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Implicações da Sociedade em Rede - a relevância estratégica dos protocolos nas redes sociais

Implicações da Sociedade em Rede - a relevância estratégica dos protocolos nas redes sociais

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Quais as implicações estratégicas dos protocolos múltiplos existentes nas diversas redes que compõem nossa sociedade atual?
Quais as implicações estratégicas dos protocolos múltiplos existentes nas diversas redes que compõem nossa sociedade atual?

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Published by: Diógenes Lima Neto - MSc, MPA, MBA on Sep 22, 2012
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05/31/2013

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Implicações da “Sociedade em Rede”: a relevância estratégica dos protocolos nas redes sociais
Página 1
BrasilAdmin.com
2012
Implicações d
a “Sociedade Em Rede”:
A Relevância Estratégica dos Protocolos nasRedes Sociais
Diógenes Lima Neto, MPA, MSc, MBABraga
 –
PortugalSetembro - 2012
Na segunda metade da década de 1990, Castells escreveu uma trilogia em que trouxe à luz osresultados de seus estudo em que apresenta sua percepção de que a sociedade moderna havia-se
transformado numa “sociedade em rede”, profundamente interconectada e interrelacionada. De fato,
tais redes, cujas formações foram aceleradas pelo franco desenvolvimento das transações eletrônicas e,em seguida, pela internet, deixavam claro que estávamos diante de um contexto de ordem social semprecedentes, com repercussões a nível global.As consequências de um tal tipo e nível de interconexão, no entanto, ainda estão longe deterem sido totalmente compreendidas. De fato, questões como propriedade da informação,privacidade, acesso, armazenagem e, mais ainda, como tirar proveito (no sentido positivo) de tantainformação disponível, ainda estão sendo discutidas e respondidas. As áreas de
business intelligence
eneurociência, por exemplo, ainda engatinham nessas questões, apesar de terem evoluído bastante. Paraalém disso, uma outra questão, ainda a ser discutida em profundidade, diz respeito ao poder dasempresas que controlam todos estes aspectos da informação (e.g. Google), o que envolve questõeséticas que sequer ainda foram arranhadas ou mesmo lembradas.Uma outra questão que devemos ter em mente ao pensarmos s
obre a “sociedade em rede” é o
fato de que, na realidade, cada rede circunscreve áreas (ou dimensões) do interesse humano,independentemente de nossos valores morais ali inseridos. Assim, estejamos a falar da dimensão social,financeira, religiosa, militar, política ou outra qualquer, o argumento subjacente permanece, pois cadauma destas dimensões contém redes de interesses e conhecimentos correlatos, às quais o indivíduorelaciona-se com variados níveis de intensidade. Além disso, muitas destas redes também seinterconectam entre si, potencializando ainda mais a intensidade e o alcance de cada uma delas. Nestesentido, basta considerarmos, por exemplo, a ligação entre os universos acadêmico e militar nos EUA,ou a financeira com qualquer outra área. De fato, atualmente, a gigantesca complexidade de nossasociedade pode ser percebida não só por aquela inerente à rede da qual estejamos a falar, mas,principalmente, pelas inúmeras e profundas interconexões entre as mesmas.Por outro lado, também como alerta Castells (2010), cada rede tem um padrão decomunicação, um
standard 
, o qual é cuidadosamente protegido e seguido dentro de cada rede. Maisuma vez, não importa se estamos a falar da máfia, da OTAN ou do mundo acadêmico de Harvard. Nofinal, todas as redes de interesse humano têm um padrão para trocar informações, avaliar e aceitarnovos membros e assim por diante. Ocorre que, no universo da TI&C, esse
modus operandi 
tem umnome: protocolo, quer o consideremos inter ou intra redes. Neste sentido, há que se atentar para o fatode que um protocolo não tem relação, necessariamente, com o fato de ser tangível ou intangível, visívelou invisível. Protocolo, neste caso, diz respeito a rito (ou ritual) a ser seguido de forma a possibilitar atransmissão de uma determinada informação (ou contexto) a outro indivíduo da rede (ou mesmo emoutra rede), de forma que este possa entendê-la, processá-la e destiná-la como quiser. Esta questão doprotocolo pode parecer menor, à primeira vista, porém ela necessita de uma melhor compreensão paraum uso eficiente das redes sociais que compõem o emaranhado da sociedade humana atual.
 
 
Implicações da “Sociedade em Rede”: a relevância estratégica dos protocolos nas redes sociais
Página 2
BrasilAdmin.com
2012
Primeiramente, temos que estar atentos para a diferença entre “meio de comunicação” e“informação”. Isso porque a
verdadeira evolução tecnológica dos últimos 50 anos ainda está focada nos
“meios de comunicação” e não na “informação” propriamente dita. Esta última é muito mais
sútil, poisenvolve a qualidade subjetiva da mensagem, do ponto de vista do interesse do receptor.
Assim, a noção assente de que as novas tecnologias possibilitaram uma verdadeira “troca deinformações” não é muito precisa, pois, em realidade, o que as novas tecnologias criaram,
indubitavelmente, foram fantásticos canais de comunicação que, naturalmente, facilitam a troca deinformações, porém esta, note-se, ocorre num segundo momento e não necessariamente de imediato.
De fato, o que presenciamos é uma avalanche de “informações inúteis” que, na realidade, são ruídos e,
como tais, dificultam a verdadeira troca de informações dentro de uma rede, ou seja, aquela queexpressa o interesse comum de seus membros.Vale notar, ainda, que a troca de informações pertinentes, ou seja, não ruidosas e inerentesàquela rede, é o que viabiliza a estruturação e o fortalecimento das relações entre os membros daquelamesma rede. Em outras palavras, é um equívoco, de todo, considerar simplesmente o número deconexões existentes como um indicativo da força de uma rede mas, antes, o número de relaçõesefetivas existente
s. Daí o porque do usual insucesso do uso de “spam” de emails como forma efetiva de
marketing. Em realidade, tal tática se torna não apenas contraproducente, mas, principalmente, umaforma negativa de divulgação, pois indica que seu emissor trata todos seus destinatários como merasconexões e não como relações.Assim, todo este contexto nos leva a concluir que há uma diferença clara, então, entre
“conexão” e “relação” entre membros de uma rede, pois que a primeira é decorrente da liberdade
existente no meio
de comunicação (alcance) e a segunda é fruto da verdadeira “troca de informação”
(interesse). De todo modo, o protocolo dentro de uma rede social envolverá estas duas questões,conexão e relação, as quais são interdependentes, porém diferenciadas. Não por acaso, os protocolostécnicos para estabelecimento de uma conexão entre membros de uma rede social (
email, twitter, facebook, linkedin, orkut,
etc.) são mais evidentes e objetivos, porém o protocolo para estabelecimentode uma relação numa rede social é algo mais sútil e requer mais cuidado. Para além disso, normalmenteo que garante a expansão de uma rede não são as conexões existentes, mas as relações entre seusmembros e a mais valia com ela obtida.Outro ponto interessante a se notar é que há diversos protocolos em ação nas redes e muitostêm que ser conhecidos e operados simultaneamente pelas pessoas. Desta forma, os indivíduos queconhecem os diversos protocolos para estabelecimento de relações nas diversas redes têm maisfacilidade em transitar entre as mesmas e de possibilitar a interconexão e a difusão de informaçõesentre elas. Isto tem implicações muito relevantes, pois, ao transitarem entre as diversas redes de
interesse, tais indivíduos “multi
-
redes” viabilizam a inserção de sementes de inovação
do pensamento
naquelas redes, numa espécie de “polinização de
ideias
”.
No universo empresarial isto reveste-se de suma importância pois pode oferecer vantagenscompetitivas, por um lado, e novas oportunidades de negócios, por outro. Particularmente em tempos
de crise, como a atual, o indivíduo “multi
-
rede” consegue estabelecer pontes de relacionamentos que
podem se tornar em alianças estratégicas, seja para estabelecer uma joint venture, para produzir umproduto novo, resolver um problema comum ou criar uma ação de marketing conjunta. Em realidade,um tal tipo de indivíduo (ou vários deles) pode permitir a criação de laços de confiança entre asorganizações mais diversas e, não raramente, mesmo concorrentes. Isso, por sua vez, vai ao encontro doque afirma
Greenhalgh (2002:140) acerca dos “relacionamentos estratégicos”, o qual afirma que “os
gerentes da nova era [do Conhecimento] tentam estimular as interações consensuais, incentivando

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