas as conseqüências independentemente de serdessa ou daquela religião.Nenhum dinheiro público seria destinado à construção de templos religiosos, festas e outras manifestações religiosas. Nenhumaigreja, seita, grupo religioso seria isento de pagar impostos e seus administradores seriam presos e julgados caso ficassecomprovado qualquer tipo de crime, desde evasão fiscal até o charlatanismo com a finalidade de retirar dinheiro dos seusseguidores.Manifestações públicas como romarias, passeatas, peregrinações, vigílias etc. Haveriam de ser previamente aprovadas pelos órgãosadministrativos locais, principalmente quando esses eventos afetassem o trânsito dentro e fora do perímetro urbano. O governo secomprometeria a garantir os mesmos direitos a todas as religiões, seja as de origem afro-brasileiras, asiáticas, indígenas ou asgrandes religiões monoteístas.Aborto, eutanásia e transplantes.O cidadão adulto e com quadro mental considerado normal, tem total direito de decidir o que fazer da sua vida e do seu corpo. Oaborto seria regulamentado e permitido a todos até a 12a semana como é de comum senso entre os médicos do resto do mundo. Apartir dessa data apenas em casos onde a vida da gestante seja colocada em risco. Eutanásia seria permitida caso a decisão tenhasido tomada quando o paciente ainda gozava das suas faculdades mentais. Seria estipulado um período mínimo de "espera" juntamente com o médico responsável e os parentes mais próximos. Caso a família não aceitasse a decisão do paciente, a morteassistida não seria possível.Nenhuma pessoa poderia ser impedida ou proibida de fazer transplante por causa da crendice dos seus pais e parentes maispróximos, caso a vida do paciente estivesse em risco e um transplante fosse necessário o mesmo seria feito e o impedimento porparte da família seria tratado como crime inafiançável com pena de prisão perpétua por tentativa de assassinato.Sistema carcerário.Todo e qualquer preso não poderia custar um único centavo aos cofres públicos. Todos seriam obrigados a trabalhar, lhes seria dadauma escolha de acordo com suas aptidões, mas nenhum deles viveria às custas dos cidadãos de bem que pagam impostos.Fim das visitas íntimas, sexo é para quem respeita as leis e goza de liberdade, preso não tem direitos, tem apenas deveres até quesua pena seja cumprida. Revista de toda e qualquer pessoa que entrar em um presídio, seja ela um religioso, um funcionário ou umadvogado. Todos os documentos seriam controlados. Em caso de necessidade seriam apreendidos para mais investigações.Nenhum objeto além das roupas do visitante seria permitido nas áreas de segurança. Dependendo da periculosidade do preso ecrime cometido não haveria nenhum contato físico com o visitante. Todas as instalações penais seriam exatamente iguais,respondendo a um padrão federal. Celas compostas apenas por paredes, um beliche, uma privada e uma pia. Nada mais do queisso. Todos os presos usariam uniformes numerados. Nenhum tipo de droga seria permitido nos presídios, cigarros e bebidasalcoólicas inclusive. Qualquer violação seria punida com prisão perpétua e trabalhos forçados sem direito a apelação.Fim das prisões domiciliares e especiais para quem tem diploma universitário. Todo e qualquer criminoso é um criminoso, nãoimporta quantos idiomas fale ou qual universidade concluiu. Todos os presídios e prisões seriam exatamente iguais, sem nenhumaexceçãoCrime do colarinho branco.Como já citado antes, todo cidadão seria tratado pelo mesmo sistema jurídico e pelas mesmas instâncias, isso incluiria osexecutivos de alto calão assim como os políticos e funcionários públicos. Uma vez constatado crime de desvio de bens públicos, ocriminoso seria preso e todos os seus bens bloqueados até que a quantia desviada fosse retornada aos cofres públicos. Caso a

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