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MBGTE-2012 v4

MBGTE-2012 v4

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Published by Pedro Pimenta
O chamado “Modelo de Bolonha” preconiza um sistema europeu de reconhecimento e
transferência de créditos (ECTS) de que o “tempo de trabalho” dos estudantes é um pilar
estruturante. A importância substantiva deste referencial foi materializada, em Portugal, através
do Decreto-Lei 42/2005, de 22 de Fevereiro. Neste contexto, foi projectado e desenvolvido um
protótipo de plataforma web com o propósito de facilitar o registo e documentação das
actividades de estudo (por parte dos Alunos), bem como a sua monitorização (por parte dos
professores) e a sua partilha (entre Alunos). O protótipo em questão foi utilizado em contexto
de ensino presencial como complemento às actividades lectivas normais, tendo-se revelado
uma ferramenta propiciadora da i) explicitação de reflexões metacognitivas profundas e de ii)
maior transparência (interna e externa) do processo de ensino/aprendizagem, não obstante
alguns Alunos terem resistido à solicitação do registo das suas Actividades de Aprendizagem.
O chamado “Modelo de Bolonha” preconiza um sistema europeu de reconhecimento e
transferência de créditos (ECTS) de que o “tempo de trabalho” dos estudantes é um pilar
estruturante. A importância substantiva deste referencial foi materializada, em Portugal, através
do Decreto-Lei 42/2005, de 22 de Fevereiro. Neste contexto, foi projectado e desenvolvido um
protótipo de plataforma web com o propósito de facilitar o registo e documentação das
actividades de estudo (por parte dos Alunos), bem como a sua monitorização (por parte dos
professores) e a sua partilha (entre Alunos). O protótipo em questão foi utilizado em contexto
de ensino presencial como complemento às actividades lectivas normais, tendo-se revelado
uma ferramenta propiciadora da i) explicitação de reflexões metacognitivas profundas e de ii)
maior transparência (interna e externa) do processo de ensino/aprendizagem, não obstante
alguns Alunos terem resistido à solicitação do registo das suas Actividades de Aprendizagem.

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Investigação e variantes curriculares no ensino online
, Delegação do Porto da Universidade Aberta1 de Junho de 2012.
Modelo de Bolonha e Gestão do tempo de estudoBologna model: management of studying time
Pedro C. C. Pimenta
Universidade do Minho, Portugalpimenta@dsi.uminho.pt
Resumo
O chamado
“Modelo de Bolonha” preconiza um sistema europeu de reconhecimento etransferência de créditos (ECTS) de que o “tempo de trabalho” dos estudantes é um pilar 
estruturante. A importância substantiva deste referencial foi materializada, em Portugal, atravésdo Decreto-Lei 42/2005, de 22 de Fevereiro. Neste contexto, foi projectado e desenvolvido umprotótipo de plataforma web com o propósito de facilitar o registo e documentação dasactividades de estudo (por parte dos Alunos), bem como a sua monitorização (por parte dosprofessores) e a sua partilha (entre Alunos). O protótipo em questão foi utilizado em contextode ensino presencial como complemento às actividades lectivas normais, tendo-se reveladouma ferramenta propiciadora da i) explicitação de reflexões metacognitivas profundas e de ii)maior transparência (interna e externa) do processo de ensino/aprendizagem, não obstantealguns Alunos terem resistido à solicitação do registo das suas Actividades de Aprendizagem.
Palavras-chave
:
ambientes de aprendizagem, b-learning,
 
colaboração 
.
Abstract
 
The so-called "Bologna model" calls for a European system of recognition and transfer of credits
(ECTS), where the student’s "working time" is a structural pillar. The substantive importance of 
this framework was materialized in Portugal through the Decreto-Lei nº 42/2005 de 22 deFevereiro. In this context, a prototype of a web platform was designed and developed in order to
facilitate the registration and documentation of student’s activities, its
monitoring (by teachers)and sharing (among other students). The prototype in question was used in the context of astandard (face-2-face) University course, in addition to normal classroom activities, and hasproved to be an adequate facilitating tool for i) scaffolding of deep metacognitive reflections andii) transparency (internal and external) of the teaching / learning process, although somestudents have resisted and refused to use the platform.
Keywords:
learning environments, b-learning, collaboration.
Introdução
O
P
rocesso de Bolonha” redesenhou o Ensino Superior no Espaço Europeu
- Um doselementos-chave (talvez o principal) de harmonização e reconhecimento da formação,explicitado desde o início do Processo, em 1999 (Declaração de Bolonha, 1999) é o trabalhode formação do Aluno ser traduzido em horas (sejam elas de contacto, de projecto, detrabalho de campo, de estudo individual, etc...). O facto deste trabalho ser explicitado emhoras
 – 
um referencial intracultural absoluto, ainda que sob a forma de um valor médio
 – 
 racionaliza o estabelecimento do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos(European Credit Transfer and Accumulation System - ECTS), facilita o reconhecimento daformação, e daí a mobilidade dos graduados e a sua empregabilidade (outros desideratos do
 
“Processo de Bolonha”
, alinhados com o princípio mais geral de mobilidade de pessoas ebens).
Em Portugal, os “princípios reguladores de instrumentos para a criação do espaço europeude ensino superior” foram aprovados no Decreto
-Lei 42/2005, de 22 de Fevereiro, que
menciona (Artigo 5º, alínea c)) que “o trabalho de um ano curricular realizado a te
mpo inteirositua-se entre mil e quinhentas e mil e seiscentas e oitenta horas e é cumprido num período de
36 a 40 semanas”.
 Na Universidade do Minho, o despacho RT-
47/2007 homologa o “Regulamento sobreInscrições, Avaliação e Passagem de Ano” (RIAPA) – 
neste regulamento, o tempo de estudodos alunos é objecto do Artº 2º, nos seus pontos 3 a 5 (UMinho, 2007): que especificam: i) aduração do ano lectivo - 40 semanas; ii) o número médio de horas de trabalho semanal
(incluindo o trabalho independente), que “não deve exceder as 42 horas” e iii) que “o trabalhoindependente deve ser superior a 50% do tempo total de trabalho”.
  A Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES)
publicou, em 2008, o texto “
ECTS:European Credit Transfer System (Sistema europeu de transferência de créditos)
” (DGES,
2008) onde
sublinha que “
Um dos aspectos mais relevantes da Declaração de Bolonha é aproposta de generalização de um sistema de créditos
 – 
ECTS, criado pela Comissão dasComunidades Europeias, com o objectivo de gerar procedimentos comuns que garantissem oreconhecimento da equivalência académica dos estudos efectuados noutros países.
”,
No mesmo documento, a DGES explicita algumas questões
 – 
e esclarece alguns equívocos- relacionadas com a adopção do sistema ECTS, nomeadamente a explicitação formal darelação entre os créditos ECTS e a carga de trabalho do Aluno. Neste mesmo documento, a
DGES indica que “
o método mais comum (de controlar a carga horária) é o recurso aquestionários feitos aos estudantes, quer seja durante o processo de aprendizagem ou depois
de terminarem os estudos.” (DGES, 2008)
.
 A importância do elemento “tempo de estudo” é de novo sublinhada no
GUIÃO PARAELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO/ACREDITAÇÃO DE CICLOSDE ESTUDO EM FUNCIONAMENTO (AACEF) (Ensino Universitário)
” (A3ES, 2010)
onde,
no seu tópico “6.3. Metodologias de ensino aprendizagem” (A3ES
, 2010 - págs. 11-15,
 Tabela “Parâmetros de Avaliação”) um dos
três items que o compõem inquire, precisamente,
se “
 A média do tempo de estudo necessário corresponde aos ECTS estimados.
 
 
Leitura do Contexto
Os parágrafos anteriores referenciam um conjunto diversificado de documentos, queembora emanados de diferentes instituições e contextos, reflectem a mesma necessidade edesiderato
 – 
a monitorização do tempo de estudo/trabalho dos Alunos. Alguns deles, de valorlegal (Decreto-Lei 42/2005, de 22 de Fevereiro e UMinho, 2007) explicitam formalmente o volume de trabalho (médio)
exigível
ao Aluno para que este obtenha o número de créditosECTS associado ao Curso ou Unidade Curricular em questão.Esta exigibilidade / obrigatoriedade, assumida pela Instituição quando acredita um Cursona A3ES (cf. A3ES, 2010), e, - no caso da UMinho - explicitada no RIAPA (UMinho, 2010),acaba por ser transferida para o Professor que acompanha os Alunos ao longo do seuprocesso formativo, e que avalia o seu desempenho
 – 
a aprovação a uma dada UnidadeCurricular, é, assim, e no contexto do European Credit Transfer System, o reconhecimento(em média, para os Alunos aprovados) de um volume de trabalho directamente estimável pelonúmero de créditos associado a essa Unidade Curricular.
No relatório “Bologna at the finish line – 
an account of ten years of European higher
education reform” (The European Student’s Union (2010)),
considera-se que a correctaatribuição de ECTS em função do volume de trabalho é um aspecto crítico e que tem sidoincorrectamente implementado a nível Europeu (págs. 5, 31-32), acabando mesmo por serreferido como o primeiro elemento (de 5) de preocupação (pág. 33) em relação à adopção domodelo de Bolonha.Neste contexto, e enquanto Professor, foi intenção do Autor operacionalizar umaplataforma web minimalista, que facilitasse o registo das actividades de aprendizagem dos Alunos numa forma simultaneâmente simples, flexível, estruturada e adequada àmonitorização do tempo de estudo e ao acompanhamento pedagógico, de forma a poderrecolher informação primária que lhe permitisse aferir, de forma tentativamente mais rigorosaque através de inquéritos realizados a estudantes (cf. DGES, 2008) do cumprimento do volume de trabalho associado aos créditos ECTS de uma dada Unidade Curricular.
Protótipo
O protótipo desenvolvido foi programado em ASP (Active Server Pages da Microsoft), eos elementos-chave da sua funcionalidade são:1.
 
Cada Aluno tem uma chave de que lhe permite o acesso à
 Área da Unidade
Curricular”.
 

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