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Krishnamurti - A Arte de Viver

Krishnamurti - A Arte de Viver

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03/13/2013

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1
 Ignorante não é aquele que não tem instruçãomas sim o que não possui auto-conhecimento. Domesmo modo o letrado torna-se estúpido aobuscar a compreensão na autoridade e o saberdos livros. A compreensão sucede unicamentepor via do auto-conhecimento, o que representao conhecimento da totalidade do nosso“processo” psicológico. Desse modo, overdadeiro sentido da educação consiste na auto-compreensão porquanto todo o indivíduo reúne atotalidade da existência.Krishnamurti in Education and The Significanceof Life (1953)
 
2
 
Desde os anos vinte do século passado até os oitenta do presente,Krishnamurti viajou pelo mundo todo até á idade madura de 91 anos, semprea dar conferências, a escrever, a dialogar com eruditos e religiosos, ou então areunir-se em silêncio junto de homens e mulheres que buscavam a suapresença compassiva e curativa. Os seus ensinos não se baseavam noconhecimento livresco nem na erudição mas na sua compreensão intuitiva dacondição humana e na sua percepção do sagrado. Ele não expunha nenhumafilosofia mas reportava-se antes a factos do viver diário que dizem respeito atodos nós- os problemas concernentes ao viver numa sociedade moderna coma sua corrupção e violência, busca individual por segurança e felicidade, e danecessidade do Homem se libertar dos jugos internos da raiva, da ganância,do medo e da tristeza. Krishnamurti viveu ao longo da mais tumultuosa partede um século que viu duas guerras mundiais, o despoletar do átomo, orompimento de diversas ideologias, a destruição selvagem da terra, e dadegeneração de todos os aspectos do viver humano. Tratou-se também de umséculo que foi capaz de reclamar um progresso fenomenal nos mais variadoscampos tecnológicos. A visão profética de Krishnamurti preveniu-nos comrelação a eventos largamente adiantados no tempo.Décadas antes que pudéssemos ter noção do perigo que o planeta corria, ele já vinha a exortar as crianças da escola a cuidarem da terra e para agiremcom delicadeza no que lhe concerne. Lá pela década dos 70 ele perguntava: "Que acontecerá aos seres humanos se o computador tomar a seu cargo asfunções do cérebro?" Aquilo que mais impressiona na abordagem dekrishnamurti, contudo, é que, ao mesmo tempo que se dirigia às questõessociais, políticas e económicas da altura, as suas respostas radicam numavisão sem tempo sobre a vida e a verdade. Ele mostrava que, por detrás decada problema reside o "criador" desse problema, e até que ponto a fonte detodo o conflito e violência residem na mente humana. Ele não apresentava“soluções à medida” para estas questões contemporâneas, pois percebia comclareza que não passavam de sintomas de um mal estar mais profundo quereside embutido na mente e no coração de todo o ser humano. Apesar de serreconhecido tanto no Oriente como no Ocidente como um dos maiores líderesespirituais de todos os tempos, Krishnamurti não pertencia a nenhumareligião, seita ou país. Tampouco subscrevia ele qualquer escola depensamento, político ou ideológico. Ao contrário, sustentava que isso constituifactores que dividem o homem e produzem o conflito e a guerra.Enfatizou repetidas vezes que nós, seres humanos, somos a coisaprimordial, que cada um de nós é semelhante, e não distinto do resto dahumanidade. Salientou a importância de conferirmos à nossa vida diária umaqualidade profundamente meditativa e religiosa. Só assim uma mudançaradical, dizia, poderá fazer emergir uma mentalidade e uma civilização novas.Desse modo o seu ensinamento transcende todas as fronteiras de crençasreligiosas, sentimento nacionalista e perspectiva sectária criadas pelo homem,ao mesmo tempo que conferem um novo significado e uma nova direcção àbusca de significado e da Verdade. Além dos seus ensinamentos serem derelevância para a era actual, são intemporais e universais.A. Duarte
 
3
 
26th January 1962"The clouds began to gather in the morning, light, fleecy ones; they were gathering fromdifferent directions, mostly from south-west; the sun raced between them and shadows coveredthe land. Towards the evening, the sky was dark and rain was in the air. The road by the houseis not an important thoroughfare, it connects two main streets; there were a great many childrenon it what evening, all dirty, all in rags, all in torn shoes or barefoot. One or two smiled, the restwere solemn, sad and cold; a small boy was playing with a small piece of iron table; he had iton a string with several knots on it; he would run, holding on to the string and the smallcylinder would chase after him; he would look back to see if it was following and each time helooked back, he was delighted to see it was still there; he would smile and talk to it and race off again. He was thin, dark with lack of nourishment, his head covered in a filthy rag. His eyeswere far away and would never come back. They would always be poor, always labouring,always hungry; they would never take the salute in the big military and nationalistic parade;they would die without much resistance and live amid squalor, uneducated and lost. The bigpeople, who were always in the papers who ruled and thought they were shaping the worldwould never know them; there was no affection and no tear and tears only when you died; theyseldom laughed and their eyes never smiled. It was a sad world and it began to drizzle; it laidthe all-pervading dust, washed the leaves clean and it brought that fragrance of rain on dryearth. It was a pleasant smell and the birds had taken shelter for the night. The buffaloes weregetting wet and that was not a nice smell. Suddenly, two forks of lightning tore throughdarkness and for a second in great clarity (were) the naked branches of the trees and the straightelectric poles and a man crouching under a tree. And now it had settled down to rain for thenight. The little boy with the string was no longer on the road.Attention is seeing. Seeing is an art as listening. But one hardly ever listens or sees; everyoneis so occupied, so busy with the things that have to be done, with one's joys, problems and tears.One has no time to see. But time does not give you sight; time hinders seeing, listening. Time isthe space for experiencing and experience only dulls the mind and heart. The mind is filled andthe heart has turned away and so there is no seeing. To see knowledge must be kept in thebooks and not in the mind; knowledge interprets, chooses, giving colour, opinion, weighing,criticising, choosing and then there is no seeing. When the mind is so crowded and the heartdull with sorrow, how can there be seeing? What you see is your own projections, your owndesires, your own fears but you don't see what is. It goes by and you are lost with your owntoys. But when you do see, do listen, then that act is the miracle that transforms, that hasemptied the mind and the heart of the past. You don't to do anything, thought is incapable of this miracle; then that seeing is love, as listening is. You cannot come by these through anyexertion, through the dullness of discipline, through any bargaining nor through the shock of unanswerable questions. There must be emptiness to see, to listen there must be a quietness.It was rather late in the night; lightning and rain were making great noise. Again, the brainwas aware of the lightning, and the rain on the window, but it was motionless, astonishinglystill, for that immensity was there with clarity ans unapproachable strength.in "Journal"Jiddu Krishnamurti

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