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Apresentação
Difícil descrever o que sentimos ao encerramento de uma tarefa.Primeiro, imensa alegria, por termos vencido o desafio; depois, alívio, porhavermos concluído o que começamos; e, por último, saudade de um períodotrabalhoso, mas profundamente gratificante, e que não voltará mais.Por dezenove meses - de 16 de março de 1998 a 19 de outubro de 1999 –trabalhamos sem cessar, juntando os esforços de toda a equipe.O resultado aqui está. Para nós, foi uma etapa altamente compensadora erica deaprendizado, que nos possibilitou várias conquistas, entre outras a consciênciade nosencontrarmos hoje bem mais maduros e responsáveis.Que esta obra, fruto do trabalho de muitos, possa ser de alguma utilidadepara todos os que a lerem, despertando em cada um a necessidade do auto-conhecimento como meio de vencer as imperfeições que ainda caracterizam oser humano.Os companheiros do grupo envolvidos nos casos aqui enfocados abrirammão de sua privacidade em benefício geral. Naturalmente, muitos nomes foramtrocados, em nome da caridade cristã, evitando-se assim uma identificaçãoindesejável.Uma coisa é certa: o esquecimento do passado, para o encarnado, ébênção divina, que lhe proporciona tranqüilidade e condições para viver deforma construtiva e digna.Ao re-construir hoje o que destruiu ontem, ficará deslumbrado com oamanhã - muito mais feliz -, porque fundamentado no exercício do bem e doamor ao próximo.Chega o momento, porém, em que precisamos enfrentar a dura realidade,que noscoloca face a face com o passado, forçando-nos a lutar para vencer osdesafios que a vida nos apresenta.Não é fácil. Pela nossa ótica, enxergamo-nos sempre como vítimasinocentes. Averdade, entretanto, poderá nos surpreender, mostrando nossa real situaçãocomo Espíritos e os prejuízos que causamos a outrem através do tempo.Desse modo, nosso objetivo, ao enfatizarmos o que ensina a DoutrinaEspírita, é omesmo que já pregava Jesus de Nazaré há quase dois milênios, isto é,demonstrar anecessidade da mudança interior. Não essa mudança de fachada, mas aquelaque, emprofundidade, busca o aprimoramento moral, tornando-nos livres e conscientes.“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, afirmou o Mestre.Busquemos essa verdade pelo auto-conhecimento, para não sermossurpreendidosdepois, quando a morte nos obrigar a enfrentá-la, visto que, não raro, nosapresentamoscompletamente despreparados de valores nobilitantes.Estamos no limiar do terceiro milênio, às portas de grandestransformações: nosso
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