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Aula 01 - Direito Constitucional - CESPE

Aula 01 - Direito Constitucional - CESPE

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CURSO ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS – CESPEPROFESSOR: VICENTE PAULOwww.pontodosconcursos.com.br
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Aula 1: Constituição: origem, conteúdo, estrutura, classificação esupremacia. Concepções sociológica, política e jurídica deConstituição. Normas constitucionais: interpretação e classificaçãoquanto ao grau de eficácia e aplicabilidadeBom dia.Iniciaremos, hoje, uma revisão dos principais tópicos do DireitoConstitucional, a partir de recentes questões do Cespe/Unb.Como o objetivo de um curso de exercícios é revisar um conteúdo jáconhecido, apresentarei, na maioria das vezes, comentários breves àsquestões, destacando apenas o que há de mais relevante sobre oconteúdo nelas cobrado – e que, em minha opinião, tem maior chancede ser cobrado nas próximas provas.Em verdade, a didática utilizada será, na medida do possível, aseguinte: ao abordar a primeira questão sobre o assunto, procurareitecer comentários mais amplos, revisando os principais conceitoscorrelatos, ainda que não diretamente nela abordados; em seguida, aoexaminar as demais questões sobre o mesmo assunto, os comentáriosserão mais breves, evitando-se repetições desnecessárias e cansativas –afinal, você não estuda só Direito Constitucional, mas sim diversasdisciplinas, e, com isso, seu tempo é valiosíssimo!Bons estudos e que Deus me ilumine na elaboração dos comentários aestas questões, para que eles possam, de verdade, ser úteis a você nodia da prova!Vicente Paulo1)
 
(CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MMA/2009) No sentido sociológicodefendido por Ferdinand Lassalle, a Constituição é fruto de umadecisão política.Item errado.Esse enunciado trata das tradicionais concepções de Constituição: jurídica, potica e sociogica.Para a visão
política
de Constituição, defendida por Carl Schmitt, aConstituição é uma
decisão política fundamental
(do poderconstituinte). Carl Schmitt estabeleceu uma distinção entre Constituição(que disporia somente sobre as matérias substancialmenteconstitucionais, de grande relevância jurídica, as ditas decisões políticasfundamentais) e leis constitucionais (as demais matérias integrantes dotexto da Constituição, de menor relevância).Para Lassalle, defensor da concepção
sociológica
de Constituição, aConstituição é concebida como fato social, como resultado darealidade social do país, e não propriamente como norma; a
 
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Constituição seria, assim, a
soma dos fatores reais de poder
queimperam na sociedade, tais como a aristocracia, a burguesia, osbanqueiros etc. Para ele, há, no país, duas Constituições: a real (“somados fatores reais de poder) e a escrita (“folha de papel), sendo que,em caso de conflito, aquela sempre prevalecerá sobre esta. Observeque, dessa forma, Lassalle nega a força normativa da Constituiçãoescrita.Para Hans Kelsen, defensor da concepção
 jurídica
de Constituição, aConstituição é
norma jurídica pura
, sem qualquer consideração deordem social, política, moral ou filosófica. Kelsen estabeleceu umadistinção entre Constituição em sentido lógico-jurídico (normafundamental hipotética, fundamento da Constituição em sentido jurídico-positivo) e Constituição em sentido jurídico-positivo (normapositiva suprema, que regula a criação das demais normas). A visão deKelsen, portanto, valoriza a força normativa da Constituição.O enunciado está errado porque, em sentido sociológico, defendidopor Ferdinand Lassalle, a Constituição é a soma dos fatores reais depoder que atuam no Estado; na visão política, definida por Carl Schmitt,a Constituição é uma decisão política fundamental.2)
 
(CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MMA/2009) No sentido judico, aConstituição não tem qualquer fundamentação sociológica, políticaou filosófica.Item certo.Na visão jurídica de Constituição, desenvolvida pelo austríaco HansKelsen, a Constituição é compreendida de uma perspectivaestritamente formal, apresentando-se como norma jurídica pura, semnenhuma influência de ordem sociológica, política, moral ou filosófica.A Constituição seria, em essência, um sistema de normas jurídicas puras,desvinculado de valores morais, poticos, sociais ou filosóficos.3)
 
(CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MMA/2009) Uma Constituição dotipo cesarista se caracteriza, quanto à origem, pela ausência daparticipação popular na sua formação.Item errado.Esse enunciado trata da classificação das Constituições quanto àorigem, na qual são tradicionalmente classificadas em: outorgadas,promulgadas (democráticas ou populares) e cesaristas.As Constituições outorgadas são aquelas elaboradas sem participaçãopopular.As Constituições promulgadas são aquelas elaboradas comparticipação popular, normalmente mediante a atuação de umaAssembleia Nacional Constituinte.
 
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As Constituições cesaristas têm o seu texto elaborado unilateralmente,mas esse texto é posteriormente submetido à aprovação do povo,mediante referendo. A eficácia do texto constitucional depende, pois,de confirmação popular, mediante referendo.O item está errado porque na formação de uma Constituição do tipocesarista há, sim, participação do povo, haja vista que caberá a estereferendar (ou não) o texto constitucional previamente elaborado.Vale lembrar que na história do constitucionalismo brasileiro tivemosConstituições outorgadas (1824, 1937, 1967 e 1969) e Constituiçõespromulgadas (1891, 1934, 1946 e 1988).4)
 
(CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MMA/2009) A CF vigente, quanto àsua alterabilidade, é do tipo semiflexível, dada a possibilidade deserem apresentadas emendas ao seu texto; contudo, com quorumdiferenciado em relão à alterão das leis em geral.Item errado.Esse enunciado cuida da classificação das Constituições quanto àalterabilidade (ou estabilidade), em que são: imutáveis, rígidas, flexíveisou semirgidas (ou semifleveis).As Constituições imutáveis são aquelas que não admitem alteração doseu texto, tipo esse absolutamente em desuso nos dias atuais.As Constituições rígidas são aquelas que admitem alteração do seutexto, mas somente mediante um processo legislativo solene, maisdificultoso do que aquele de elaborão das leis.As Constituições flexíveis são aquelas que admitem alteração do seutexto mediante processo legislativo simples, igual ao de elaboração dasleis.As Constituições semirrígidas são aquelas que exigem um procedimentoespecial para alteração de parte do seu texto (parte rígida) e permitema alterão da outra parte mediante procedimento simples, igual ao deelaboração das leis (parte flexível).O enunciado está errado porque a Constituição Federal de 1988 é dotipo rígida, pois exige um procedimento especial para a modificaçãodo seu texto, previsto no seu art. 60, § 2º.Dois aspectos importantes merecem ser destacados.Primeiro que, no Brasil, todas as Constituições foram do tipo rígida,exceto a de 1824, que foi do tipo semirrígida.Segundo que, embora a Constituição Federal de 1988 sejatradicionalmente classificada como rígida, o Professor Alexandre deMoraes a classifica como
super rígida
. Para ele, ela é super rígidaporque, além de exigir um procedimento especial para sua alteração,possui um núcleo que não pode ser abolido (cláusulas pétreas).

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