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RESENHA_livro justiça

RESENHA_livro justiça

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06/18/2013

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FACULDADE DE DIREITO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFEMMDISCIPLINA:
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO I
PROFESSOR:
TÚLIO PICININI
TURMA:
1º F
ALUNOS:
ADÃO ROCHAARAMITA JÚNIAFABRISSA SANTOSMAIKE VARGASPAULA CRISTINA
RESENHA CRÍTICAIDENTIFICAÇÃO DA OBRA E DO AUTOR:
Michael J. Sandel nasceu em 05 de março de 1953 na cidade de Minneapolis, emMinnesota/USA, de família judia, aos 13 anos mudou-se com sua família para LosAngeles e tornou-se presidente de sua classe no colégio em 1971. Formou summacum laude e Phi Beta Kappa da Universidade de Brandeis, em 1975, e recebeu seudoutorado em Balliol College, Oxford como Rhodes Scholar. Em 1985, Sandel foi odestinatário da Harvard-Radcliffe Phi Beta Kappa Ensino Prêmio e honrado por excelência no ensino pela Associação Americana de Ciência Política em 2008, professor visitante na Sorbonne, em Paris e entregue as Conferências Tanner emValores Humanos da Universidade de Oxford em 2007.
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Atualmente é professor da Universidade de Harvard, onde leciona filosofia políticadesde 1980, ficou famoso pelo curso conhecido como “Justiça”, que sematricularam cerca de 25.000 estudantes de graduação, o curso mais popular dahistória de Harvard. O curso de "Justiça" é muito bem recebido, pois seu formato éuma animada discussão, em vez de memorização e recitação dos fatos e também éconhecido por sua crítica de Rawls 1971
Uma Teoria da Justiça
em seu livro:
 Liberalismo e os Limites da Justiça”,
publicado em 1982. Sandel é um Fellow daAcademia Americana de Artes e Ciências, defensor do comunitarismo, embora elese sente desconfortável com esse rótulo.
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 Em seu livro mais popular, “
 Justiça: O que é Fazer a Coisa Certa
” relaciona asgrandes questões da filosofia política com os temas mais urgentes do nosso tempo. Eem seu livro mais recente, “O que o Dinheiro não Compra” (ainda não publicado em português), explora os dilemas morais de uma sociedade capitalista e as escolhasque as pessoas enfrentam diariamente. Outras obras de fôlego incluem “Liberalismoe os Limites da Justiça”, “Os Descontentes com a Democracia”, “Filosofia Pública:
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Ensaios sobre a Moralidade na Política” e “O Caso contra a Perfeição: Ética na Erada Engenharia Genética”. 
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À obra acadêmica de Sandel foi traduzida para mais de uma dezena de idiomas emdiversos países e artigos de sua autoria têm aparecido em publicações de interessegeral de grande renome como The Atlantic Monthly e The New York Times. Seutrabalho também tem sido apresentado em séries de televisão pela PBS nos EUA,BBC no Reino Unido e NHK no Japão. Em Harvard, seus cursos incluem “Ética,Biotecnologia e o Futuro da Natureza Humana”, “Ética, Economia e Direito” e“Globalização e seus Críticos”. Seu curso de graduação “Justiça” é o primeiro cursode Harvard oferecido gratuitamente pela internet (www.JusticeHarvard.org) e pelatelevisão pública. Nos Estados Unidos, era um membro do Conselho presidente daadministração Bush sobre a Bioética é membro da Academia Americana de Artes eCiências e do Conselho de Relações Exteriores.
 
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RESUMO:
Abordando dilemas morais do nosso cotidiano o autor, deste livro levanta inúmerasquestões interessantes sobre justiça e o papel do governo, ressaltando os pontos fortes e fracosde três maneiras diferentes de pensar sobre a justiça, ele explora as doutrinas utilitarista,liberalista e moralista.
Sandel revisita os pensamentos de grandes filósofos como:
 Aristóteles
que vê a justiça intimamente associada à virtude e a uma vida boa; de
 Kant 
que parte da ideiade que somos seres racionais, merecedores de dignidade e respeito; de
 John Stuart  Mill 
pregava que o bem individual deveria coincidir com o bem coletivo; de
 Jeremy Bentham
fundador da doutrina utilitarista onde ressaltava que o mais elevadoobjetivo da moral é maximizar a felicidade, assegurando a hegemonia do prazer esobre a dor; de
 John Rawls
filósofo liberalista formulou a teoria de justiça comoequidade, dentre outros filósofos que dedicaram energia na tentativa de responder adelicada pergunta “o que é justiça?”. 
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Cada teoria abordada coloca em prática a capacidade de pensar do leitor e instiga aodebate do que é certo e/ou errado, fazendo com que todos revejam seus conceitos pré-estabelecidos do que possa ser justiça. O objetivo do livro é colocar o leitor em situação dequestionamento quanto ao enunciado de diversos casos polêmicos, trazendo várias soluções para um mesmo caso, isso tudo para tentar chegar a um único conceito equânime de justiça, nodecorrer do livro formamos uma concepção de que há várias versões do que é praticar a justiça, pois o que é justo para uma pessoa pode não ser justo para outra.
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CONSTANTINO, Rodrigo, 2012.http://www.imil.org.br/artigos/dilemas-morais/. Acessado em 10/05/2012
 
O livro traz em seus dez capítulos assuntos como: preços abusivos praticados pelomercado, barriga de aluguel, casamento entre pessoas do mesmo sexo, distribuição de renda,desigualdade social, cobrança de impostos, política e religião dentre outros que nos faz refletir sobre a moral aplicada a estes temas. Desafia-nos a ponderar sobre qual é a coisa certa a fazer,tanto na política quanto em nossa vida cotidiana, e também nos confronta com nossasconvicções e ideias.
APRECIAÇÃO CRÍTICA:
 No capítulo 1 é contada à história do furacão Charley que varreu a Flórida até oOceano Atlântico deixando arrasada uma cidade inteira, e os preços dos produtos básicos para a sobrevivência explodem. É justo cobrar o que for possível nestascircunstâncias emergenciais, ou o governo deve intervir para impor umcomportamento mais virtuoso dos cidadãos? Em outras palavras: deve a lei tentar  promover a virtude ou ser neutra quanto a estas concepções, deixando cada um livre para escolher?
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 Neste mesmo capítulo é apresentada a teoria Utilitarista de
 Jeremy Bentham
ondedefende a maximização da felicidade, como por exemplo, no caso do bonde desgovernado, na primeira opção matar somente uma pessoa ao desviar do caminho parece o mais correto a ser feito, já na segunda opção matar somente um empurrando-o da ponte em direção a morte seriaerrado, sendo assim matar as pessoas que estavam na linha seria o mais correto, pois não justifica matar um que está fora da situação para salvar a vida dos demais.O grupo concorda que a primeira opção analisada particularmente seria a mais correta, pois estaríamos evitando o sofrimento de várias famílias. Mas no decorrer da leitura desta obrae juntamente com as aulas presenciais podemos verificar que não estaríamos sendo totalmente justos neste caso. No capítulo 4 analisamos o exemplo das Forças Armadas. A proteção contra potenciaisinimigos externos sempre será uma necessidade em qualquer sociedade. Existem basicamentetrês opções para manter o exército: alistamento obrigatório, convocação com a possibilidade decontratar um substituto, e o sistema de mercado (um exército “voluntário”). Qual seria a formamais justa ou eficiente? Pela ótica utilitarista, o exército voluntário parece a melhor forma, poiscada um vai servir somente com base na maximização de sua felicidade. Para os libertários, esta
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CONSTANTINO, Rodrigo, 2012.http://www.imil.org.br/artigos/dilemas-morais/. Acessado em 10/05/2012

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