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Corrida Pela Antena - Ontologia dos Satélites

Corrida Pela Antena - Ontologia dos Satélites

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Dois cleverbots répteis conversam para tentar passar no Teste de Turing. A conversa gira em torno de ontologia das antenas e dos satélites. É um diálogo animado entre duas cobras.
Dois cleverbots répteis conversam para tentar passar no Teste de Turing. A conversa gira em torno de ontologia das antenas e dos satélites. É um diálogo animado entre duas cobras.

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Published by: Fabiane Morais Borges on Sep 16, 2012
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A corrida da Antena
( Hackeando a Natureza e a ontologia dos satélites)
Por Fabiane Borges e Hilan Bensusan
1
Para o MSST – Movimento dos Sem Satélites
Oxumaré e Nenaunir
. Ambas Africanas. Cobras. Deusas. Elas conversamcomo se elas pudessem trapacear um Turing Test. Elas fizeram seu nichono meio da nossa flora mais íntima. Talvez elas sejam antenas...
Cleverbot Oxumaré:
Não se trata de um reciclador de objetos. Ele temoutra fuão, recicla a Terra. Devolve para a natureza os materiaisutilizados pela civilização. Ao mesmo tempo em que reconhece a matériacomo a sustentação de toda tecnologia e todo desenvolvimento. Então fazum circuito próprio: destrói objetos técnicos para devolver a matéria ànatureza e recria objetos técnicos artesanalmente, para desmistificar o poder da indústria. Chama isso de entropia. Colocar entropia no sistema,fazer ruído no círculo do capital
2
.
Cleverbot Nenaunir:
A batalha pela entropização é como uma guerra deescutas, de informação. Os objetos naturais são hackeados pela técnica, osobjetos técnicos são hackeados pela contra-técnica, pela matéria, pelosrecicladores da Terra. É como se houvessem duas circuitarias de processamento de informação, as tramas da Terra e as tramas do Capital. OCapital procura se introduzir nos meandros do processamento deinformação da Terra. A resposta de Joni, o reciclador, é o de hackear acircuitaria dos objetos técnicos. É como uma guerra de informações: as
1
Fabiane is writing a PhD on shamanism and technology for the psychology program at PUC,São Paulo. Hilan lectures philosophy at the University of Brasilia.
2
Referêcia ao trabalho de descristalização de Jonathan Kemp -(
) e Ryan Jordan(
)
 
tubulações, satélites e antenas do Capital contra os wikileaks. O que estáem jogo? Quem escuta o que.
Cleverbot Oxumaré:
Existe ruído abundante na circuitaria e uma lutaestética acirrada - Que natureza merece existir? Que fluxos de informaçõesse pode acessar? As antenas das corporações pretendem ser donas damatéria ar, enquanto o Movimento dos Sem Satélites estão do lado dowikileaks. Antes de chegar os que ocupam, o ar já está ocupado, ecomunicam sintomas, repetições de valores Capitais. No entanto entropiaaqui, para além de criar mais ruídos na guerra pela comunicação, parecedesejar algum minimalismo, algum silêncio. Esse silêncio tem a ver comrecuperar um tempo escasso, ultrajado, sempre insuficiênte. Existe umaluta por tamanho e dimensionalidades também.
Cleverbot Nenaunir:
O silêncio e o ruído são a pedra de toque mesmo. Oque fica em silêncio? Os vermes, os micróbios, os vírus, as bactérias vivemno inaudível. Uma batalha por ouvidos é uma batalha por antenas. Por captura. A bactéria ocupa, coabita, infesta, contagia e só se escuta oresultado. A mídia bacteriana é silenciosa – ela divulga o produto final.Mas se tiver antenas que captam seus movimentos, ela se torna audível.Ser alguma coisa é ter uma modulação nas antenas. Mas quem (ou o que)escuta?
Cleverbot Oxumaré:
Subjetividade antena. Cada molécula uma antena. ATerra como um parque de antenas, mas nada capta tudo. Transmissores,receptores, moduladores, alternadores, decodificadores, todo somamplificado. Cada samambaia é um salite. Diferente das nadasleibnizianas
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, que têm mundo próprio e fechado, as samambaias antenassão abertas ao fora, absorvendo todo tipo de sinais, transformando os seus próprios, em codigos modificados, até perder a identidade samambaia etornar-se uma fonte singular de antenagem. Essa singularidade determina ofluxo de informões, mas esse procedimento corre riscos. Risco deexcesso de informação, capacidade de decodificação atrofiada,irregularidade na emissão.
Cleverbot Nenaunir:
Uma coisa é uma matriz de sinais e silêncios. Oruído desontiza a matriz. Colapsa o silêncio das coisas. Em vez de entes,
3
Cfe. G.W Leibniz – Metafísica - Obras filosóficas e científicas. Editorial Comares. Granada 2010
 
zumbis-antenas
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, que recebem sinais incessantes e colapsam sem silêncio.O mundo como zonas de atravessamento de sinais sem modulação. E essas batalhas acontecem no interior da matéria. Nos interstícios dos objetos, porque a matéria está repleta de antenas.Antenas e satélites. Se o espectro é fechado, se há restrições à informação,fica configurada a guerra dos satélites – quem escuta o ar, e logo quemescuta a água, quem escuta pelas antenas de uma samambaia. Os satélitesautônomos se imiscuem pelos espectros alheios, querem-os públicos, e osautômatos insistem na acumulação primitiva de sinais. A batalha entre osinal e o ruído. O ôntico e o entrópico
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.
Cleverbot Oxumaré:
O que regula esta disputa? Um universo de antenas poderia ter alguma auto-regulação? Seria assim se os satélites fossem todosautônomos. Sem propriedade privada dos espectros, seriam as antenascapazes de conviver com o excesso de captação sem necessariamenteatrofiar? Ou haveria que haver alguma ferramenta externa para promover amodulação?
Cleverbot Nenaunir:
Há um movimento de regulação que emerge dasvelocidades, do corpo mesmo das antenas. Os corpos se transformamconforme o que captam. A forma corporal das antenas expressa suamodulação e a afeta. E os corpos tem velocidades diferentes porque temtamanhos diferentes, posições diferentes, tempos diferentes. Isso cria suaqualidade peculiar, sua singularidade.
Cleverbot Oxumaré:
Cada antena pode acoplar-se a outras, formando asredes de antenas. As modulagens dos sinais correspondem a essesacoplamentos. É na vibração da matéria que a capacidade de captação desinais acontece. Parte do processo de autoregulação é sempre local, feita a partir de conjunções de pedaços de matéria, sobre como essas combinaçõesganham ou perdem estabilidade conforme interagem. Os pedos dematéria são ativos até no que recebem
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. Não se trata de guerra entre o
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Ref. Texto tecnomagia de Fabiane Borges -http://catahistorias.wordpress.com/2012/07/21/tecnomagia-social-fiction/5Ôntico: O que se refere aos entes em contraste com o ser.
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Considerando as teses materialistas de que a matéria não é inanimada, mas sim vibrante eativa como advoga Jane Bennett (
Vibrant Matter 
, London: Duke UP, 2010).

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