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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
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a
Quinzena de Janeiro de 2009Ano XXIX - No. 1055 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
MUSICA 
Pág. 15
Ramana Vieira no Gallo
Ramana Vieira vem can-tar ao Gallo Center for the Arts em Modesto, nodia 7 de Fevereiro. Estacantora tem abrilhantadoo Dia de Portugal e émuito conhecida na Áreada Baía. Os amantes dofado e da boa musica portuguesa terão agorauma boa oportunidade para conhecerem melhor estaartista. O Gallo Center está a fazer todos os esforços para trazer grandes artistas portugueses a California. É preciso também que nós os apoiemos.
Ramana Vieira
FRATERNALISMO
Pág 13
Maria Cabral Fraternalista do Ano
A União Portuguesa doEstado da CaliforniaUPEC, escolheu comoFraternalista do Ano de2008, a muita conhe-cida industrial Maria D.Cabral.A homenagem terá lugar em Fremont Elk Lodge,em Fremont, no dia 7de Fevereiro de 2009 durante um almoço a realizar as11:30 am. Tribuna Portuguesa felicita Maria Cabral.
CULTURA 
Pág. 14,23,25
Carnaval na Rua
Depois das Festas ao Divino Espírito Santo, o Car-naval é a tradição mais famosa entre a nossa comu-
nidade. Já no m de semana passado, a Banda de San
José apresentou-se no seu Salão com uma Dança deEspada “O Amor em Caderno”, de Daniel Arruda; umBailhinho das Senhoras “Conselhos de Cabelos Bran-cos” de Helio Costa; um Bailhinho dos Senhores “IlhaTerceira vem a California” de Daniel Arruda.
POLITICA 
Alzira Silva
Alzira Silva, vai deixar de ser Directora Re-gional das Comunidadesa partir do dia 30 de Ja-neiro corrente.Alzira Silva, tal comoDiniz Borges explica
nas suas Reexões, fez
um trabalho digno delouvor e queremos crer que a sua substituiçãosó é devida a querer des-cansar depois de oito anos de vida política activa.Rita Dias, natural do Faial, 35 anos, licenciada emCiencias Politicas, é a nova Directora Regional dasComunidades e visitará a California ainda este mes.
Presidente Obama
 
Nunca na história da America houve tantas expec-tativas quanto ao trabalho que este jovem Presidente terá pela frente
portuguesetribune@sbcglobal.net • www.portuguesetribune.com • www.tribunaportuguesa.com
 
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15 de Janeiro de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXIX, Number 1055, January 15, 2009
 
Novo Ano Nova cara
C
omo já notaram, este vosso e nosso jornal estáum pouco diferente. Vamos entrar em 2009
com uma nova cara, grácamente falando. Aos
 poucos e poucos iremos fazer deste jornal uma
 peça de arte gráca que ainda mais nos orgulhemos.
A caminho dos 30 anos de existencia, é bom que nosmodernizemos, que possamos mostrar as nossas tradi-
ções de diferentes maneiras, mostrar as actividades da
nossa comunidade com outra “música” visual.Esta é a nossa promessa para 2009.Este ano vai ser um ano do Cabo das Tormentas, comomuito bem disse José Sócrates em Portugal. Aqui, alie em todo o mundo, estamos a sofrer as consequencias
de más decisões, falta de honestidade, falta de liderança
e de visão. Os homens continuam a ser “mauzinhos”,querendo enganar meio mundo por mais uns dolares oueuros. A justiça continua a dar-nos sinais preocupantes.
Um homem em New York desfaz-se de 50 biliões que
não são seus e em vez de estar na cadeia, está preso na
sua casa de 7 milhões em pleno centro da cidade. Como
é que querem que acreditemos nos juízes que decidemestas coisas.
Estes tempos de grandes diculdades são também tem
- pos das grandes oportunidades, das grandes “limpezas”de metalidade, do aparecimento de novos líderes, maisinteligentes, mais conhecedores do mundo global emque vivemos hoje.Um agradecimento muito especial aos nossos patroci-nadores e a todos vós que compram produtos dos nossosanunciantes. Temos recebido boas notícias deles. Obri-
gado pelos vossos cartões, telefonemas e emails de Boas
Festas. jose avila
EDITORIAL
Padres Portugueses na California
Por curiosidade, solicitámos aonosso amigo Padre Joe Ferreirauma lista de todos os padresportugueses residentes na Cali-fornia.
Foi com surpresa que vericá
-mos a existencia de 30 padres,alguns já reformados.
 Aqui ca os nomes deles e lugar
onde residem ou trabalham:
Daniel Avila
Los Banos
 Valente Azevedo
Turlock
Mario Borges
Castro Valley
Tony Chacko
Tracy
Myron Cota, Msgr
Fresno
David Dutra
Turlock
Joe Ferreira - reformado
Oakland
Harvey Fonseca
Livingston
Hugo França
El Cerrito
John Lima - reformado
Pleasanton
Raul Marta
Tulare
Walter Minhoto, Msgr
Fresno
 Antonio Neves
Sun City
 Alexandre Pacheco
Linden
Luis Proença, professor
Los Angeles
 Antonio Reis
San Jose
Ivo Rocha, Msgr
Tracy
 Antonio Santos
Sacramento
Hilary Silva
Hilmar
Eduino Silveira
Redding
Manuel Simas, Msgr
Fremont
Manuel Soares - reformado
San Juan Bautista
Manuel Sousa
Turlock
Leonard Trindade
Gustine
Domingos Jaques - reformado
Fremont
William Marshall - reformado
 Alameda
Charles Macedo - reformado
Cupertino
Mark Amaral
Pleasanton
Roberto Mendonça
Livermore
Roberto Barcelos
Los AngelesQuem diria que havia tantos pa-dres portugueses na California.
 
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COLABORAÇÃO
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
E
m conformidade com aEncyclopedia Britanni-ca (Volume 9), o fogo éum tópico tão familiar que não necessita de qualquer 
denição. A sua extraordinária
utilidade e bem assim o seu ine-rente perigo, impressionam pra-ticamente toda a gente desde ainfância. De entre as descobertas
e invenções feitas pelo homem,
destacam-se a fala, a escrita e aagricultura, como sendo aquelasque têm produzido resultadoscomparáveis à descoberta emfazer e usar o tipo de combus-tão comumente conhecido com onome de fogo, cujos vestígios re-montam aos tempos paleolíticos.Embora não exista o verdadeiroconhecimento, quer do uso origi-nal do fogo, quer da descobertaem acender o lume, temos amos-tras desses factos através de len-das, usos e costumes dos povos primitivos e ainda de tantas ou-tras cerimónias religiosas. Uma
das mais importantes conclusões
centra-se no facto de que o fogofoi utilizado muito antes de ser 
 produzido articialmente.
É certo que o culto do fogo hádesaparecido largamente nosnossos dias, mas o seu simbolis-mo perdura ainda hoje. Apesar de todos os benefícios derivadosdo fogo, a simples menção da pa-lavra FOGO constitui uma das
mais pavorosas expressões em
qualquer idioma, visto que o fogoé tão perigoso quão útil. A pro- pósito, adverte um ditado muitoantigo: O fogo e a água são mausamos e bons criados.Um dos primeiros resultados dadescoberta original na arte douso do fogo corresponde ao in-cremento na disponibilidade emarrecadar a comida através daculinária, cozinhando muitos produtos previamente incomes-tíveis e indigestos, defumandoainda outros, preservando assimcomida que, doutra forma, se perderia.Seria fastidioso enumerar aquias referências bíblicas àcerca dofogo. Por ora, apontarei apenas osepisódios narrados nos Livros doGénesis e do Êxodo, quando Javéfez chover fogo sobre Sodoma eGomorra; quando o anjo de Javéapareceu a Moisés numa chamade fogo do meio duma sarça; equando Javé à noite guiava os is-raelitas com uma coluna de fogo. No Segundo Livro dos Reis lê-se:“E enquanto Elias e Eliseu iamandando e conversando, apare-ceu um carro de fogo com cava-los de fogo, que os separou um dooutro. E Elias subiu ao céu numredemoinho”.S. Lucas, nos Actos dos Apósto-los, descreveu a descida do Espí-rito Santo na forma de línguas defogo. Na Liturgia, é sobremaneiravisível a presença do fogo nas ce-rimónias da vigília pascal, comosímbolo de Cristo Ressuscitado.Antecedendo o Cristianismo, era já costume acender fogueiras noscimos dos montes e montanhas,
anunciando o m do inverno e o
começo da primavera. As tradi-cionais fogueiras de São João, deorigem pré-cristã, servem hojeapenas como divertimento, masantigamente eram organizadascom o intuito de aliviar, curar eimunizar o povo contra doenças, bruxedos e demais perigos.José Henrique Borges Martins(Crenças Populares da Ilha Ter-ceira, Volume II), escreveu:“Cuspir no lume seca a pessoa,visto que o lume saiu da bocadum anjo. Quem dá lume a outroé mau agouro. Quando o leite le-vanta fervura e se entorna sobreo lume, seca o úbere da vaca queo deu. P’ra evitar o mal deve-sedeitar sal no lume”.Igualmente, “não se deve ter olume aceso quando se vela um de-
funto, porque aige-lhe a alma. A
cera que alumia um defunto deve-
se deixar arder até ao m, senão
desgasta quem a acendeu. Quemqueima o retrato duma pessoa, prejudica-lhe a saúde. Quando olume da lenha crepita, anunciavento. P’ra impedi-lo, cospe-se-lhe em cima e diz-se três vezes:Cala a boca mentiroso.Se o lume pega no fundo dum ta-cho ou na ferrugem duma panela,adivinha chuva”.Dentro em meu peito sintoUm fogo abrasador;Se não é amor que sinto, Não sei o que seja, amor.Amei-te desde criança,Em mim um fogo acendeste,Inda te hei-de ir buscar Ao jardim onde nasceste.Dentro em meu peito tenhoUma vela com dois lumes;Quem namora às escondidas,Paga renda dos ciúmes.O cartão, que já foi brasa,Com pouco lume se acende;O amor, que já foi d’alma,Com poucas falas se prende.Pode o fogo regelar-seE as ondas do mar arder,Mas eu deixar de querer-teLá isso não pode ser.Com o fogo não se brinca,É muito certo o ditado;Fui brincar c’os teus olhos,Senti-me logo queimado.O amor ateia o lume, Não assopreis mais a chama; Não há amor sem ciúme,Desgraçado de quem ama.A saudade é com certeza
O nal de quem amou,Pois apenas ca a cinza,
Quando o fogo se apagou.
Fogo - Histórias & Quadras
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