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Aristóteles distinguia poder paterno, poder despótico e poder político em funçãodo interesse prosseguido por quem exerce o poder;Locke distinguia os mesmos poder paterno, poder despótico e poder político, masem função do fundamento do poder que é exercido;Finalmente, Bobbio distingue antes poder económico, poder ideológico e poderpolítico, em função dos meios que são utilizados para condicionar ocomportamento do outro.O poder, enquanto forma de imposição de uma ordem que permita a gestão dosrecursos necessariamente finitos ao dispor de uma sociedade, é essencial à suaprópria preservação.
A possibilidade de impor aos outros o respeito da própria conduta traduz a ideia deliberdade, num dos sentidos deste termo. A possibilidade de traçar e impor a condutaalheia constitui autoridade.
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Poder de facto (força)•
Poder legítimo (reconhecimento)•
Poder social (necessidade organização)•
Poder político (sociedade política – res-publica)•
Poder político (Marcelo Caetano “poder de domínio)Para o Professor Marcelo Rebelo de Sousa é um «poder de injunção dotado decoercibilidade material», ou seja, «um poder de natureza vinculativa marcado pelasusceptibilidade de imposição, quer pelo uso da força física, quer da supressão, nãoresistível, de recursos vitais».
Esse conceito de poder abrange, quer o poder de facto que assenta na força, quer opoder legítimo que resulta do reconhecimento por aqueles a quem se dirige de queele actua de acordo com uma lei ou norma de acatamento geral.
Importa para o
presente estudo o poder legítimo que pode ser reconhecido a uma colectividade oua um indivíduo
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Na formação de uma colectividade, está implícita a necessidade de disciplina.
Emcada sociedade, há portanto uma norma fundamental que autoriza a definir as normas deconduta aos seus membros em todo o que diga respeito à conservação dessa sociedade eá realização dos seus fins.
Se um grupo social tem autoridade para estabelecer
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Manual de Ciência Política e Direito Constitucional, Marcelo Caetano, Almedina, 6ª ed., Coimbra 2003, pg 5