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Uma política do sinthoma

Uma política do sinthoma

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08/18/2013

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Uma política do sinthoma(1)
 Cynthia Nunes de Freitas Farias
 A autora propõe discutir a direção do tratamento e o final de análise a partir do
seguinte axioma proposto por Miller(2): “as coisas não governam”, que permite
indagar se é possível governar as coisas, colocando a política no centro daquestão, já que o governo das coisas dispensaria a política. A psicanálise nos convida a pensar que as coisas governam. A pulsão governa,o sintoma governa e assim por diante. Porém, Lacan foi claro ao insistir que é oanalista quem dirige o tratamento, o que lhe permitiu diferenciar o lugar doanalista daquele do analista como sujeito, o desejo do analista e seu desejopróprio e estabelecer uma tática da interpretação, uma estratégia detransferência e uma política para os finais de análise.Graciela Brodsky propõe abordar a questão sob duas perspectivas extraídas dediferentes momentos do ensino de Lacan: uma política do desejo e uma políticado sinthoma.Para discutir a política do desejo, a autora toma como eixo o Seminário 7 e
“Kant com Sade”. A política do desejo tem como máxima, “ficar em dia com seu
des
ejo”(3), o que não implica nenhuma harmonia pulsional como se poderiasupor. Ler o imperativo kantiano “pelas mãos de Sade” permite a Lacan dizer que “em um ser moral … o que pode passar a categoria de imperativo
categórico é o desejo e não a conservação d
a vida”(4). Assim, no final de
análise o que está em jogo não é simplesmente saber o que deseja, mas sim,
saber se “quer” o que deseja. Nessa vertente, a experiência analítica é
marcada pela via trágica do desejo, do desejo levado às últimas conseqüências
e implica uma depressão estrutural do sujeito, viso que “é um desejo que sepaga com o gozo”(5) .
 Ela se pergunta se essa perspectiva como final de analise não teria tornado opasse escasso e imperfeito e considera que o paradigma clínico nessa época
era a “covardia neurótica versus a vontade de gozo que se vislumbra naperversão”. Nesse caso, direção do tratamento, implica uma ética do
forçamento. A premissa da política do desejo é a posição do sujeito naalienação, tendo como solução da análise, a separação. A política do sinthoma parte da separação e é extraída do último ensino deLacan, precisamente a partir do
Seminário 18 
 
e de “Lituraterra”. O sinthoma é o
que enlaça o que está separado: os três registro, a não relação. O que orientao tratamento é a forma como cada sujeito estabelece um laço contingente comesse Outro que não existe. Objeto a, pulsão, falo, desejo e o amor figuramcada qual a seu modo nas diversas modalidades de laço.Segundo Graciela Brodsky, a política do desejo e do sinthoma não se opõem. A segunda manifesta o limite da primeira, desmistificando o final de análise,

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