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Deleuze - GUEROULT E O MÉTODO GERAL EM HISTÓRIA DA FILOSOFIA

Deleuze - GUEROULT E O MÉTODO GERAL EM HISTÓRIA DA FILOSOFIA

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Published by Rui Mascarenhas
Gueroult renovou a história da filosofia
graças a um método estrutural-genético,
método que ele havia elaborado
bem antes que o estruturalismo se impusesse em outros domínios.

Uma estrutura é aí definida
por uma ordem das razões, sendo as razões
os elementos diferenciais e geradores do sistema correspondente,
verdadeiros filosofemas
que só existem em suas relações uns com os outros.

Essas razões, além disso,
são muito diferentes, conforme sejam

simples razões de CONHECER
ou verdadeiras razões de SER,

isto é, conforme sua ordem seja
analítica
ou sintética,

ordem de conhecimento
ou de produção.

É somente no segundo caso
que a génese do sistema
é também uma génese das coisas pelo e no sistema.
(...)
o estudo
da evolução interna
vem completar
o estudo
do método próprio
e o do formalismo característico,
sendo que todos os três irradiam-se
a partir da determinação da estrutura do sistema
Gueroult renovou a história da filosofia
graças a um método estrutural-genético,
método que ele havia elaborado
bem antes que o estruturalismo se impusesse em outros domínios.

Uma estrutura é aí definida
por uma ordem das razões, sendo as razões
os elementos diferenciais e geradores do sistema correspondente,
verdadeiros filosofemas
que só existem em suas relações uns com os outros.

Essas razões, além disso,
são muito diferentes, conforme sejam

simples razões de CONHECER
ou verdadeiras razões de SER,

isto é, conforme sua ordem seja
analítica
ou sintética,

ordem de conhecimento
ou de produção.

É somente no segundo caso
que a génese do sistema
é também uma génese das coisas pelo e no sistema.
(...)
o estudo
da evolução interna
vem completar
o estudo
do método próprio
e o do formalismo característico,
sendo que todos os três irradiam-se
a partir da determinação da estrutura do sistema

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Published by: Rui Mascarenhas on Oct 16, 2012
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06/24/2013

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original

 
ESPINOSA
E O MÉTODO GERALDE MARTIAL GUEROULT
DL
[1969]
Gueroult publica o tomo I do seu
 Espinosa
, concernente ao primeiro livro da
 Ética
.
É
pro
funda
mente lamentável que, por razõeseditoriais, não apareça ao mesmo tempo o segundo tomo, ele próprio já concluído e destinado a desenvolver as conseqüências diretas do primeiro. Contudo, já se pode apreciar a importância desta publicação, tanto do ponto de vista do espinosismo quanto do
método
geralinstaurado por Gueroult.
Gueroult renovou a história da filosofiagraças a um
método
 
estrutura
l-
genético
,
método
que ele havia elaborado bem antes que o
estrutura
lismo se impusesse em outros domínios.Uma
estrutura
é aí definida por uma
ordem das razões
, sendo as razõesos elementos diferenciais e geradores do
sistema
correspondente,verdadeiros filosofemasque só existem em suas relações uns com os outros.Essas razões, além disso,são muito diferentes, conforme sejamsimples
razões de CONHECER 
 ou verdadeiras
razões de SER 
,isto é, conforme sua ordem seja
analítica
 ou
sintética
,ordem de
conhecimento
 ou de
produção
.
É
somente no segundo casoque a
génese
do
sistema
 é também uma
génese
das coisas pelo e no
sistema
.Porém, impõe-se tomar o cuidado para não opor os dois tipos de
sistema
sde uma maneira muito sumária.
DL
 
 Révue de métaphysique et de morale
, vol. LXXIV, nº 4, outubro-dezembro de 1969, pp. 426-437. Sobre olivro de M. Gueroult,
Spinoza,
t.
I, -- Dieu (Éthique I),
Paris, Aubier-Montaigne, 1968.
 
Quando as razões são
razões de CONHECER 
,é verdade que o
método
de
invenção
 é essencialmente
ANALÍTICO
;todavia, a
síntese
integra-se aí,seja como
método
de
exposição
,seja porque, mais pro
funda
mente,
razões de SER 
são encontradas na
ordem das razões
,são encontradas, mais precisamente,no lugar que lhes é consignado pelas relaçõesentre elementos de
conhecer
 (caso da prova ontológica em
Descartes
).Inversamente, no outro tipo de
sistema
,quando as razões são determinadas como
razões de SER 
,é verdade que o
método
 
SINTÉTICO
 vem a ser o verdadeiro
método
de
invenção
;mas a análise regressiva guarda um sentido,sendo destinada a nos conduzir 
o mais rápido possível 
 a essa determinação dos elementos como
razões de SER 
,nesse ponto em que ela se deixa alternar, e mesmo absorver, pela
síntese
progressiva.Portanto, os dois tipos de
sistema
s distinguem-se
estrutura
lmente,isto é, mais pro
funda
mente, do que por uma oposição simples.Gueroult já mostrava isso a propósitoda oposição do
método
de
Fichte
 ao
método
 
ANALÍTICO
de
Kant
.A oposição não consiste em uma dualidade radical,mas em um reviramento particular:o processo
ANALÍTICO
não é ignorado ou rejeitado por 
Fichte
,mas ele mesmo deve servir à sua própria supressão.“À medida que o princípio tende a absorvê-lo completamente,o processo
ANALÍTICO
ganha uma amplitude cada vez mais considerável...Em algum momento, ela [
 A doutrina da ciência
] afirma sempre que,devendo o princípio valer por si só,o
método
 
ANALÍTICO
só deve perseguir como fim a sua própria supressão;ela entende, portanto,que toda eficácia deve estar unicamente com o
método
construtivo” 
1
.
1
 
 L’évolution et la structure de la Doctrine de la Science chez Fichte
, t. I. Paris: Les Belles Lettres, 1930, p.174.
 
O profundo espinosismo de
Fichte
  já nos permite acreditar que um problema análogolevanta-se a propósito de
Espinosa
,desta vez em sua oposição a
Descartes
.Com efeito, é literalmente falsoque
Espinosa
parta da idéia de Deusem um processo
SINTÉTICO
supostamente completo.Já o
Tratado da reforma
, partindo de uma idéia verdadeira qualquer,nos convida a nos elevarmos
o mais rapidamente possível 
 à idéia de Deus,aí onde cessa toda ficçãoe onde a
génese
progressiva substitui e de algum
modo
conjura,mas não suprime,a análise preliminar.E a
É
tica
de
modo
algum começa pela idéia de Deus,mas, na ordem das definições,só chega a isso na sexta,e, na ordem das proposições,só chega a isso na nova e décima.Deste modo, um dos problemas
funda
mentais do livro de Gueroult é este:que se passa, exatamente, nas oito primeiras proposições?Em nenhum caso a
ordem das razões
 é uma ordem oculta.Ela não remete a um conteúdo latente,a algo que não seria dito,mas, ao contrário, está sempre à flor da pele do
sistema
 (por exemplo,a
ordem das razões de CONHECER 
nas
 Meditações
,ou a
ordem das razões de SER 
na
É
tica
).

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