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Notícias, informações e a riqueza das redes

Notícias, informações e a riqueza das redes

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A segunda das três mesas redondas que abordam o tema “Os jornais sobreviverão?” foimuito maior e mais teórica que a primeira. Contou com a participação de Yoachi Benkler,da Universidade de Yale, e Henry Jenkins, do MIT. Benkler leciona direito de comunicação e informação, e é autor do livro A Riqueza das Redes:Como a Produção Social transforma Mercados e Liberdade. Jenkins é co-diretor de estudoscomparativos de mídia, e professor de ciências humanas da Cadeira Peter de Florez. É tambémautor do livro Cultura da Convergência: Onde a Mídia Antiga e Nova se Cruzam. fonte: MIT Communication Forum
A segunda das três mesas redondas que abordam o tema “Os jornais sobreviverão?” foimuito maior e mais teórica que a primeira. Contou com a participação de Yoachi Benkler,da Universidade de Yale, e Henry Jenkins, do MIT. Benkler leciona direito de comunicação e informação, e é autor do livro A Riqueza das Redes:Como a Produção Social transforma Mercados e Liberdade. Jenkins é co-diretor de estudoscomparativos de mídia, e professor de ciências humanas da Cadeira Peter de Florez. É tambémautor do livro Cultura da Convergência: Onde a Mídia Antiga e Nova se Cruzam. fonte: MIT Communication Forum

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Categories:Types, Research
Published by: Rodrigo Lara Mesquita on Sep 06, 2012
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09/06/2012

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Notícias, Informações e a Riqueza das Redes
Thursday, September 21, 2006Yochai Benkler (
The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Free-dom
) and Henry Jenkins (
Convergence Culture: Where Old and New Media Intersect 
) examinenetworked culture.abstract|speakers|summary|audiocast|podcast | video
A segunda das três mesas redondas que abordam o tema “Os jornais sobreviverão?” foimuito maior e mais teórica que a primeira. Contou com a participação de Yoachi Benkler,da Universidade de Yale, e Henry Jenkins, do MIT.
Benkler leciona direito de comunicação e informação, e é autor do livro
 A Riqueza das Redes:Como a Produção Social Transforma Mercados e Liberdade
. Jenkins é co-diretor de estudoscomparativos de mídia, e professor de ciências humanas da Cadeira Peter de Florez. É tambémautor do livro
Cultura da Convergência:
 
Onde a Mídia Antiga e Nova se Cruzam
.Após as apresentações feitas por David Thornburn and William Uricchio (ambos do MIT), osdois oradores abordaram as questões de mídia, mudança da sociedade, e os perigos do statu quo.As anotações abaixo são apenas a minha tentativa de capturar o espírito da discussão, e não sãocitações diretas dos participantes. Os
 podcast 
e
vidcast 
do evento estarão oportunamentedisponíveis no endereço
.Benkler iniciou a conversa lembrando do crescimento do negócio do jornal em meados doséculo 19, e como a criação de um setor de mídia capital intensivo abriu uma brecha entre os produtores profissionais (comerciais) e os consumidores passivos. Ele então pulou para os diasatuais, destacando que a disponibilidade do processamento de dados – e sua distribuição – mudaram o statu quo.Ele ilustrou este último ponto mostrando a capacidade de processamento de vários super-computadores, para então compará-los ao poder de processamento conjunto oferecido pelo projeto SETI@home. Para ele, este fato ilustra a radical descentralização da capitalização e o poder dos recursos conjuntos, em inglês
 pooled peer resources
. Estes mesmos fatores tambémestão permitindo que as pessoas participem ativamente do processo de criar comunicaçãoatravés da computação.Isto levou à produção comum, no sentido de produção conjunta, que não possui limites nascontribuições, nos resultados, ou nos indivíduos – tudo isto sem a interferência da mídiacomercial. Os indivíduos agora possuem a capacidade e a autoridade de agir.Outro resultado deste processo é a produção entre pares – que é uma cooperação em largaescala, praticamente sem gerenciamento. Alguns dos exemples que ele apresentou incluiram ossoftwares livres (em especial
Sourceforge.com
), os
 Mars Clickworkers
e a
Wikipedia
.A mídia tradicional reconhece a ameaça e a realidade apresentada pela produção conjunta, e busca avidamente conteúdo novo baseado em produção social. A mídia tradicional sabe que a produção social é um fato, não apenas uma moda; sabe também que pode ser mais eficiente na produção de informações que os modelos existentes; sabe, finalmente, que a produção social éuma ameaça. Esta é a realidade econômica da riqueza das redes.Blenker voltou então suas atenções às questões políticas que cercam o tema.A forma que produzimos informações e decidimos o que produzir são escolhas críticas. Comoexemplo, ele citou as eleições de 2000 nos EUA, e suas conseqüências.Para assegurar que as questões surgidas em 2000 não voltassem a ocorrer, em 2002 houve ummovimento – especialmente na Califórnia – para adesão ao voto eletrônico. Estes eram sistemas proprietários e todos foram assegurados pelo fabricante (
 Diebold 
), “confiem em nós”. Bem, nem
 
todos confiaram, e alguém conseguiu acesso ao código fonte dessas máquinas. Esta pessoa postou o código e links para as ferramentas que podiam acessar e analisar este código. Pessoasao redor do mundo contribuiram e acharam questões mal resolvidas. A história chegou à revista
Wired 
; de acordo com Benkler, a
Wired 
não entendeu a mensagem (que havia problemas nocódigo fonte) e voltou as suas atenções ao fato do software da
 Diebold 
ter vazado. A
 Diebold 
endureceu e tentou impedir que a matéria fosse publicada. Mas já era tarde demais. Estudantesda Universidade de Swathmore começaram a analisar o software e postar o que encontravam. A
 Diebold 
endureceu novamente, e as informações foram removidas. Mas agora já era tardedemais, mesmo. As informações já haviam se espalhado pela internet. Mais tarde, os problemasdas urnas eletrônicas da
 Diebold 
chegaram até os tribunais da Califórnia, e muitas delas perderam sua certificação com base nos problemas levantados pelo esforço conjunto realizadoao redor do mundo.A opção de questionar um software fechado e proprietário, a decisão de utilizar uma produçãoconjunta para análise do software, e, finalmente, a cassação dos certificados das urnaseletrônicas ilustram a capacidade política do poder da rede.Também destacam a importância de criar uma cultura mais crítica, que deseja conectar-se,apontar e ver por si mesma.Esta recapitulação não capta toda a extensão dos comentários feitos por Benkler, mas, espero, permite que tenhamos uma idéia de como ele vê as coisas e da importância crítica da produçãosocial. Seu livro está disponível no seguinte endereço:http://www.benkler.org/wealth_of_networks/index.php/Main_Page.Henry Jenkins então falou sobre a convergência da cultura de fãs e da mídia em massa, e decomo estes dois estão levando a uma mídia social.O primeiro exemplo que mostrou foi uma foto de alguém vestido de
 stormtrooper 
de Guerra nasEstrelas, comprando brinquedos de Guerra nas Estrelas. A foto foi feita com uma câmera decelular pelos amigos do camarada fantasiado e postada no
 Flickr 
. A mídia achou a foto e areproduziu em dezenas de jornais em todo o país. Este tipo de coisa assusta os produtores damídia tradicional, porque eles não têm controle do conteúdo ou do contexto. Jenkins acha que aLucas Arts provavelmente não se incomodou com o incidente, mas a questão não é esta.O nosso próximo exemplo vem de
burtisevil.com
, e mostra uma imagem do Beto, de VilaSésamo, junto a Osama bin Laden. Jenkins mostrou então uma foto de um poster com imagensde bin Laden que estava sendo usado em um protesto no Afeganistão. Uma das imagens incluiao Beto. A PBS, rede pública de televisão americana que detém os direitos de Vila Sésamo, nãoficou lisonjeada, e gostaria de processar alguém.Ambos são exemplos da interação entre a mídia chamada
top-down
(de cima para baixo) e a
bottom-up
(de baixo para cima). O conteúdo vem de cima, é reinterpretado e redistribuído de baixo. Incidentes como os exemplos acima agitam ambos os mundos. Um é tomado de umasúbita sensação de falta de poder, e o outro pela sensação de aparente poder. Também estácriando verdadeiros desafios para advogados de propriedade intelectual e define a noção decultura de convergência. Não é baseada em tecnologia, mas sim em um processo cultural desencadeado pela tecnologia.A convergência cultural já chegou. Histórias e conteúdo agora são distribuídas através domáximo de plataformas e mídia, de forma legal ou ilegal, de cima para baixo e de baixo paracima. É um processo trans-mídia, participatório e experimental.Exige e se utiliza da inteligência coletiva (aquilo que Jenkins chama de
ad-hocracia
), à medidaque mais e mais pessoas compartilham e combinam informações. Esta inteligência coletiva permite também que as informações sejam processadas com mais rapidez. Um número cada vezmaior de pessoas participa e contribui com esta crescente
ad-hocracia
:57% dos adolescentes são produtores de mídia33% compartilham com outros aquilo que produzem
 
22% possuem suas próprias
homepages
19% possuem blogs19% fazem uma remixagem do conteúdo(de Pew)A mídia em massa oferece conteúdo – a inteligência coletiva cria novo conteúdo.E como isto tudo afeta as notícias?As pessoas estão aprendendo a fazer uma mídia cívica. A cultura dos fãs aprendeu a criar emanipular o conteúdo, por divertimento. Estas habilidades estão sendo aplicadas em outrasáreas, criando novas fontes de informação, comentário e ativismo.A título de exemplo, Jenkins mostrou imagens dos atentados terroristas no metrô londrino, feitas por pessoas a bordo do metrô, e imagens do Presidente Bush em Nova Orleans, alteradas com aajudo do Photoshop. Também mostrou exemplos de agregação e análise de conteúdo, utilizandofotos e legendas do furacão Katrina.Esta combinação de informação e entretenimento está se tornando uma força, moldandoconversas sérias, que agora aparecem em toda extensão da cultura de convergência.Seus comentários levaram a vários vídeos que ilustram seu ponto de vista e também as questõesmaiores da evolução da cultura de convergência baseada em redes e em produção conjunta.Após os vídeos, houve uma sessão de perguntas e respostas.
O que precisa acontecer para que as pessoas efetivamente contribuam com a mídia cívica? É necessário apenas transferir as regras atuais de mídia, ou precisamos de algo mais? O que precisamos ensinar a essas pessoas?
Benkler
: Saber quem é o “nós” e quem nós estamos ensinando – que faz parte do desafio nestenosso caso – é mais fácil quando existe uma classe de produção fixa, que pode definir quais sãoas habilidades e o treinamento necessários para participar; estamos vendo o início da leituracrítica – em um universo com múltiplos pontos de entrada, os tradicionais detentores daautoridade muitas vezes estão errados – estamos começando a ver mais sobre odesenvolvimento das habilidades de coleta de observações e de inteligência, que respostas asinais enviados por uma autoridade. Precisamos prestar atenção nos múltiplos pontos de entradae aplicar o pensamento crítico, de forma a chegar a um parecer temporário.
Jenkins
: Não estamos aprendendo com uma pessoa; estamos aprendendo uns com os outros,através do processo de inteligência coletiva. Ainda existe uma diferença em níveis de participação, que é diferente da desiguldade digital. A maior parte das pessoas tem acesso, masnem todas têm acesso às habilidades e experiência necessários para utilizar este tecnologia na participação da mídia cívica. A DOPA (a lei proposta nos EUA em 2006, que visa evitar que jovens tenham contato com molestadores on-line ao usarem computadores instalados emescolas) limitaria o acesso ainda mais.
 Embora a população possa aprender as habilidades necessárias para a mídia cívica, a existentemídia pode aprendê-las também? Podem ser assimiladas pela elite do poder? As habilidades podem vir de baixo para cima, mas podem também ser empurradas de cima para baixo.
Benkler
: É importante não sermos utópicos; isto tudo não é ruim. Sistemas como estes sãosusceptíveis a ataques? Sim. Quais são as defesas? Na mídia em massa, existe um pequenonúmero de alvos que podem ser apontados, distorcidos ou controlados; isto é mais difícil fazer na mídia cívica.
Jenkins
: Um ponto importante a ser observado é que as grandes organizações sentem ereconhecem a necessidade de criar falsos movimentos oriundos da população. Elas sentem anecessidade de usar dos métodos daqueles que não possuem poder para comunicar suamensagem.
O que dizer sobre o argumento que a mídia cívica cria colegas, mas não os une?

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