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Kant Ontologia 240920122

Kant Ontologia 240920122

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para curso ontologia novo texto pós greve
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Conteúdo
......................................................................... 14§ 05 O que significa crítica ...................................................................................................... 16§ A ESTÉTICA TRANSCENDENTAL ............................................................................................ 19§ O TEMPO COMO FORMA DO SENTIDO INTERNO E A DETERMINAÇÃO DA REALIDADE DOEGO .......................................................................................................................................... 21§ O espaço e a determinação da exterioridade do mundo..................................................... 25§ A lógica transcendental ........................................................................................................ 26§ 11 A PERCEPÇÃO E OS JUÍZOS .............................................................................................. 28§ A dedução metafísica das categorias ................................................................................... 31A APERCEPÇÃO TRANSCENDENTAL COMO ORIGEM DE TODA SÍNTESE E EM ÚLTIMAINSTÂNCIA DA NATUREZA ....................................................................................................... 34B) A RELAÇÃO COM AS CATEGORIAS, SUA LIMITAÇÃO À POSSIBILIDADE DAEXPERIÊNCIA E O ESQUEMATISMO ..................................................................................... 35BREVE ANÁLISE DO CONCEITO DE CAUSALIDADE ................................................................... 37BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................................... 39
§ 01 A Tradição metafísica moderna anterior a Kant 
1.1. A autonomia do sujeito de conhecimento e a fundamentação subjetiva da verdadeA
metafísica da época de Kant é herdeira da teoria, inaugurada por Galileu eretomada por Descartes, de que a tradição e a revelação divina não funcionavammais como garantia da verdade. "Não era - afirma Cassirer - a nova cosmologia aque as autoridades eclesiásticas se opuseram com todas as suas forças, posto que,como hipótese puramente matemática, podiam aceitar tanto o sistema copernicanocomo o ptolomáico. O que não toleravam, porque ameaçava os pilares do sistemaeclesiástico, era
o novo conceito de verdade
enunciado por Galileu. Junto à verdade
 
da revelação se apresenta agora uma verdade da natureza, autônoma, própria,radical. Esta verdade não se nos oferece na palavra de Deus, mas em sua obra, nãodescansa no testemunho da Escritura ou da tradição, mas, ao contrário, está
constantemente diante dos nossos olhos”.
1
 Descartes levará a cabo a tarefa proposta à filosofia pela ciência galileniana, derefazer metodicamente o conceito de verdade e de conhecimento a partir daautonomia do sujeito e da razão. O cogito representará justamente o momento emque o fundamento da verdade será definido a partir da consciência de si, isto é, dacerteza subjetiva do eu que pensa e da matematização universo. Descartes propõepara ciência galileniana uma fundamentação metafísica à altura da sua próprianovidade histórica.A matematização da natureza consiste na redução de todas as qualidades sensíveis,chamadas
qualidades secundárias
, a qualidades mensuráveis e matematicamentetratáveis: as
qualidades primárias
. As primeiras distinguem-se das segundassobretudo porque não são diretamente visíveis nas coisas, tais como a quantidade,forma geométrica, massa etc. As qualidades primárias são determinações reais quenão dependem da experiência empírica. Por isso são consideradas determinações dascoisas em si em oposição ao modo de ser delas tais como são
 para nós
naexperiência, isto é, como fenômenos.Assim o conhecimento físico/matemático dos fenômenos naturais é, também, deordem meta-física. Em primeiro lugar porque as determinações correspondentes àspropriedades primárias das coisas não advêm da experiência dos fenômenos. Comovimos as quantidades, por exemplo, não são percebidas. Nesse sentido as categoriasda
linguagem matemática possuem uma “universalidade potencial”, na medida em
que, em princípio, aplicando-se às coisas tal como elas seriam em si, não estariamlimitadas pelo campo necessariamente finito e relativo da experiência humana emgeral. Finito porque não podemos assegurar que todas as propriedades das coisas semostrem a nós, e relativo porque as propriedades primárias, embora sejam a causaem nós das propriedades sensíveis
 – 
as ondas sonoras chocando-se contra o tímpanoproduzem as sensações subjetivas correspondentes aos sons audíveis
 – 
determinamas coisas em sua realidade, ou seja,
o que as coisas seriam mesmo que o “animalvivente” (Galileu) denominado homem, não existisse. O mundo percebido não
abrange toda a realidade e o que ele abrange não é real. Ao expressarem os
fenômenos em linguagem matemática mostrariam o que as coisas seriam “em si”.
 Metafísicas quando à sua origem, as categorias do discurso físico/matemático o
eram também quanto à prioridade com que se impunham a nós. “A experiência er 
apara Galileu um segundo momento (do método científico, JLF) que só tem alcancequando encadeado no movimento do
discurso racional, do qual a matemática formaa norma
. Compreende-se pois que ele tenha felicitado Aristarco e Copérnico, que àsevidências da
experiência sensível preferiram o que lhes ditava o raciocínio”.
2
Comisto evidencia-se a necessidade de
pensar antecipadamente, ou seja,aprioricamente, acerca do ser da natureza e da realidade em geral, a fim deconhecer os fenômenos
. Esta antecipação teórica da estrutura subjacente darealidade é o que os modernos denominam
mathesis
 
universalis,
e cuja origem Kant
1
CASSIRER, E.
 La
 
Filosofia de la ilustracion
. Trad. Eúgenio Imaz. México:Fondo de cultura económica, 1984, p. 60.
2
DESANTI, J. T. Galileu e a nova concepção de natureza. In: CHATÊLET, F. (ORG.), vol. III, p. 79.
 
irá fazer repousar na síntese das faculdades da subjetividade humana, ou seja,sensibilidade e entendimento. Mediante o conhecimento dedutivo de tipomatemático o racionalismo pretendia, de Descartes a Leibniz, satisfazer o ideal deciência enquanto conhecimento universal e necessário, demonstrativo das causas erazões dos fenômenos.Para Descartes bastava provar a possibilidade de uma evidência irrefutável a funcionar,por si mesma, como prova e instrumento paradigmático da obtenção de outras verdadessemelhantes, para que o conhecimento fosse considerado fundado. Por esta via o cogitonão põe em questão a possibilidade do objeto, representando a fundamentação doconhecimento apenas enquanto possibilidade subjetiva de uma certeza absoluta baseadana indubitabilidade do pensamento. Este tipo de certeza, que não caracteriza apenas opróprio
cogito ergo sun
, valendo para todo o campo do saber racional, é de ordem
axiomática
. “O axiomático, a colocação de princípios a partir dos quais se funda tudo o
que vem depois, numa sequência inteligível, pertence à essência do matemático como
 projeto”.
3
 Mas em que consiste uma verdade axiomática?Aristóteles de
fine os axiomas como “princípios que devem ser necessariamente possuídos por quem queira aprender o que quer que seja”.
4
Nesse sentido os axiomasconstituem os fundamentos de qualquer ciência possível sendo, como tais, ao mesmotempo indemonstráveis e evidentes, como os princípios lógicos.
5
 
Mas a metafísica clássica foi “colonizada” pelo projeto matemático de, não apenas
investigar a possibilidade de um saber prévio do ente em sua totalidade, mas tambémpossibilitar um amplo domínio tecnológico da natureza pelo homem. Por esta via, entreos axiomas que revelam as pressuposições de todo saber, devem estar incluídos aquelescapazes de legitimar a pretensão de deduzir o particular a partir de princípios universaispuramente racionais. Tal é, por exemplo, em Descartes, o caso da prova ontológica,dedutiva, da existência de Deus. Assim os princípios universais não garantiriam apenas,como é o caso da não contradição, a simples
possibilidade
de toda ciência econhecimento efetivos. A teoria deveria trazer em sua estrutura pura a garantia da suairrestrita validade e alcance, provando a priori a cognoscibilidade e o determinismocausal de todo fenômeno possível da natureza. A teoria leibniziana da razão suficiente(nada ocorre na natureza sem causa) é um exemplo deste tipo de metafísica, pois afirmauma verdade apriórica referente á estrutura da totalidade do real.
Mas o ser é agora compreendido como o que torna possivel o conhecimento doente em sua totalidade de acordo com os princípios da razão pura. Ora o quetorna possível um tal conhecimento é a certeza indubitável e universal derivadada evidência que o pensamento alcança em e por si mesmo. É justamente estapossibilidade que Kant pretenderá elucidar partindo da sua contestação maisradical: o empirismo de Hume.
 
3
HEIDEGGER, M. O que é uma coisa? Porto: Edições 70, 1995, p. 105.
4
Analíticos posteriores, I, 2, 72 a 15.
5
As proposições que não são evidentes por si mesmas, necessitando de demonstrações, são chamadasteoremas.

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