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Pereira Et Al., 2011

Pereira Et Al., 2011

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O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção e adaptabilidade de cinco acessos de A. pintoi (BRA 031496, BRA 015121, BRA 013251, BRA 030333 e BRA 022683) e um acesso de A. repens (BRA 031801), visando fomentar estudos para o estabelecimento de cultivares mais produtivas em pastagens da região Sul de Minas Gerais. Os estudos se deram em dois momentos, sendo, o primeiro com a realização do experimento em bandejas para análise da taxa de pegamento dos acessos em casa de vegetação e, o segundo, com a experimentação realizada em vasos, onde cada acesso foi analisado quanto a sobrevivência das mudas, número e comprimento médio de estolões, produção de matéria seca da parte aérea e radicular e taxa de sobrevivência. O acesso de A. pintoi BRA 031496 apresentou os maiores índices de taxa de pegamento em bandejas (70%) e produção de matéria seca da parte aérea (21,1g) e radicular (7,0g), além de boa perfilhação, acompanhada de uma considerável taxa de crescimento dos estolões. Já o acesso de A. repens BRA 031801 apresentou os menores resultados de taxa de pegamento em bandeja (33,33%), comprimento médio dos estolões aos 45 e 90 dias após o plantio (15,6cm e 16,7cm respectivamente) e produção de matéria seca da parte aérea (10,7g) e radicular (4,7g). Após o enraizamento das mudas em bandejas de isopor todos os acessos promoveram 100% de sobrevivência em vasos.
O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção e adaptabilidade de cinco acessos de A. pintoi (BRA 031496, BRA 015121, BRA 013251, BRA 030333 e BRA 022683) e um acesso de A. repens (BRA 031801), visando fomentar estudos para o estabelecimento de cultivares mais produtivas em pastagens da região Sul de Minas Gerais. Os estudos se deram em dois momentos, sendo, o primeiro com a realização do experimento em bandejas para análise da taxa de pegamento dos acessos em casa de vegetação e, o segundo, com a experimentação realizada em vasos, onde cada acesso foi analisado quanto a sobrevivência das mudas, número e comprimento médio de estolões, produção de matéria seca da parte aérea e radicular e taxa de sobrevivência. O acesso de A. pintoi BRA 031496 apresentou os maiores índices de taxa de pegamento em bandejas (70%) e produção de matéria seca da parte aérea (21,1g) e radicular (7,0g), além de boa perfilhação, acompanhada de uma considerável taxa de crescimento dos estolões. Já o acesso de A. repens BRA 031801 apresentou os menores resultados de taxa de pegamento em bandeja (33,33%), comprimento médio dos estolões aos 45 e 90 dias após o plantio (15,6cm e 16,7cm respectivamente) e produção de matéria seca da parte aérea (10,7g) e radicular (4,7g). Após o enraizamento das mudas em bandejas de isopor todos os acessos promoveram 100% de sobrevivência em vasos.

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Avaliação da Produtividade e Adaptabilidade de Acessos de AmendoimForrageiro para Potencial Formação/Consorciação de Pastagens no Sul deMinas Gerais
Michender Werison Motta Pereira - Tecnólogo em Gestão Ambiental pelo IFSULDEMINAS Campus Incondentes,Praça Tiradentes, 416, centro, Incondentes/MG. CEP: 37576-000 - michender.ambiental@gmail.comKátia Regina de Carvalho Balieiro - Prof.ª DSc. no IFSULDEMINAS Campus Incondentes, Praça Tiradentes, 416,centro, Incondentes/MG. CEP: 37576-000 - kabalieiro@gmail.comLílian Vilela de Andrade Pinto - Prof.ª DSc. no IFSULDEMINAS Campus Incondentes, Praça Tiradentes, 416,centro, Incondentes/MG. CEP: 37576-000 - lilianvap@gmail.com
RESUMO
O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção e adaptabilidade de cinco acessos de
 A.
 
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in
oi 
 
(BRA 031496,BRA 015121, BRA 013251, BRA 030333 e BRA 022683) e um acesso de
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(BRA 031801), visando fomentar estudos para o estabelecimento de cultivares mais produtivas em pastagens da região Sul de Minas Gerais. Osestudos se deram em dois momentos, sendo, o primeiro com a realização do experimento em bandejas para análiseda taxa de pegamento dos acessos em casa de vegetação e, o segundo, com a experimentação realizada em va-sos, onde cada acesso foi analisado quanto a sobrevivência das mudas, número e comprimento médio de estolões,produção de matéria seca da parte aérea e radicular e taxa de sobrevivência. O acesso de
 A. pintoi 
BRA 031496apresentou os maiores índices de taxa de pegamento em bandejas (70%) e produção de matéria seca da parteaérea (21,1g) e radicular (7,0g), além de boa perlhação, acompanhada de uma considerável taxa de crescimentodos estolões. Já o acesso de
 A. repens
BRA 031801 apresentou os menores resultados de taxa de pegamento embandeja (33,33%), comprimento médio dos estolões aos 45 e 90 dias após o plantio (15,6cm e 16,7cm respecti-vamente) e produção de matéria seca da parte aérea (10,7g) e radicular (4,7g). Após o enraizamento das mudasem bandejas de isopor todos os acessos promoveram 100% de sobrevivência em vasos.
Palavras-Chave:
Amendoim Forrageiro, produtividade, estabelecimento e pastagens.
Productivity and Adaptability Evaluation of Arachis (spp) for PotentialPastures Uses in South of Minas Gerais State - Brazil
ABSTRACT
The objective of this study was to evaluate the production and adaptability of five samples of 
 A. pintoi 
(BRA031496, BRA 015121, BRA 013251, BRA 030333 and BRA 022683) and one sample of 
 A. repens
(BRA 031801) tosupport studies for the establishment of pastures in south of Minas Gerais state, Brazil. The studies took place intwo stages, the first to perform the experiment in trays for analysis of the rate of fixation of the samples in thegreenhouse and the second trial in pots, when the samples was assessed for seedling survival , average number and length of stolons, weight of dry matter of leaves and root and survival rate. The sample
 A. pintoi 
BRA 031496showed the highest rate of fixation indices in trays (70%) and dry matter production of leaves (21.1 g) and root (7.0g), and good affiliation, accompanied by a considerable growth rate stolons.
 A. repens
BRA 031801 had the lowestrate of fixation results in a tray (33.33%), the average length of stolons at 45 and 90 days after planting (15.6 cmand 16.7 cm respectively) and production of dry matter of the leaves (10.7 g) and root (4.7 g). After rooting in traysall samples had 100% survival in pots.
Key Words:
 
 Arachis spp
, pasture, productivity, and pasture establishment, forage peanut
Revista Agroambiental -
 Agosto
/2011
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7
 
INTRODUÇÃO
 As pastagens referem-se a todas as variedadesbotânicas apreendidas sob formas de pastejo, que fa-zem o gado viver, crescer, engordar e manter sua saú-de e fertilidade (Primavesi, 1986). Segundo Queiroz etal. (2005) em 75% da área ocupada pela agropecuáriano Brasil estão inseridas pastagens, o que correspondea 20% do território nacional. Além disso, o autor desta-ca a importância das pastagens para a produção ani-mal, onde 88% da carne produzida no pais é oriunda derebanhos mantidos exclusivamente em pastagens.Segundo Purcino et al. (2005) as pastagens deleguminosas são tidas como bancos de proteína por pos-suir valor protéico superior ao apresentado pelas gra-míneas forrageiras. Lima et al. (2003) descreveram queo teor médio de proteína bruta (PB) em
 Arachis pintoi 
éde 13% e 18% respectivamente na seca e nas águas.Primavesi (1986) referencia um teor de PB médio nasgramíneas como sendo 6,10% e 6,81% respectivamen-te nas estação seca e na estação das águas.Barcellos, et al. (2008) destacam os estilosan-tes (
Stylosanthes spp.
), o amendoim forrageiro (
 Arachisspp
) e a leucena (
Leucaena spp.
) como cultivares ou gê-neros botânicos com maior estoque de informações por serem estes os mais cultivados e/ou mais promissores.Inúmeros autores vêm destacando as legumi-nosas de clima tropical para a formação de pastagensem consórcio com gramíneas. Purcino et al. (2005)descreveram os seguintes valores de incorporação donitrogênio no solo em kg.ha-1: 60-150 para amendoimforrageiro; 70-200 para calopogônio; 300-400 para cro-talária; 30-196 para estilosantes; 80-160 para feijão-de-porco; 280 para feijão-guandu; 180 para lab-lab; 250-400para leucena; 100 para puerária; 181-200 para siratro e181-200 para soja perene.Neste sentido, o amendoim forrageiro vem sedestacando entre as leguminosas indicadas para o usoem pastagens devido a grande quantidade de N xado,boa produção de matéria seca, alto valor nutritivo, boapersistência, grande capacidade de cobertura do solo eboa adaptação a solos mal drenados (Lima et al., 2003).O
 Arachis spp
(amendoim forrageiro) é uma le-guminosa rasteira com inúmeras vantagens botânicas,biológicas e ambientais principalmente quando associ-ada à sua utilização como potencial forrageiro, seja emconsórcio com gramíneas, na adubação verde ou em-pregado em rotação com outras culturas. Baptista et al.(2007) reportaram que o amendoim forrageiro empre-gado isoladamente ou consorciado, apresentou boa pa-latabilidade (grande aceitação pelos animais), além desuprir as necessidades diárias, em função dos dados daanálise bromatológica efetuada.De acordo com Lima et al. (2003), o amendoimforrageiro pode ser usado tanto na consorciação comgramíneas, como para recuperação de pastagens purasem processos de degradação. Sua densa rede de esto-lhos tem impacto positivo no controle da erosão (Cale-gari, 1995). Por ser ainda uma leguminosa perene, agecomo xadora de nitrogênio e promove boa cobertura desolo controlando o crescimento de plantas invasoras.É uma espécie de exploração nacional recente,apresentando alta produção de forragem e persistênciasatisfatória. Além disso, a característica constatada peloincremento da produção animal em função de bons con-teúdos de proteína bruta e digestibilidade, tem tornadoo amendoim forrageiro uma das melhores alternativasde suplementação com menor custo. Sobretudo, é umaespécie prolífera que além de tornar-se uma nova opçãoforrageira em pastejo consorciado, pode ser uma ativi-dade bastante rentável em termos produção de feno ede sementes (Nascimento, 2006).Devido a estas e outras importantes carac-terísticas, o amendoim forrageiro vem despertando ointeresse de inúmeros pesquisadores, visando a suaraticação como recurso forrageiro para pecuária bra-sileira, os quais estão obtendo resultados promissoresem seus trabalhos de pesquisa. Andrade et al. (2004)descreveram a tolerância ao sombreamento; Valentim etal. (2003), estudaram a velocidade de estabelecimentode alguns acessos na Amazônia ocidental; Rossetto e Alves (2008) descreveram respostas positivas a trata-mentos pré-germinativos das sementes; Purcino et al.(2005) descreveram sobre os benefícios do uso de legu-
minosas na alimentação de bovinos.
O amendoim forrageiro é uma leguminosa mui-to utilizada na região Norte do Brasil, onde apresentouexcelente adaptabilidade e produtividade. Entretantonas condições de clima do Sul de Minas Gerais foramrealizados poucos estudos, necessitando-se, portando,mais informações sobre esta espécie e seu potencial demultiplicação para recomendá-la para implantação empastagens Sul mineira.O conhecimento das características produtivas,de adaptação e de estabelecimento do amendoim for-rageiro em cada região torna-se indispensável para suaindicação como recurso forrageiro para a pecuária brasi-
leira.
Sendo assim, o objetivo geral do presente estu-do foi avaliar a produção e adaptabilidade de seis aces-sos de amendoim forrageiro, para subsidiar pesquisasà campo visando recomendá-lo para implantação nosambientes pastoris da região Sul de Minas Gerais. Osobjetivos especícos foram: i) avaliar a taxa de pega-mento de estolões dos seis acessos repicados em ban-dejas com substrato de vermiculita; ii) determinar asdiferenças entre acessos quanto à produção de maté-ria seca da parte aérea e da parte radicular; iii) deter-minar as diferenças entre acessos quanto ao número e
 Avaliação da Produtividade e Adaptabilidade de Acessos de Amendoim Forrageiro paraPotencial Formação/Consorciação de Pastagens no Sul de Minas Gerais
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8
 
comprimento médio dos estolões e iv) determinar a taxade sobrevivência das plantas em vasos.
MATERIAIS E MÉTODOS
O experimento foi realizado no Instituto Federalde Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de MinasGerais -
campus
Incondentes.O município de Incondentes localiza-se no suldo estado de Minas Gerais e apresenta altitude médiade 855m e posição geográca de latitude S 22° 19” 00’elongitude W 46° 19” 40’. O clima da região, segundo aclassicação de KOËPPEN é do tipo subtropical de in-verno seco e verão quente (Cwa), com duas estaçõesdenidas: chuvosa (outubro a março) e seca (abril asetembro), com médias anuais de precipitação e tempe-ratura de 1.800mm e 19ºC, respectivamente. Destaca-se que tais condições de clima e altitude se enquadramdentro dos limites exigidos ao bom desenvolvimento doamendoim forrageiro.Segundo descrito por Montenegro e Pinzón (1997); Rin-cón et al. (1992) o amendoim forrageiro desenvolve-sebem em clima tropical ou subtropical, que ofereça pre-cipitação anual superior a 1500 mm e secas inferioresa quatro meses. Cresce bem desde o nível do mar até1.800m de altitude.Foram utilizados seis acessos de plantas matrizes deamendoim forrageiro demonstrados pela tabela 1. Estesacessos foram trazidos da unidade EMBRAPA Agro-biologia localizada no município de Seropédica/RJem janeiro de 2006.
Tabela 1
. Número dos acessos e espécies de amendoim forrageiro utilizados no estudo em Incondentes, MG.
Acessos
 
Espécie
BRA 031801
 
 Arachis repensBRA 031496Arachis pintoiBRA 015121Arachis pintoiBRA 013251Arachis pintoiBRA 030333Arachis pintoiBRA 022683Arachis pintoi
 A pesquisa se estabeleceu em duas fases, sen-do a primeira denominada experimento em bandeja e osegundo experimento em vasos.
Experimento em bandejas
O delineamento experimental utilizado nestaetapa foi inteiramente casualizado, com seis tratamen-tos (acessos de amendoim forrageiro) e três repetições.Para tanto foram repicadas 60 mudas de cada acessoem 3 bandejas de isopor (20 mudas por bandeja) utili-zando-se vermiculita como substrato. A gura 1 repre-senta acessos de amendoim forrageiro repicados embandejas de isopor.Três dias após o plantio as mudas foram ino-culadas com
Rhizobium (ssp)
selecionado para estaleguminosa. No decorrer do experimento a irrigação foirealizada uma vez ao dia.Nessa etapa experimental, o parâmetro mensu-rado foi a taxa de pegamento das mudas, sendo calcu-lado com base no número de mudas existentes de cadaacesso, após 60 dias, em relação ao número de estolõesplantados.
Figura 1
. Acessos de amendoim forrageiro repicados em bandejas de isopor, Incondentes/MG (Fonte: DadosPessoais).Revista Agroambiental -
 Agosto
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