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4ª Edição do Jornal do Avante!

4ª Edição do Jornal do Avante!

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Published by Tairo Esperança
4ª Edição do Jornal do Coletivo Avante!

Confira nesta edição:

- O Avante e as Eleições do XI: por que existe uma unidade entre vários setores? O que aconteceu com o Fórum da Esquerda?

- Os vinte anos do Massacre do Carandiru: saiba mais sobre este e outros massacres do cotidiano.

- Greve ou catraca livre no metrô: o metrô precisa negociar!
4ª Edição do Jornal do Coletivo Avante!

Confira nesta edição:

- O Avante e as Eleições do XI: por que existe uma unidade entre vários setores? O que aconteceu com o Fórum da Esquerda?

- Os vinte anos do Massacre do Carandiru: saiba mais sobre este e outros massacres do cotidiano.

- Greve ou catraca livre no metrô: o metrô precisa negociar!

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Avante!
4ª edição/2012
Coletivo Avante!
O Avante! e asEleições do XI:
Por que existe uma unidade entrevários setores? O que aconteceucom o Fórum da Esquerda?
O Massacre doCarandiru:
20 anos depois, o querestou de um dos maioresmassacres da história.
Olímpiadas eMegaeventos:
Quem paga o preço, maisuma vez, é a populaçãomais pobre.
 
Editorial
 A
 
faculdade assistiu a umsegundo semestre bemdiferente do primeiro: de umperíodo de pouco debate emobilização política a um mês deagosto e setembro com discussões sobreeleições municipais, ato-vigília contra a vio-lência e com uma grande vitória do movi-mento estudantil da USP, a realização do XICongresso dos Estudantes. Contando comcentenas de delegad@s representando cur-sos da capital e do interior, o espaço máxi-mo de deliberação do movimento estudantilconcretizou-se como um importante instru-mento de organização e atuação d@s estu-dantes para as mobilizações que estão por vir. Dentre elas, está a luta contra os proces-sos e expulsões levados a cabo pelo reitor Rodas contra ativistas do movimento, a lutapor uma estatuinte democrática e soberanana USP e o voto para a reitoria.
Também vimos a intensifcação das
greves do funcionalismo público e das uni-versidades federais, uma resposta a políticado governo Dilma de congelamento de sa-lários e à precarização do ensino superior através de projetos como o REUNI, que au-mentam o número de vagas nos cursos semdirecionar os recursos necessários para ga-rantir a qualidade do ensino.
A greve dasfederais foi uma grande vitória do movi-mento estudantil
, escancarando pro Brasilinteiro as condições precaríssimas das uni-versidades federais e o que o REUNI signi-
fcou expansão sem qualquer qualidade.
 
 Agreve estudantil começou em solidariedadeàs reivindicações d@s professor@s e cres-ceu com a situação insustentável das esco-las que caíam aos pedaços, uma situaçãoque os estudantes da USP hoje sequer po-dem imaginar. Também demonstrou àque-les que achavam que o movimento estudan-til estava morto que
ele pode articular umamobilização nacional
, em cada estado dopaís de forma coordenada, se organizadode forma autônoma e independente dosgovernos e reitorias (ao contrário do quea UNE propunha nos últimos anos).
As-
sim, a ANEL se frmou como entidade
de presença incontestável
, pois arti-culou o Comando Nacional de Greve queelegeu delegados em cada federal e orga-nizou todas as ações contra a políticanegligente de Dilma.
Por outro lado, o governo não tempoupado esforços e verbas para asse-gurar a realização da Copa do Mundoe dos Jogos Olímpicos
, eventos cujosbenefícios, por ora, só foram aproveitadospelas grandes empreiteiras e pela FIFA etem representado para @s trabalhador@sdesapropriações, remoções forçadas e dis-pêndio de recursos públicos em interessesempresariais, no lugar de investimentos emeducação e saúde pública.Na cidade, a gestão Kassab tem seconsolidado como a prefeitura do proibir,a serviço da especulação imobiliária. De-pois de impedir a distribuição do chamado“sopão” à população em situação de rua, oprefeito, na semana retrasada, em opera-ção comandada pela GCM, expulsou @smorador@s do Largo e fecharam o localcom um verdadeiro cordão higienista, guar-dado 24 horas pela guarda. O resultadonão poderia ser mais desastroso: além deviolar direitos fundamentais d@s sem-teto,tal ação pouco contribui para resolver o pro-blema da segurança pública na região, tan-to d@s estudantes quanto das pessoas emsituação de rua. Após importante vitória da mobilizaçãopor cotas raciais na USP, com a moção deapoio aprovada na Con-gregação da faculdadee votação favorável em Assembleia do Centro Acadêmico XI de Agos-to, é hora de concretizar essas conquistas epautar a adoção decotas raciaisno movimen-
por MarcoFilgueiras (184-13)
 
to e no espaço do Conselho Universitário,conforme votado no XI Congresso e com or-ganização a cargo da atual gestão do DCE- “Não Vou Me Adaptar”. Nesse âmbito,
também consideramos uma importantevitória do movimento negro a aprovaçãono Senado das cotas raciais
, porém nãopodemos deixar de criticar o modelo votado,uma vez que vincula as cotas raciais às co-tas sociais e não leva em conta a proporçãoda população negra no respectivo estado.
Por último, analisamos o m do Fórum
da Esquerda, suas razões e consequências.Falamos também de uma chapa de unida-de que vem sendo construída entre váriaspessoas, grupos e entidades da faculdade,incluindo o Avante!. Não se trata, porém, deum “retorno” ao Fórum, como dizem váriosboatos na faculdade. Gostaríamos de deixar isso bastante claro. Nem de uma extinçãodo Avante!. O grupo continua, e os motivosdesta unidade serão explicados adiante.
O Massacre do Carandiru e osMassacres do Cotidiano
por Lucas Silva (184-24)
O ser humano é descartável no Brasil / como modes usado ou bombril Cadeia guarda o quê o sistema não quis / esconde o que a novela não diz” Racionais MCs, “Diário de um Detento” Em 02 de outubro de 1992, há vinte anos,houve o maior massacre já visto dentrode uma penitenciária brasileira, o qual só possui comparação com os massacres co-metidos contra os indígenas, no períodocolonial, ou aqueles cometidos contra osafricanos negros, na época escravocrata.Nesse dia morreram no mínimo 111 homens presos e desarmados, em uma execuçãofeita por 300 policiais militares armados.Nas palavras de Sidney Sales [sobreviventedo massacre]: “111 que tinham pai, mãe eadvogado. Quem recorreu. Várias pessoasnão tinham família [...] Eu creio que apro- ximadamente morreram uns 250. Eu distri-buía alimentação no presídio. Naquele dia,sobraram quase duas caixas de pão”.
H
oje, vinte anos depois, os responsáveispelo massacre continuam impunes. Apenas uma pessoa foi condenada, masdepois foi absolvida pelo TJ-SP: o coronelUbiratan Guimarães. Os responsáveis nãosó não foram punidos, como também váriosdeles foram promovidos em seus empregos.Um exemplo disso é que o tentente-coronelSalvador Modesto Madia, que é réu no pro-cesso que julga aexecução dos 111presos do Carandiru,ocupa atualmente o cargode comandante daROTA.
O Estado brasileiro eo estado de São Paulo insistem em nãocumprir as recomendações da Corte In-teramericana de direitos humanos daOEA.
Entre elas está realizar uma investi-
gação completa, imparcial e efetiva a m deidenticar os responsáveis pelas violações
de direito humanos no dia do massacre. So-mente há pouco tempo o Estado saiu de suainércia e decidiu por marcar o júri de 79 po-liciais que participaram no massacre, mes-mo sendo 300 os policiais envolvidos. Issomostra que a completude da investigação jánão está sendo cumprida.O Massacre do Carandiru é emblemá-
tico, pois ele reete a política de como o
Estado se relaciona com as revoltas popu-lares, que tentam mostrar a ausência de po-líticas públicas sociais. O Massacre tambémmostra que a política de repressão é desti-nada a nosso povo preto, pobre e periférico. A barbaridade que aconteceu no dia 02de outubro não é um fato isolado, tampoucosuperado.
Os massacres ocorrem todosos dias em São Paulo, porém na maioriadas vezes eles são silenciosos. Há mas-

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