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Literatura Portuguesa garrett 11.ºC_convertido

Literatura Portuguesa garrett 11.ºC_convertido

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Literatura portuguesa II
Paula Cruz - cercarte.blogspot.com
1
 
folhascaídasnãoteamoesteinfernodeamarogozoeadaoradeuscascaispescadordabarcabelaondevaispescarcomescadornãadeusanjoésvaispescarcomescadornãadeusanjoésanjanjocaídoarosaeoliriorosacondessadalvaispescarcomescadornãadeusanjoésanjoanjoanjoanjuzmulheranjanaturezanaovejoout rabelezasenãoatiatimulherfatalsãobelasasfloresemtodanaoteamoqueroteoamorvemdalmaenalmatenhocalmaacalmadojazigocreioemtideusafevivademinhalmaatiseelevaesoquenaõesderivameuserdoteuluzetrevaemqueindistintasseenvolvesseespíritoagitadodetivemdetidevolveonadaaquefoiroubadoesteinfernodeamarcomoeuamoquemmoposaquinalmaquemfoiestachamaquealentaeconsomequeéavidaequeavid
 
 
Literatura portuguesa II
[Almeida Garrett 
Folhas Caídas
]
[2012-2013]
 Agrupamento de Escolas do Cerco
 
Literatura portuguesa II
Paula Cruz - cercarte.blogspot.com
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Almeida Garrett(1799-1854)
 
João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto em 1799. Opai era então funcionário superior da alfândega dessa cidade e a mãe descendiade uma família de comerciantes minhotos, que tinham outrora feito fortuna noBrasil. Nas veias do futuro visconde, corria, como vemos, o mais puro sangue daburguesia capitalista. O apelido com que vulgarmente é conhecido - Garrett - foi buscá-lo a umaascendente irlandesa, que descobriu na genealogia paterna.Passou os primeiros anos nas quintas do Castelo e do Sardão, onde ouviu histórias de fantasmas e deaparições de almas do outro mundo e de mouras encantadas às graves criadas Brígida e Rosa.Por ocasião das invasões francesas, acompanhou até aos Açores a família, que resolveu muitoprudentemente procurar a segurança nas propriedades que possuía na Ilha Terceira. Foi aí que JoãoBatista conviveu com os tios sacerdotes.Estes parentes iniciaram-no no estudo dos clássicos e incutiram-lhe ideias conservadoras. E Garrett,dócil e amigo, para lhes fazer a vontade, chegou mesmo a preparar-se para abraçar a vida eclesiástica,embora, por falta de vocação, em breve seguisse outro caminho.Em 1816, matriculou-se na Universidade de Coimbra. Como todos os académicos que então viviam naLusa Atenas, viu-se Garrett assediado pelas ideias do liberalismo. Abraçou-as logo, sem grandes remorsosde voltar as costas às tradições da família. Nunca, porém, mostrou tendências anárquicas.Terminando o curso em 1820, empregou-se na Secretaria dos Negócios do Reino como oficial e em1822 casou com
Luísa Midosi
, de quem viria a separar-se em 1836.Em 1823, após a reação absolutista, abandonou o cargo que desempenhava e houve por bem emigrarpara a Inglaterra. Deste país passou até à França, empregando-se no Havre como correspondente comercialde uma filial da casa bancária Laffite, para se sustentar.Aí por 1826, depois da outorga da Carta Constitucional por D. Pedra IV, regressou a Por.tugal eintrometeu-se, ato contínuo, na política. Fundou os jornais
O Português
e
O Cronista
em cujas colunas sefez arauto da causa liberal. Não tardou muito, porém, que D. Miguel se proclamasse rei absoluto. E Garrettnão teve outro remédio senão exilar-se pela segunda vez para Inglaterra. Corria o ano de 1828. Os liberaisno exílio, agrupados à volta de D. Pedro IV, resolvem invadir o Portugal absolutista. Garrett inscreveu-sesem demora num corpo expedicionário e, com Herculano e outros, desembarcou no Mindelo, tomandoparte no cerco do Porto, em 1832.Ainda D. Pedro não havia entrado em Lisboa e já ele ia a caminho de Paris encarregado de missõesdiplomáticas. Demorou-se pouco tempo nessa cidade. Após uma breve estada na Pátria, foi colocado emBruxelas como cônsul geral. Aí teve o ensejo de se familiarizar com a literatura germânica. Regressou devez a Portugal em 1836 e ajudou a preparar a Revolução de setembro. Vingada esta, Passos Manuelencarregou-o da reorganização do teatro nacional. Almeida Garrett não cruzou os braços: tratou daconstrução de um edifício apropriado, da criação de uma escola de arte dramática e ele mesmo começou acompor peças dentro do caráter nacionalista que o orientava. Reparte agora a sua atividade entre o trabalhopúblico, a produção literária e uma vida sentimental bastante agitada.Separado da mulher, viveu maritalmente, a partir de 1837, com
Adelaide Deville Pastor
, que viria amorrer em 1841 com apenas 22 anos, deixando-lhe uma filha. Mais tarde, em 1844, num baile de caridade,relacionou-se com
D. Rosa de Montufar
,
Viscondessa da Luz
, que viria a inspirar-lhe alguns dos seusmais belos poemas.Em 1851, o crítico dos barões é nomeado visconde e, em 1852, Ministro dos Negócios Estrangeiros.Retirou-se do Governo um ano mais tarde, vindo a falecer em 9 de dezembro de 1854.
 
Literatura portuguesa II
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Ao contrário de Alexandre Herculano, que só fez poesia quando novo, Almeida Garrett brindou-nos, já depois de entrar na casa dosquarenta, com duas obras de grande mérito:
Flores sem Fruto e Folhas Caidas.
Ao publicar a primeira, em novembro de 1845, queixava-se de que já não era poeta, de que a sua imaginação era então umterreno sáfaro. E, por isso, iria plantar o seu «horta» de luzernas e beterrabas. Antes, porém, que ia arrancar as
 flores sem fruto
que láestavam a murchar e enfeixá-las numa triste e última capela para deixar dependurada na cruz do seu túmulo.
Flores sem Fruto
apareceram então.Ainda bem que as luzernas e beterrabas não pegaram no seu jardim. Nele continuaram as flores a medrar. E que flores!Em janeiro de 1853, ao publicar
Folhas Ca ida s,
escrevia:
 A outros versos chamei eu as últimas recordações de minha vida poética. Enganei o público, mas de boa fé, porque me enganei primeiro a mim. Protestos de poetas que sempreestão a dizer adeus ao mundo, e morrem abraçados com o louro - às vezes imaginário, porque ninguém os coroa. Eu pouco mais tinha de vinte anos quando publiquei certo poema, e jurei que eram os últimos versos que fazia. Que juramentos!
Pois foi ao quebrar antigos juramentos que Garrett se mostrou autêntico poeta romântico.
FOLHAS CAÍDAS
a)
 
Amor vivido e intenso
 Estamos em presença de um lirismo muito individualizado, muito pessoal, muito autêntico.
O
poetaamava agora como só sabe amar um homem maduro que se apaixona violentamente. A Viscondessa da Luz,D. Rosa de Montufar, levou o poeta a semear nestas poesias «luzes» e «rosas» a granel (cfr.
Perfume da rosa. Rosa sem espinhos, Rosa pálida. Flor da ventura, Bela dI' 
([
moI', Rosa e lírio. Coqllette dos prados).
Foi a sua principal inspiradora, porque há outras. Com elas entretém Garrett um diálogo vivo, cheiode realismo, o que confere a muitos poemas do livro típica feição dramatizada.
É
claro que só ouvimos avoz do Poeta. Mas não nos é difícil adivinhar o que as amadas lhe terão dito, pois às vezes ele chegamesmo a repetir perguntas feitas por elas nas costas do leitor:
Se estou cont'ente, querida, com esta imensa ternurade que me enche o teu amor?- Não. Ai! não; falta-me a vida, sucumbe-me a alma
à
ventura: oexcesso de gozo é dor. (Gozo e dor)
Garrett cantou em
Folhas Caídas
o amor que viveu e o modo como o viveu. Não se deixou arrastarpela «moda», à semelhança dos clássicos petrarquistas; limitou-se a expor o que lhe brotava espontâneo docoração.
O
que diz não lhe é imposto de fora, ditado por um estilo epocal; é fruto de um intimismo estri-tamente pessoal, vem muito de dentro.Em
Este inferno de amar 
diz que a VIU. E pergunta:
Que fez ela? Eu que fiz - Não no sei; mas nessa hora a viver comecei.
E depois, em
 Destino,
afirma que foi ter com ela, pOIS
[ ... ] em ti só sei viver, só por ti posso morrer.
Este amor, identificado pelo poeta com a mesma vida, é tão intenso que quase lhe consome o ser.Assim o canta em
 Anjo és:
Não respondes - e em teus braçoscom frenéticos abraçosme tem apertado, estreito! ...Isso que me cai no peitoque foi? .. - Lágrima? Escaldou-me ...Queima, abrasa, ulcera ...Dou-me,
dou-me a ti, anjo maldito,

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