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Direito Penal - Configurado

Direito Penal - Configurado

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DIREITO PENALFontes do direito penal:- Material ou de produção:
Estado;
- Formal ou de conhecimento ou de cognição:
-
 
Imediata ou direta ou principal (é a lei penal);- Mediata ou indireta ou secundária (são os costumese os princípios gerais do direito).
Material
Só o Estado pode fazer lei penal (União). É privativode a União legislar sobre direito penal.
 Art. 22. Compete
 privativamente à União
legislar sobre: I - direito civil, comercial,
 penal 
 , processual, eleitoral,agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
Formal
É a lei penal.OBS.: Alguns doutrinadores do direito penal incluem adoutrina e a jurisprudência como fonte formal.
 
LEI PENAL1) Lei penal incriminadora ou tipo penal incriminador:
É a lei que cria o crime e prevê a respectiva pena.
Preceito primário:
Conduta criminosa;
Preceito secundário:
Pena.
2) Lei penal o incriminadora ou tipo penal oincriminador:Permissiva:
Consideram citos determinadoscomportamentos.
 Exclusão de ilicitude
 Art. 23 - Não crime quando o agente pratica o fato:
 I - em estado de necessidade;
 II - em legítima defesa; 
 III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercícioregular de direito. 
Explicativa:
É o tipo penal que traz um conceito penal
Ex:Funcionário público para fins penais.
Funcionário público
 Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração,exerce cargo, emprego ou função pública.
 
NORMA PENAL OU LEI PENAL EM BRANCOPreceito primário
Descreve a conduta
art. 155/CP – subtrair coisa alheiamóvel.
Preceito secundário
Descreve a pena ou sancionador 
art. 155/CP – pena dereclusão, de 1 a 4 anos e multa.
Lei penal em branco:
É aquela que contém o preceito primário incompleto, e que, portanto, precisa ser complementada por outra.
Norma penal em branco homogênia ou em sentidolato:
É quando uma lei complementa outra.Ex: é o caso do art. 236/CP.
 Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento
 Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial ooutro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único - A ação penal depende de queixa docontraente enganado e não pode ser intentada senão depoisde transitar em julgado a sentença que, por motivo de erroou impedimento, anule o casamento.
OBS.: Para ocorrer este crime é preciso que a lei civil, quecancelou o casamento, tenha transitado em julgado (ação penal privada personalíssima).
Lei penal em branco heterogenia ou em sentidoestrito:
É a lei sendo complementada por um ato normativo. Éo que ocorre com o tráfico de drogas art. 33, da lei 11.343/06(lei de drogas), no qual este ato normativo vem a dizer quaissão as drogas ilícitas (portaria MS/344-98). A lei de drogas éum tipo de crime misto alternativo, pois em seu texto legal étrazido várias condutas do tipo.
Características da lei penal
1
 
Exclusividade:
Só a lei penal pode criar crimes e prever penas.
Generalidade:
A lei penal se dirige a todas as pessoasindistintamente.
Impessoalidade:
A lei não pode ser feita para beneficiar ou prejudicar uma pessoa ou grupo de pessoas determinadas.
Fonte:Costumes
É um comportamento realizado por todas as pessoasde forma repetida e constante que passa a ser respeitado comose fosse obrigatório.Ex: fila em órgão público, ou fila em banco.OBS.:Os costumes não podem criar crimes ou penas, só a lei pode.
“Contra legem” 
- Utilizado para descumprir a lei.
“Secundum legem” 
- Utilizado para auxiliar nainterpretação da lei.
“Preter legem
”- Utilizado para suprir uma lacunana lei.Ex: Jogo de azar; jogo do bicho: São contravenções penais.OBS.: Costumes não escusam a lei.
Fonte:Princípios gerais do direito
Servem para auxiliar na interpretação da lei.- podem ser utilizados em favor do agente, jamais contra.É o caso do
princípio da insignificância.Analogia
 Não é fonte do direito penal.
 
TEORIA GERAL DO CRIMEINFRAÇÃO PENAL
Infração penal (icito penal) é o nero que sesubdivide em duas espécies: crimes (delito) e contravenções penais. Portanto, o Brasil adotou o sistema “bipartido” ou“dicotômico”. Não existe diferença na essência (ontológica) entrecrime e contravenção. Pois, ambos os casos são infrações penais, sendo que as duas espécies violam a lei penal.
Crimes (delitos)Contravenção penal (crimeanão)
É infração punidacom
reclusão
ou
detenção
,acompanhadae/ou não commulta.
A tentativa decrime é punida(art. 14, II/CP).
Os crimes podemser de APPI, deAPPC ou de APPrivada.
Pena xima de prisão é de 30anos (art. 75/CP).
extraterritorialidade da lei penal(art. 7º/CP).
 Não se aplica oerro de direito (éodesconhecimentoda existência dalei)
Art. 21, primeira parte doCP.
 Nos crimes, o período de sursisé de 2 a 4 anos,ou de 4 a 6 anosem alguns casos(art. 77/CP)
 Nos crimes, a pena pode ser iniciada nos trêsregimes: fechado,semi-aberto ouaberto.
Os crimes podemser julgados pela justiça estadualou pela justafederal.
É infração Punidacom
 prisão simples
e/ou multa ousomente a pena demulta.
A tentativa decontravenção o é punida (art. 4 daLCP). Não se puni o“conatus”.
Todas as contravençõeso de APPI (art. 17/ LCP).Inclusive a contravenção de“vias de fato”.
Pena máxima de prisão é de 5 anos(art. 10/LCP).
 Não extraterritorialidade da lei penal em relação àscontravenções (art. 2º/LCP).
Aplica-se o erro de direitono caso das contraveões penais o desconhecimentoda existência da lei), sendoque o juiz pode conceder o perdão judicial (art. 8/LCP).
 No caso dascontraveões, o período desursis é de 1 a 3 anos (art.11/LCP).
 Nas contravenções, inicia-se em regime semi-aberto ouaberto, jamais em regimefechado.
As contravenções penaissão julgadas pela justiçaestadual, mesmo que atinjainteresse da União. Portanto, justiça federal não julgacontraveão penal, apenascrimes (art. 109, IV/CF).
2
 
OBS.: O art. 28 da lei de drogas (11.343/06), que prevê ocrime de posse de drogas para consumo pessoal, não cominanenhuma pena de prisão (recluo, detenção ou prisãosimples), apesar disso, o STF entende que essa infraçãocontinua sendo crime. Portanto, para o STF o houvedescriminalização do porte de drogas e nem despenalização,embora essa pena não seja mais de prisão. O que houve para osupremo foi abrandamento da punição para o usuário (
novatiolegis in mellius
).
Sujeito ativo e passivo da infração penal
Sujeito ativo
É a pessoa que pratica a infração penal, isoladamenteou em concurso com outras pessoas. Portanto, o sujeito ativo éo autor, co-autor ou partícipe da infração penal.Sujeito ativo pode ser qualquer pessoa física (natural)independentemente de sua idade ou capacidade mental.Há uma parte da doutrina que sustenta que oinimputável, ou seja, o doente mental ou menor de 18 anos pode cometer crime, embora fique isento de pena.
Exceção:
Pessoa jurídica pode ser sujeito ativo de crimeambiental (art. 225, parágrafo 3º, CF e art. 3º da lei 9.605/98).
Capacidade especial do sujeito ativo: 
Embora a maioria dos crimes possa ser cometida por qualquer pessoa, alguns crimes necessitam de uma qualidadeespecial do sujeito ativo do crime.I -
Crime comum:
É o crime que pode ser praticado por qualquer pessoa, não se exigindo nenhuma qualidadeespecial do sujeito ativo (admite tanto co-autoria quanto participação);Ex: Furto, roubo, tráfico.II -
Crime próprio:
São os crimes que exigem umaqualidade especial do sujeito ativo, ou seja, só podem ser  praticados por determinada pessoa. Mas, admitem tanto co-autoria como participação.Ex: Todos os crimes funcionais (aqueles praticados pofuncionário público contra a administração pública, desde queesteja no exercício da função e prevaleça do cargo paracometer o crime).OBS.: Uma pessoa que o é funcionário blico podecometer um crime funcional (ex: peculato) desde que estejaem concurso com um funcionário público e que saiba destaqualidade do funcionário.Ex: Infanticídio é um crime próprio.III -
Crime de o própria (crime de atuaçãopessoal ou crime de conduta infungível)
: É aquele que exigeuma qualidade especial do sujeito ativo, esse crime só admite participação, jamais co-autoria. Sendo aqueles que somente podem ser praticados pelo sujeito ativo.Ex: Falso testemunho (art. 342/CP). Admite a participação enão co-autoria.
Falso testemunho ou falsa perícia
 Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar averdade como testemunha, perito, contador, tradutor ouintérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral:(Redação dada pela Lei nº  10.268, de 28.8.2001) Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.
Co-autor é aquele que executa o crime junto com o autor,sendo participe aquele que auxilia, instiga ou induz o autor a praticar o crime.
Pessoa jurídica
Pode ser responsabilizada penalmente (ex: crimeambiental). Pode aplicar pena de multa, restritiva de direitosetc.A constituição federal prevê a responsabilidade penalda pessoa jurídica em duas hipóteses:
Art. 173, parágrafo 5º/CF
– Quando a pessoa jurídicacometer crime contra a ordem econômica e financeira econtra a economia popular.
 Art. 173, § -
 A lei 
 , sem prejuízo da responsabilidadeindividual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá aresponsabilidade desta, sujeitando-a às puniçõescompatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra aordem econômica e financeira e contra a economia popular.
OBS.: Até hoje esta lei não foi feita, este dispositivo ainda nãofoi regulamentado (esta é uma norma de eficácia limitada).
Art. 225, parágrafo 3º/CF
Quando forem crimesambientais.
 § 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meioambiente sujeitarão os infratores,
 pessoas físicas ou jurídicas
 , a sanções penais e administrativas,independentemente da obrigação de reparar os danoscausados.
 No caso de crimes ambientais uma leiregulamentando o que é crime ambiental (9.605/98, art. 3).OBS.: STF não decio sobre como deve ser aresponsabilidade penal da pessoa jurídica.STJ – A pessoa jurídica pode ser processada criminalmente,desde que em conjunto com a pessoa física que executou ainfração. O STJ o admite DENÚNCIA (início da ão)somente contra pessoa jurídica, a pessoa física deve estar juntana denúncia.
Sujeito passivo
Sujeito passivo é a vítima, ou seja, é o titular dodireito ou interesse violado na infração penal.
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