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Maçonaria - Manual Do Grau de Companheiro

Maçonaria - Manual Do Grau de Companheiro

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Manual do Companheiro Franco Maçom
Estudo Interpretativo dos Símbolos e Alegorias Do Segundo Grau Maçônico
Manual do Companheiro Franco Maçom
Estudo Interpretativo dos Símbolos e Alegorias Do Segundo Grau Maçônico

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08/27/2013

 
Manual do Companheiro Franco Maçom
Estudo Interpretativo dos Símbolos e Alegorias Do Segundo Grau MaçônicoPrimeira parte
O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DAMAÇONARIA MODERNAO grau de Aprendiz, busca a resposta à pergunta (de onde viemos?) e a esse grau compete oestudo das origens primeiras da nossa ordem, as quais tivemos buscando no primeiroManual desta série, assim também é especial a competência do segundo grau simbólico emresponder à pergunta (quem somos ?), estudando a história da Maçonaria Moderna.Os princípios da Maçonaria, conforme os conhecemos atualmente, se devem principalmenteao estado de decadência em que se encontravam, ao fim do século XVII, os antigos
grupos
 de construtores, assim como as demais corporações de ofício, que tinham florescido nosséculos anteriores, alcançando o seu apogeu próximo ao fim da idade média. As causasdessa decadência foram por um lado a diminuição do fervor religioso que seguiu a Reforma,de maneira que a construção das igrejas foi cedendo seu lugar a outros edifícios profanos,tanto públicos como privados; e também por um grau maior de especialização dos operáriosnos respectivos trabalhos, e a falta de conveniência por parte desses, de seguirem reunindo-se em associações organizadas para a prática de uma arte determinada.Precisamente por esta razão, no mesmo século XVII, havia se estendido a prática de admitir nos grupos de construtores, membros honorários (maçons aceitos), ainda inteiramenteestranhos à prática da arte de construir, porém que cooperavam para proveremmaterialmente e moralmente esses grupos. O dia em que estes maçons-aceitos começaram a prevalecer sobre os de ofícios, e se lhes concederam cargos de direção (dos quais estavamexcluídos anteriormente), foi precisamente o ponto que assinalou a transformação conhecidacom nome de maçonaria operativa em especulativa; ainda que o desenvolvimento de umcaráter teve de ser mais gradual, entretanto de nenhuma maneira necessariamente implicado pela presença dos membros honorários, apesar do número destes. 
A GRANDE LOJA DE LONDRES
 
 
Assim foi que, em 1717, os escassos membros remanescentes de quatro lojas londrinas, quetinham os seus lugares de
permanência
(segundo o costume naquela época), em quatrodiferentes hospedarias, decidiram celebrar juntos na hospedaria do Manzano sua reuniãoanual de 24 de junho (dia de São João Batista). Nessa reunião, que depois se tornoutradicional por essa razão histórica, sem que os seus participantes pudessem dar-se contadisso, tratando de buscar uma solução para as suas condições, que nos últimos tempos seencontravam cada vez menos prósperas. Os presentes decidiram juntar-se na, que depois(em 1738) passaram a chamar uma Grande Loja, elegendo para presidi-la oficiais especiais,que deviam promover a sua prosperidade. Esses foram: Antônio Sayer, homemdesconhecido e de modesta condição, inteiramente estranho ao ofício de pedreiro, que foinomeado Grão Mestre; Jacob Lamball, carpinteiro; José Elliot, capitão; foram eleitosgrandes vigilantes
1
.Dados que essas Lojas não eram as únicas então existentes (algumas das outras, como dePreston chegaram até os nossos dias) não há dúvida de que de nenhuma maneira poderiatratar-se então de eleger a um "Grão Mestre dos Maçons", que para tal não tinhamautoridade, se não apenas dessas quatro Lojas, não se podendo sequer assegurar-se que taltítulo foi efetivamente utilizado nessa ocasião, ainda que poderia muito bem ter sido; comesta atribuição restrita. Sem dúvida, somente depois, e por mérito de homens que, sobdiversas circunstâncias foram atraídos à essa "Grande Loja", que as denominações de GrãoMestre e Grande Loja adquiriram real significado e importância.O desenvolvimento futuro de nossa Instituição, a partir dessa modesta reunião, não estavade nenhuma forma condicionado à mesma, e só se deve à Força Espiritual que aproveitou evivificou esse pequeno e modesto agrupamento do qual brotou um movimento que seestendeu para toda a superfície da terra. Sempre são, pois, as idéias, as que operam nomundo, por sobre os indivíduos que se fazem seus meios, veículos e instrumentos. É naforça das idéias, que animam e inspiram os homens, que se deve todo o progresso e toda aobra ou instituição de alguma importância, por traz daqueles que aparecem exteriormentecomo seus fundadores e expoentes. No que particularmente se refere à Maçonaria, não há dúvida que suas origens maisverdadeiras, vão muito além desses homens de boa vontade e de medíocre inteligência queunicamente se preocuparam em salvar suas lojas da decadência que as ameaçava, por meioda união das mesmas. Deve-se buscar essas origens na Idéia Espiritual central, que ocultano seu cerne, o verdadeiro segredo maçônico, assim como das demais idéias relacionadascom aquela, das quais se fez, em diferentes momentos e circunstâncias especiais.A essa idéia central, ainda oculta e secreta para a maioria de seus adeptos, também devemoso conjunto de tradições, alegorias, símbolos e mistérios, que tem vindo se apropriando, e em parte criando e modificando, para embelezar e dar maior brilho a seus trabalhos, cujasorigens, como a de seus cerimoniais, são antiquíssimos, tendo nos sido transmitindo através
 
de diferentes civilizações que se desenvolveram sucessivamente sobre o nosso planeta.Desse ponto de vista está perfeitamente justificado o empenho dos primeiros historiadoresmaçônicos, começando com Anderson, e dos que fizeram ou adaptaram os seus rituais, pararelacionar nossa instituição com todos os movimentos espirituais e tradições místicasiniciáticas da antigüidade, segundo também tratamos de faze-lo no manual do Aprendiz.Pois se é certo que a Maçonaria Moderna tem sua iniciação nessa fortuita agremiação dequatro Lojas que juntando-se, puderam salvar-se da dissolução a que pareciaminevitavelmente destinadas - como são todas as coisas que não sabem renovar-se quandochega o momento oportuno - e que, dessa maneira prosperaram muito além de suasexpectativas, não é menos certo que souberam recorrer em segredo a herança de todos ossegredos, mistérios e tradições, assim como souberam fazer-se o receptáculo das grandes enobres idéias que constituem um fermento vital e um impulso renovador no meio em queatuavam.E se pela natureza da obra pode-se reconhecer o artista que a concebeu e realizou, julgamosa Maçonaria pela mística beleza de seu conjunto simbólico- ritual, a essa obra sem dúvidanão se pode dar outro qualificado que não o de Magistral. em sua essência mais íntima e profunda, qualquer que possa ser sua filiação exterior e aparente, não pode ser se não Obrade Mestre na acepção mais profunda da palavra. Essa essência íntima é o Logos, ouverdadeira palavra que deve buscar-se em toda Loja
Justa e Perfeita
, a idéia espiritual quenela se deve realizar.Essa mesma idéia, cujas latentes possibilidades foram depois se desenvolvendo - a maioriadelas esperam ainda a oportunidade para vir à luz - tem sido a semente da árvore poderosaque representa a Maçonaria Moderna : um meio destinado ao reconhecimento e à prática dafraternidade, um crisol de idéias e um movimento libertador das consciências e dos povos.
PRIMEIROS DIRIGENTES
  Nas sucessivas assembléias solsticiais de 1718 e 1719 foram eleitos Grandes Mestres daGrande Loja de Londres, respectivamente, Jorge Payne e Juan Teófilo Desagulier, o primeiro dos quais tomou novamente o malhete presidencial de 1720.A esses dois homens se devem, o nascimento da Grande Loja e o impulso espiritualrenovador, assim como as linhas ideológicas que depois caracterizaram a MaçonariaModerna. O primeiro, ex-funcionário governamental, homem muito ativo, enérgico e de posições liberal, parece haver sido levado à sociedade, a que levou o prestígio de sua personalidade e de suas numerosas relações sociais, por sua à afeição pelas antigüidades. Osegundo, nascido em La Rochelle e filho de um pastor Hugonote, teólogo e jurista, amigo

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