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BOA NOVAPelo Espírito HUMBERTO DE CAMPOSFrancisco Cândido Xavier*FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRADEPARTAMENTO EDITORIALRua Souza Valente, 17 20941-040 Rio-RJ Brasil20a ediçãoFEDERAÇÃO ESPIRITA BRASILEIRA(Casa-Máter do Espiritismo)Av. L-2 Norte - Q. 603 - Conjunto F 70830-030 - Brasília-DF - BrasilComposição, fotolitos e impressão ofsete das Oficinas do Departamento Gráficoda FEBRua Souza Valente, 17 20941-040 - Rio, RJ - BrasilC. G. C. n° 33.644.857/0002-84 1.E. n° 81.600.503Impresso no BrasilÍNDICENa Escola do Evangelho 111—Boa Nova 152 Jesus e o Precursor 203 Primeiras pregações 254 A família Zebedeu 315 Os Discípulos 386 Fidelidade a Deus 447 A luta contra o mal 508 Bom ânimo 569 Velhos e moços 6210 O perdão 6811 O sermão do monte 7412 Amor e renúncia 8113 Pecado e punição 8714 A lição a Nicodemos 9315 Joana de Cusa 9916 O testemunho de Tomé 10517 Jesus na Samaria 11218 A oração dominical 11919 Comunhão com Deus 12520 Maria de Magdala 13121 A lição da vigilância 14122 A mulher e a ressurreição 14723 O servo bom 15324 A ilusão do discípulo 15925 A última ceia 16526 A negação de Pedro 17127 A oração do Horto 178
 
28 O bom ladrão 18429 Os quinhentos da Galiléia 19030 Maria 196Na Escola do EvangelhoOferecendo este esforço modesto ao leitor amigo, julgo prudenteendereçar-lhe uma explicação, quanto à gênese destas páginas.Dentro delas, sou o primeiro a reconhecer que os meus temas não são osmesmos. Os que se preocupam com a expressão fenomênica da forma nãoencontrarão, talvez, o mesmo estilo. Em período algum, faço referências de sabormitológico. E naqueles velhos amigos que, como eu próprio ai no mundo, nãoconseguem atinar com as realidades da sobrevivência, surpreendo, porantecipação, as considerações mais estranhas. Alguns perguntarão, com certeza,se fui promovido a ministro evangélico.Semelhante admiração pode ser natural, mas não será muito justa. O gostoliterário sempre refletiu as condições da vida do Espírito. Não precisamos muitosexemplos para justificar o asserto. Minha própria atividade literária, na Terra,divide-se em duas fases essencial- mente distintas.As páginas do Conselheiro XX são muito diversas das em que vazei as emoçõesnovas que a dor, como lâmpada maravilhosa, me fazia descobrir, no pais daminhalma.Meu problema atual não é o de escrever para agradar, mas o de escrever comproveito.Sei quão singelo é o esforço presente; entretanto, desejo queele reflita o meu testemunho de admiração por todos os que trabalhampelo Evangelho no Brasil.Nas esferas mais próximas da Terra, os nossos labores por afeiçoar sentimentos,a exemplo do Cristo, são também minuciosos e intensos. Escolas numerosas semultiplicam, para os espíritos desencarnados. E eu, que sou agora um discípulohumilde desses educandários de Jesus, reconheci que os planos espirituais têmtambém o seu folclore. Os feitos heróicos e abençoados, muitas vezes anônimosno mundo, praticados por seres desconhecidos, encerram aqui profundas lições,em que encontramos forças novas. Todas as expressões evangélicas têm, entrenós, a sua história viva. Nenhuma delas é símbolo superficial. Inumeráveisobservações sobre o Mestre e seus continuadores palpitam nos coraçõesestudiosos e sinceros.Dos milhares de episódios desse folclore do céu, consegui reunir trinta e trazer aoconhecimento do amigo generoso que me concede a sua atenção. Concordo emque é pouco; mas isso deve valer como tentativa útil, pois estou certo de que nãome faltou o auxilio indispensável.Hoje, não mais cogito de crer, porque sei. E aquele Mestre de Nazaré polarizaigualmente as minhas esperanças. Lembro-me de que, um dia, palestrando comalguns amigos protestantes, notei que classificavam a Jesus como “rocha dosséculos”. Sorri e passei, como os pretensos espíritos fortes de nossa época, aí nomundo. Hoje, porém, já não posso sorrir, nem passar. Sinto a “rocha” milenária,luminosa e sublime, que nos sustenta o coração atolado no pântano de misériasseculares. E aqui estou para lhe prestar o meu preito de reconhecimento com
 
estas páginas simples, cooperando com os que trabalham devotadamente na suacausa divina, de luz e redenção.Jesus vê que no vaso imundo de meu espírito penetrou uma gota de seu amordesvelado e compassivo. O homem perverso, que chegava da Terra, encontrou oraio de luz destinado à purificação de seu santuário. Ele ampara os meuspensamentos com a sua bondade sem limites. A ganga terrena ainda abafa, emmeu coração, o ouro que me deu da sua misericórdia; mas, como Bartolomeu, jápossuo o bom ânimo para enfrentar os inimigos de minha paz, que se abrigam emmm mesmo. Tenho a alegria do Evangelho, porque reconheço que o seu amornão me desampara. Confiado nessa proteção amiga e generosa, meu Espíritotrabalha e descansa.Agora, para consolidar a estranheza dos que me lêem, com o sabor de crítica, tãoao gosto do nosso tempo, justificando a substância real das narrativas deste livro,citarei o apóstolo Marcos, quando diz (4:34): “E sem parábola nunca lhes falava;porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos”; e o apóstolo João,quando afirma (21:25): “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez eque,se cada uma de perrsi fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderiaconter os livros que se escrevessem.”E é só. Como se vê, não faço referências aos clássicos da literatura antiga oucontemporânea. Cito Marcos e João. É que existem Espíritos esclarecidos eEspíritos evangelizados, e eu, agora, peço a Deus que abençoe a minhaesperança de pertencer ao número destes últimos.Pedro Leopoldo, 9 de novembro de 1940.() Espírito.HUMBERTO DE Campos (*)12131BOA NOVAOs historiadores do Império Romano sempre observaram com espanto osprofundos contrastes da gloriosaépoca de Augusto.Caio Júlio César Otávio chegara ao poder, não obstante o lustre de sua notávelascendência, por uma série de acontecimentos felizes. As mensalidades maisaltas da antiga República não acreditavam no seu triunfo. Aliando-se contra ausurpação de Antônio, com os próprios conjurados que haviam praticado oassassínio de seu pai adotivo, suas pretensões foram sempre contrariadas porsombrias perspectivas. Entretanto, suas primeiras vitórias começaram com ainstituição do triunvirato e, em seguida, os desastres de Antônio, no Oriente, lheabriram inesperados caminhos.Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo,em breve todas as legiões se entregavam, sem resistência, ao filho do soberanoassassi nado.Uma nova era principiara com aquele jovem enérgicoe magnânimo. O grande império do mundo, como que
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