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LMC
 
luiz miguel martins crespo de carvalho
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Análise do Projecto Educativo
Julho 2006
sobre as questões formais
O documento Projecto Educativo, Julho 2006 do Conselho Pedagógico ( a seguir designadoPEE_2006 ) :
foi entregue à Assembleia de Escola no estrito cumprimento da alínea a) do ponto 1, do art.117º - Competências, da Secção II – Direcção Executiva, Capítulo II – Órgãos, Parte VIII –Administração e Gestão Escolar, do Regulamento Interno_versão2003 ( a seguir designadoRI_versão2003 );
vem titulado como Projecto Educativo e não como Proposta de Projecto Educativo, tal como éde norma;
apresenta-se como “ subscrito “ pelo Conselho Pedagógico, datado de Julho de 2006, noentanto pode ser considerado apócrifo dado que não identifica a equipa autora, não identificaas eventuais colaborações e não está assinado pela entidade emitente ou o seurepresentante;
não vem dotado de índice;
apresenta-se numerado sequencialmente de modo a incluir o Projecto Curricular de Escola, oque está incorrecto;
não apresenta quaisquer referências a fontes de consulta e de orientação;
só parcialmente cumpre o disposto no art. 10º D – Projecto Educativo, da Parte II –Desenvolvimento da Autonomia da Escola, do RI_versão2003, quanto à sua estrutura erespectivos pontos orientadores, sendo de realçar as faltas ou referências incompletas nasalíneas, a saber :a) diagnóstico e, consequentemente, um qualquer plano de melhorias que permitissehierarquizar prioridades e definir as opções da escola;f) nível de envolvimento da comunidade educativa;g) apoio administrativo;h) apoio financeiroi) metodologia de aferição dos resultados aferidosk) metodologia de lançamento do próximo Projecto Educativo;
sobre as questões de método
 O documento :
não informa como foi feito o PEE, como foi negociado e qual o nível de implicação para acomunidade educativa ( com base num eventual guião de análise de um projecto educativo,vidé Leite, C. e Rodrigues, M. de L. [1998] Centro de Formação da FPCEUP, sobre o
Processo de concepção do projecto 
);
denota a utilização do conhecimento empírico para a sua própria construção, pondo de ladoquestões importantes como o da elaboração de uma lista de evidências baseada em suportesdocumentais, de recolha e análise de dados, etc. ( vidé Ministério da Educação [1999],Projecto Educativo, da Unidade de Acompanhamento do Regime de Autonomia,Administração e Gestão das Escolas, sobre
Consciência da necessidade do Projecto 
,nomeadamente em « O que é prioritário? », « Que práticas conservar? » e « Que mudanças aproduzir? » e sobre
Diagnóstico da situação 
, nomeadamente em « Detectar os pontos fracose as virtualidades do trabalho realizado na escola »;
deixa transparecer uma vinculação ao PEE_2003-2006, que foi concebido pelo então eleitoConselho Executivo à imagem do seu plano de acção, aparecendo formatado com uma,
 
continuação
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aparente, nova estrutura, por exemplo autonomizando o Projecto Curricular de Escola ( aseguir designado PCE ) e reformulando alguns, poucos, conteúdos;
não cumpre o teor duma deliberação vinculativa da Assembleia de Escola no que toca àavaliação do PEE_2003-2006 e nele integrada, de modo a suportar o novo PEE;
sobre as questões procedimentais
 O documento :
mostra não ter considerado que o processo de elaboração do PEE_2003-2006 deveria levar aque a construção do presente PEE só faria sentido com o recurso a um roteiro deprocedimentos que trouxesse à colação instrumentos de aferição dos resultados das acçõesdesenvolvidas na escola, informações sobre o grau de consecução dos objectivos doprojecto, etc., denunciando aquilo que parece ser uma evidência – temos uma clara falta decultura de avaliação interna na escola e, de acordo com a legislação entretanto produzida,está na ordem do dia a discussão e a prática da auto-avaliação das organizações e daavaliação de desempenho por objectivos;
existe por força de lei é o que transparece, pois encalhamos na falta de informação relevantenecessária para o seu próprio enquadramento enquanto projecto e para a sua apreciação ediscussão ( vidé Leite, C. [1998] – Algumas ideias em torno do Projecto Educativo de Escola,PORTO, Barroso, J. [1992], Brosch e Cros [1992], sobre
Explicitação da forma como interpretamos a missão da escola e as funções que lhe estão atribuídas, Onde estamos? 
 [ análise do contexto],
Quem somos? 
[notas de identidade],
Diagnóstico da situação em que a escola se encontra, Campo de intervenção e problemas prioritários que temos que resolver, O que ambicionamos fazer 
[formulação de objectivos],
Razões que nos levam a escolher este projecto, De que meios dispomos? 
[inventariação de recursos],
Estratégias que vamos desenvolver e como nos vamos organizar 
[plano de estruturação da acção],
Como avaliaremos? 
[avaliação que prevemos realizar, dos processos e dos resultados, que permitaproceder à revisão sistemática do projecto];
sobre as questões de contexto
 O documento :
só é passível de uma apreciação crítica fundada na bondade das suas intenções e nas maiorou menor actualidade e acutilância do seu conteúdo;
não traz qualquer referência à caracterização do contexto, notas identidade da organização eda comunidade ( vidé Leite, C. e Rodrigues, M. de L. [1998] Centro de Formação da FPCEUP,sobre a
Estrutura do documento 
);
não faz qualquer referência ao modo como é vivido o desenvolvimento do PEE, como searticula com o PCE e qual a relação entre as actividades da escola, Plano Anual deActividades ( a seguir designado PAA ) e o PEE ( vidé Leite, C. e Rodrigues, M. de L. [1998]Centro de Formação da FPCEUP, sobre o
Processo de desenvolvimento do projecto 
);
não traz quaisquer elementos de suporte à sua apreciação, relativos ao grau de consecuçãodos objectivos do PEE_2003-2006, aos impactos dos mesmos e a possíveis recomendaçõesde futuro, para além de se registar a falta dos relatórios finais de execução dos PAA
(s)
( vidéLeite, C. e Fernandes, P. [2001], FPCEUP, sobre
Avaliação final 
);
sobre as questões de conteúdo
 uma questão geral :
considera-se que todas, ou quase, as observações produzidas anteriormente estão semresposta ou com uma resposta incompleta, dando do PEE_2006-2009 uma imagem
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