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1ª aula de Acupuntura Clinica II

1ª aula de Acupuntura Clinica II

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apontamentos da 1ª aula de acupuntura clinica II dada na ESMTC (Escola de Medicina Tradicional Chinesa).
apontamentos da 1ª aula de acupuntura clinica II dada na ESMTC (Escola de Medicina Tradicional Chinesa).

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03/10/2013

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1ª aula de doenças em ACIIApontamentos da aluna Rita Antão, revistos pelo professor da cadeira.A disciplina de ACII divide-se em 2 ramos principais: o primeiro ramo dedica-se ao estudo denovas formas de abordagem da acupuntura (pontos gatilho, selecção de pontos de acordo com
grupos musculares, etc…)
e de alguns microsistemas (craneopunctura e auriculopunctura). Alógica consiste em providenciar ao aluno um conjunto de ferramentas extra que lhe permitaactuar com maior garantia de sucesso numa série de problemas de saúde desde dor ahemiplegias ou outros problemas motores.Uma segunda parte da cadeira consiste no estudo de doenças. O estudo inicia-se pelodiagnóstico e segue até à formulação do protocolo de acupunctura. A lógica consiste emfortalecer o aluno com objectividade e conhecimentos clínicos de forma a conseguir ter umadirecção lógica desde o interrogatório até à aplicação do tratamento. Também serve pararever algumas matérias de Acupuntura Clinica I e aprofundar outras.O texto que se segue foi a primeira aula do ano lectivo de 2008/2009 sobre o estudo dedoenças e consequente aplicação de acupuntura.1º PASSO: DIAGNÓSTICOQueixa principal:1
 –
caracteristicas da queixa: devemos sempre iniciar pela queixa principal do paciente. Antesde se abordar outras questões devemos garantir que temos bem analisadas as característicaspróprias de cada queixa e a sua história clínica. Por exemplo, a tosse caracteriza-se por som epresença ou não de expectoração, a urina caracteriza-
se pela quantidade, cor, etc…
 2
 –
manifestação dos padrões gerais nos sintomas de órgão: não baste ter sintomas de órgão esintomas de padrões clínicos gerais para se fazer um diagnóstico. Por exemplo, supondo queum paciente apresenta palpitações, frio e astenia física. Neste caso, erradamente, poderíamosdiagnosticar uma padrão de vazio de Qi/Yang do Coração.Digo erradamente porque nos faltam um conjunto de factores relacionais entre sintomas quesão cruciais para a justificação do diagnóstico. As palpitações agravam com esforço físico?Agravam com exposição ao frio e melhoram com calor?Os factores acompanhantes, os factores agravantes/desencadeantes e os factores atenuantesdos sintomas são aqueles que denunciam a relação entre um sintoma de um padrão clínicogeral e um sintoma de órgão.De notar que, apesar de vir na sequência lógica da análise das características próprias dosintomas não é a mesma coisa. Neste caso não falamos das características do sintomas deórgão mas sim de factores que o podem agravar, acompanhar ou atenuar.
 
Consideremos a seguinte queixa de lombalgia:1 - Agrava com pressão2 - Melhora com calor3 - Quando a dor se encontra mais forte provoca fraqueza dos membros inferiores.Podemos notar que nestas 4 informações não temos características próprias do sintoma dedor (dor tipo moinha? Tipo facada? Irradia? Sensação de peso? Inicio abrupto ou de longa
duração?, etc…)
 Temos um factor agravante (pressão), um factor atenuante (calor), um factor acompanhante(fraqueza dos membros inferiores). Associando estes dados à características próprias dosintomas temos tudo o que é necessário para fazer o diagnóstico.O leitor mais atento também deve ter reparado que, quando segui este procedimento, não fizmais que aplicar os 8 princípios de diag
nóstico (Yin/yang; interno/externo, etc…) de forma
lógica conseguindo desta forma fazer um diagnóstico mais conciso, correcto e rápido.
 –
padrão clínico geral: esta é a última etapa e consiste, unicamente em perceber que maissintomas de padrões gerais poderão existir. Obviamente, que se assume, neste caso, aexistência de uma queixa e um padrão clínico (em casos reais poderão existir outros padrõesclínicos e as queixas mais importantes poderão ser várias).Uma vez que se analisou os procedimentos base iremos aplicá-los de forma a estudar umexemplo clínico.Sendo a queixa principal tosse com expectoração:1
 –
Características dos sintomas: tosse de som fraco, tosse produtiva, expectoraçãotransparente e fluida.De notar que a tosse pode ser analisada pelo seu inicio (abrupto ou não e que não analisámosneste caso mas será analisado em aulas posteriores), pelo som (forte ou fraco) e pela presençade expectoração (produtiva ou não).O som forte indica plenitude e o som fraco vazio. A ausência de expectoração pode ser devidoa secura ou calor. A sua presença exige uma análise do próprio sintoma.
A expectoração pode ser analisada pela quantidade, espessura, cor, etc… Pouca quantidade
indica mucosidade ou calor; muita quantidade indica humidade e/ou frio ou deficiência, coramarela é típica de calor, cor branca de vento-
frio, etc…
 Neste caso a expectoração seria transparente (vazio) e fluida (deficiência com aumento doslíquidos orgânicos). Estas características são típicas do vazio de qi.2
 –
manifestação dos padrões gerais nos sintomas de órgão: dispneia agrava com astenia,tosse quando se encontra mais cansado ou quando faz esforço físico.
 
 3
 –
padrão clínico geral: astenia, suor espontâneo, dispneia.Estes sintomas denunciam um padrão de Vazio de Qi do Pulmão.Após o diagnóstico devemos considerar a possibilidade de tratar a manifestação ou a raiz. Qualdas 2 devemos dar mais importância?Regra geral, tratam-se as duas. Se a manifestação for muito severa, então, trata-se somenteesta. Se não for muito severa pode dar-se mais atenção à tonificação da causa.Devemos dar atenção a um aspecto: a queixa principal pode estar associada a hábitos de vida.No entanto, no tratamento de Acupunctura, os hábitos de vida não são relevantes mas sim arelação da queixa principal com o padrão clínico. Os hábitos de vida são relevantes para odiagnóstico e para o aconselhamento seja dietético, fitoterápico ou ao aconselhamentorelativo a formas de estar, necessárias para melhorar a condição clínica do paciente. Para aacupunctura não são necessários.2ºPASSO
 –
PRINCÍPIOS TERAPÊUTICOSApós definirmos o diagnóstico e antes de entrarmos directamente na selecção de pontos deacupuntura é obrigatório saber definir os princípios terapêuticos. Sem princípios terapêuticosa objectividade pela qual se luta na fase de diagnóstico pode-se perder.Consideremos o paciente que sofria de palpitações por vazio de qi do coração.Os seus sintomas serão: palpitações que agravam com astenia, suores espontâneos queagravam com esforço fisíco, pré-cordialgias, dor tipo moinha, insónia, astenia.Neste caso os nossos princípios terapêuticos são relativamente simples. Podem definir-se em 2etapas:1
 –
aliviar palpitações (tratamento direccionado para a manifestação principal);2
 –
nutrir o Qi do Coração (princípio terapêutico tradicional e dirigido para o síndrome).

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