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Aula-tema 6 Crescimento Econômico dos BRIC - Brasil

Aula-tema 6 Crescimento Econômico dos BRIC - Brasil

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06/14/2013

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Aula-tema 6: Crescimento Econômico dos BRIC
 –
Brasil
1. Resumo
Caro estudante,Você iniciará a primeira atividade no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e poderá acessar cada item nasequência que são apresentados. Faça a leitura do conteúdo de cada item, realize as atividades propostas e lembre-se:
 
O acesso ao AVA representa 50% da frequência totalda disciplina;
 
Cada tema de aula acessado valida uma quantidadede presenças, conforme descrito no documento
Orientações sobre Avaliação e Freqüência que ficadisponível no ícone Orientações.
 Neste item você tem o resumo do tema de aula. É importante que você faça uma leitura atenta para responder asQuestões para Acompanhamento da Aprendizagem.Você tem alguns recursos a sua disposição:
 
Se quiser imprimir o resumo, clique no botão"Imprimir".
 
Ao terminar a leitura, clique em "Avançar" pararealizar a próxima atividade.Preparado para iniciar suas leituras?Então, é só começar!!! O resumo está logo abaixo.
Aula-tema 6: Crescimento Econômico dos BRIC
 – 
Brasil
Nessa aula vamos discutir o crescimento econômico do Brasil ao longo da história, destacando os determinantes deseu desempenho, marcado por fases de prosperidade e por outras de estagnação e inflação.Ao contrário da Índia e da China, o Brasil é uma nação relativamente nova, com pouco mais de 500 anos de história.Este país nasceu como uma colônia de Portugal e aqui se montou uma estrutura econômica voltada para a exportaçãode bens primários com pouco processamento, como açúcar, minérios, produtos florestais, algodão, café, entre outros.O Brasil herdou de Portugal uma população heterogênea, formada por escravos negros e indígenas, proprietários de
 
terras e comerciantes de várias nacionalidades. Por conta disso, o país tem uma população mestiça, culturalmentediversa e que segue várias religiões, como ao Catolicismo, a Umbanda, o Candomblé, o Espiritismo Kardecista e osvários ramos da Igreja protestante. Aqui, essa diversidade não gera discriminação e violência.O Brasil se tornou uma nação independente em 1822 e até 1889 foi governado por Dom Pedro I e Dom Pedro II.Após essa data foi implantada a República. Mas a democracia plena só foi conquistada aos poucos e apenas nos anos1990 passamos a votar diretamente para todos os cargos políticos, de prefeito a presidente. Desde a época de colônia,o Brasil teve desempenho econômico marcado por períodos de alto e baixo crescimento por conta de uma estruturaeconômica que dependia muito das exportações de produtos primários para crescer, cujos mercados o país não tinhacomo influenciar diretamente. Após as décadas de 1930 e 1940, isso começou a mudar, pois a industrializaçãoreduziu essa dependência, mas não a eliminou.
Gráfico 1 - Crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil de 1900 a 2005
 O gráfico 1 mostra que o PIB do Brasil cresceu constantemente ao longo do Século XX, fato que já havíamosdiscutido na aulas 1 e 2. Mas o gráfico 2 deixa evidente que as taxas de crescimento variaram muito e chegaram a sernegativas em vários momentos com destaque para as décadas de 1900, 1930, 1940, 1980 e 1990.
Gráfico 2 - Taxas anuais de crescimento do PIB de 1900 a 2006
 Por outro lado, o crescimento do PIB per capita não teve o mesmo desempenho e em muitos anos cresceu a taxasmenores do que o PIB total. O gráfico 3 deixa clara essa tendência. Nos últimos anos foi sistemático o crescimento doPIB per capita em percentuais menores do que o PIB total. Em 2001 e 2003 as taxas do PIB per capita foramnegativas, o que contribui para a concentração de renda no país. Para relembrar um pouco sobre esse assunto, releiaas aulas-tema 1 e 2.
Gráfico 3 - Comparação entre crescimento do PIB e PIB, per capita
 As altas taxas de crescimento, após o governo Getúlio Vargas (1932-45) e Juscelino, foram conseguidas com oaumento da participação e intervenção do Estado na economia, em setores como infraestrutura e indústria pesada. OGráfico 2 mostra que em vários anos dessas décadas a taxa de crescimento foi maior do que 10%.
 
No período que se estende até 2006, o Brasil apresentou as menores taxas de crescimento se comparado aos demaispaíses do BRIC. Com indicadores econômicos ruins durante a década de 1980 e 1990.A década de 1990 foi caracterizada pela implementação de reformas de cunho liberal e pela estabilizaçãoinflacionária pelo Plano Real. No entanto, o crescimento econômico foi pequeno, em nome do fortalecimento dasinstituições nacionais e no intuito de dar credibilidade externa ao país. De 1990 a 2005, o Brasil cresceu em média2,2% ao ano, muito abaixo de Índia e China.O Brasil optou por um padrão de crescimento baseado na abertura comercial e nas políticas de estabilizaçãoeconômica. O Plano Real perseguiu os seguintes aspectos:I) A estabilidade de preços para estimular o investimento privado;II) A abertura comercial, junto com o câmbio sobrevalorizado, para disciplinar os produtores domésticos, produzindoganhos de eficiência;III) Privatizações e investimento estrangeiros para remover os gargalos de oferta na indústria e na infraestrutura;IV) Liberalização cambial para atrair poupança externa, para complementar o investimento doméstico e financiar odéficit em conta corrente.Mas a abertura econômica acentuou o papel da estrutura produtiva e de exportação concentrada em recursos naturaise enfraquecimento da produção de bens de capital. O Brasil perdeu participação nas exportações e importaçõesmundiais desde os anos 1950, quando era responsável por 2,4 % das exportações e 1,7% das importações.Atualmente, esses percentuais são de 1,2 e 1% respectivamente. Esses dados pode ser vistos no gráfico 4.
Gráfico 4 - Participação do Brasil nas exportações e importações mundiais
 Fonte: MDCIT (2010)As taxas de juros elevadas praticadas, nos últimos anos, dificultaram a obtenção de crédito interno, ocasionandoquebra de empresas e desemprego, que não foram atenuados pela liberalização financeira, pois os capitaisingressantes foram em sua maioria de curto prazo e especulativos. Permaneceu a incapacidade do sistema financeironacional em fornecer crédito de longo prazo para incentivar o crescimento do país. Essa função ficou a cargo doBNDES.

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