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O uso dos blogs na Educação com foco no aperfeiçoamento das produções textuais

O uso dos blogs na Educação com foco no aperfeiçoamento das produções textuais

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O uso dos blogs na Educação com foco no aperfeiçoamento dasproduções textuais
DEBORAH ADRIANA TONINI MARTINI CESARdeborahmartinister@gmail.comUFLA - Universidade Federal de LavrasCurso de Pós-Graduação
 Lato Sensu
a DistânciaInformática em EducaçãoCx Postal 3010 - CEP 37200-000 Lavras (MG)
Resumo:
Este artigo aborda o conceito de projeto dentro do paradigma da cibercultura e o papel socialque a escola desempenha nesse contexto, observando os aspectos da prática pedagógica que podem ounão favorecer o desenvolvimento da informática educativa. O uso do blog para fins pedagógicos é oponto principal deste artigo, com foco para seu uso na disciplina de Português no desenvolvimento eaperfeiçoamento das produções textuais.
Palavras-Chave:
Informática em Educação, cibercultura, blog, projeto, redação.
Abstract:
This article discusses the concept of project in the cyber culture paradigm and the socialrole that school performs in this context, observing the aspects of pedagogical practice that can help ornot the development of educative informatics. Educative blogging is the main theme of this article,focusing its use in Portuguese for the development and improvement of writing.
Key words:
Educative Informatics, cyber culture, blog, project, writing.
 1.Introdução
A Educação busca caminhos que possamampliar seu potencial de ação junto ao serhumano. Dentre esses caminhos está inserida aprática pedagógica com projetos, utilizando astecnologias. Mas qual é o conceito de projetoneste âmbito? O projeto é um termoabrangente, que extrapola a idéias dasseqüências pedagógicas temáticas einterdisciplinares, concepção mais disseminadasobre esse conceito no meio docente.
“Projeto é uma construção própria do
seu humano, que se concretiza a partir de umaintencionalidade representada pelo conjunto deações que ele antevê como necessários paraexecutar, a fim de transformar uma situaçãoproblemática em uma situação desejada. Arealização das atividades produz um movimentono sentido de buscar atingir, no futuro, uma novasituação que responda às suas indagações ouavance no sentido de melhor compreendê-las.Nesse processo de realização das atividadesacontecem imprevistos e mudanças se fazemnecessárias, evidenciando que o projeto traz em seubojo as idéias de previsão de futuro, abertura demudanças, autonomia na tomada de decisões e
flexibilidade.”
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 Sob esta ótica pode-se vislumbrar o projetoeducacional da atualidade. Se até o século passadoo projeto social era o de dotar seus cidadãos deconhecimentos necessários para que servissem àsociedade industrial, a prioridade da educaçãohodierna deve ser a de preparar o indivíduo para acibercultura. E o que é a cibercultura? Segundo as
 palavras de Pierre Lévy: “não é a cultura dos
fanáticos da Internet, é uma transformação profunda
da noção mesma de cultura”.
2
 A sociedade industrial teve seus idealizadores,como Henry Ford, que percebeu a agilidade que a
1
LÉVY, Pierre. Entrevista à @rchipress. Disponível naInternet viawww.URL:Arquivo capturado em: 19
 
denovembro de 2006.
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idem nota 1
 
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fragmentação das atividades poderia trazer àprodução industrial. Esse mesmo modelofragmentado influenciou a escola que passou acompartimentar-se, dividindo as disciplinas eisolando-as.A cibercultura já evidencia as diferençasque tem em relação ao modo de produção debens culturais da sociedade industrial. Esseseram, ou ainda são o privilégio de alguns quedesejam continuar mantendo o monopólio dasinformações como editores e autores. Eram,porque a Internet atualmente é capaz de supririnúmeras necessidades de informação, masalguns ainda conseguem deter esse poder pelarestrição de acesso a esse recurso, imposta pelaexclusão digital proveniente, dentre outrosaspectos, das condições financeiras queformam uma barreira entre grande público e astecnologias.Cabe à escola esforçar-se para romper essabarreira que atinge a grande maioria dosestudantes brasileiros, colocando à margem doacesso aos bens culturais. Mas esse esforço nãocabe unicamente às escolas, mas sim aogoverno, que deve aplicar recursos de maneiramais efetiva na Educação de uma maneirageral, ampliando também a possibilidade deentrada na Internet. Das 162 mil escolas deEnsino Fundamental, 129 mil não têm acesso aesse meio de comunicação no Brasil.
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OGoverno Federal tem um programa parafacilitar a inclusão dessa parcela excluída dapopulação, chamado
Computador para Todos
,mas, que para ter uma serventia cultural carecede um projeto pedagógico que o acompanhe.
“O programa facilita o acesso das pessoas
atualmente excluídas, mas, se elas não souberemcomo usar a ferramenta para obter benefícios, ocomputador servirá apenas para estimular oconsumo, bater papo e mandar e-
mails.”
4
 
3
BENCINI, Roberta. O desafio daqualidade.Revista Nova Escola, São Paulo, n.196,p.44,out/2006.
4
 
BOAS, Sergio Vilas. Acesso ao Desenvolvimento,Inclusão digital. Especial Tecnologia. RevistaEducação, São Paulo, n. 115. p. 49, nov/2006.
A cibercultura tem uma natureza diversa davisão de mundo anterior em que deter oconhecimento era a garantia de sobrevivência. Essenovo paradigma veio para desfragmentar edescentralizar os focos de disseminação de bensculturais. O que era unilateral passou a sermultidirecional.
Usando um pensamento popular: “Váriascabeças pensam melhor do que uma”, podemossintetizar o conceito de “inteligência coletiva” de
Pierre Lévy, que afirma que através da redemundial de computadores, a Web, podemos
“(...)integrar essa “constelação de neurônios”com os
milhões de outras pessoas (...) a Internet nospermite hoje criar uma superinteligência coletiva,
dar início a uma grande revolução humana.”
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 Para que essa revolução aconteça é necessárioque a escola e o docente estejam conscientes de suaimportância nesse processo de construção social. Aprimeira mudança deve estar focada na relaçãoprofessor-aluno. O professor precisa abandonar aposição de disseminador de um conhecimentoestático, para assumir a postura de pesquisador emediador nos processos de ensino-aprendizagem.Ao mesmo tempo, os alunos precisam adaptar-se aoperfil desse professor que não oferece oconhecimento mastigado em pequenas porções, masque abre espaço para um número mais significativode informações, selecionando-as e refletindo sobreelas, ensinando seu aluno a fazer o mesmo. Essealuno não será um mero acumulador deinformações, nem um ouvinte passivo, mas saberáinteragir com essas informações criticamente.
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 Esse é o perfil desejado para o professor quepretenda utilizar as novas tecnologias, em especial ainformática, para o desenvolvimento de seutrabalho pedagógico, mas além dessa disposição
5
 
LÉVY, Pierre. Apud: Estamos todos Conectados deRicardo Prado. Nova Escola On-line. Disponível naInternet via www.URL:http://novaescola.abril.com.br/ed/164_ago03/html/falamestre.htm.Arquivo capturado em: 19
 
de novembro de2006.
6
 
BEHRENS, Marilda A. Projetos de AprendizagemColaborativa num Paradigma Emergente. In: NovasTecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas:Papirus,2000.
 
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para a mudança, o professor precisa serpreparado para tal. Não bastam cursos deinformática que servem para preparar usuários.O professor precisa aprender a lidar com essatecnologia de forma eficaz pedagogicamente.Para a escola mudar, é necessário que existammodificações nos cursos de formaçãodocente.Há muitos que, apesar de perceberema necessidade de utilizar a informática ainda sesentem um tanto tímidos na utilização desserecurso por falta de intimidade com oscomputadores e a sua linguagem.Embora existam muitas propostas deutilização de informática em processos deensino e aprendizagem, muitas destas nãoocorrem na prática, devido a problemasrelativos à estrutura das escolas e dificuldadesde adaptação dos métodos tradicionais deensino a estas propostas.A tecnologia de redes viabiliza funções emque não só os estudantes, mas os própriosprofessores podem desenvolver suas atividadesde modo colaborativo. De acordo com Valente(1999)
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, a Internet pode ser utilizada paraveicular sistemas computacionais, divididosem três classes: ensino assistido porcomputador, ambientes interativos deaprendizado, que exemplificam o paradigmaconstrucionista cujo controle da interação estátotalmente nas mãos do aprendiz e,aprendizado socialmente distribuído, que temseu acesso facilitado pela rede que apresentanovas possibilidades através da globalizaçãoda informação, de videoconferências, listas dediscussões, correio eletrônico e outras.Dentre as possibilidades oferecidas pelatecnologia de redes, o blog é uma ferramentaque pode proporcionar uma inovação noprocesso de ensino-aprendizagem e o focodeste artigo incidirá justamente sobre as suaspossibilidades pedagógicas.
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VALENTE, José Armando. Diferentes usos docomputador na educação.Computadores econhecimento: repensando a educação. 1 ed.Campinas:Unicamp, 1993.p.24-44.
2.O que é um blog?
Blog é uma “abreviatura do termo em inglêsweblogs”
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que define um tipo de ferramenta ouinterface de publicação diferente do siteconvencional por possibilitar atualizaçõesfreqüentes, sem a necessidade de reconstruir apágina e tornar a publicá-la. Os textos ficamarmazenados e visíveis no blog de acordo com adata de publicação. Um dos maiores motivos dapopularidade dessa ferramenta da web é a extremafacilidade de formatar os textos, inserir figuras e
fotos, alterar planos de fundo que os próprios “blog builders”
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 deixam disponíveis para os usuáriospoderem personalizar seu espaço. A princípio oblog era utilizado principalmente como uma espéciede diário pessoal, bastante utilizado por jovens eadolescentes com o desejo de compartilhar suasexperiências pessoais, mágoas, alegrias, amores eaté episódios bem exóticos ou picantes.No entanto,essa ferramenta não foi concebida com esse fimexclusivo, mas para servir como suporte para asmais variadas formas de expressão pessoal.Há blogs para todos os gostos, tribos, serventiase categorias: para expor resenhas de filmes;divulgar shows de rock e para abrigar os elogiosincondicionais dos fãs de diferentes bandas e estilosmusicais; blogs para blogueiros , que oferecemtemplates, scripts e gifs para ilustração eformatação.Pode-se dizer que o blog serve para todo o tipode expressão pessoal que possa ser manifestaatravés da escrita. Ainda há espaço para sons nosblogs, para isso pode se fazer uso dos audioblogs.
“Audioblog é semelhante ao weblog, só que em vez
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GUTIERRE, Priscila B. Blogs na Sala de Aula.Disponível na Internet viawww.URL: http://www.educarede.org.br/educa_educarede/especiais.cfm?id_especial=221. Arquivo capturado em: 23
 
deoutubro de 2006.
 
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Termo empregado para designar o site para aconstrução de blogs. How do I create a blog? Disponívelna Internet via www.URL:  www.angelfire.lycos.com/build/blogfaq.tmpl. Arquivocapturado em: 09
 
de novembro de 2006.

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