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apostila eja - geografia

apostila eja - geografia

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APOSTILA – GEOGRAFIAPROF. RENATO PONCIANO2ºs ANOS – EJA – EE DEP. HUGO LACORTEVITALE – NOTURNO
Formação e Organização do território brasileiro
O território do Brasil ocupa uma área de 8 514 876 Km2. Devido à extensãoterritorial o Brasil é considerado um país continental por ocupar grande partedo continente da América do Sul, o país se encontra em quinto lugar emtamanho de território.A população brasileira está irregularmente distribuída, pois grande parte dapopulação habita em região litorânea do território, onde se encontram asmaiores cidades do país. Isso nada mais é do que herança histórica, a formacom que o Brasil foi povoado, os primeiros cleos urbanos surgiram nolitoral.Até o século XVI o Brasil possuía apenas a área estabelecida pelo Tratado deTordesilhas, assinado em 1494 por Portugal e Espanha, tratado que dividia asterras da América do Sul entre Portugal e Espanha.Os principais acontecimentos históricos que contribuíram para o povoamentodo país foram:No culo XVI: A ocupão se limitava ao litoral, a principal atividadeeconômica desse período foi o cultivo de cana para produzir oaçúcar,produtomuito apreciado na Europa, a prodão era destinada aexportação. As propriedades rurais eram grandes extensões de terra que eracultivada com foa detrabalhoescrava. O crescimento da exportãourbanizou o litoral com os primeiros centros urbanos, as cidades portuárias.Século XVII e XVIII: Foi marcado pela produção pastoril que adentrou a oestedo país, e também, descoberta de jazidas de ouro e diamante nos estados deGoiás, Minas Gerais e Mato Grosso, esse período foi chamado de aurífero, noqual fez surgir várias cidades.culo XIX: No culo XIX a atividade que contribuiu para oprocessodeurbanização foi a produção de café, principalmente nos estados de São Paulo,Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, essa atividade contribuiu para osurgimento de várias cidades.
 
Concentração e desconcentração industrial
Dentre as principais características daindustrialização tardia do Brasil, ocorridaao longo do século 20, destaca-se o processo deconcentração geográfica naregião Sudeste, especialmente em São Paulo, o que acabou reproduzindo umasérie de desigualdades regionais no território brasileiro.Esse fato, contudo, não permite afirmar que as primeiras indústrias capitalistasbrasileiras, no início do culo 20, foram desenvolvidas de maneiraconcentrada na região Sudeste. Ao contrário. Naquele período, por exemplo, aindústria têxtil nordestina era bastante desenvolvida, sendo que já foi atémesmo contada em filme a saga do ilustre Delmiro Gouveia, um industrial queficou conhecido pelo seu pioneirismo no aproveitamento hidrelétrico do baixorio São Francisco e pela perseguição e assassinato que sofreu, por se recusar avender suas indústrias à companhia inglesa Machine Cotton.Assim, para entender o crescimento vertiginoso de São Paulo - em 1872, acapital da província cafeeira, com módicos 32 mil habitantes, era apenas adécima maior cidade do Brasil -, que permitiu à cidade se consolidar como,atualmente, a quarta maior metrópole do mundo, com quase 20 milhões dehabitantes, é necessário compreender as características do processo deconcentração industrial brasileira, exigindo uma atenção mais detida nos seusdois principais impulsos, no século 20: (a) em 1930, com a indústria desubstituão de importões, e (b) na cada de 1950, com a instriaautomobilística.
Concentração industrial
A gênese da indústria de substituição de importação esteve ligada a uma sériede fatores, desencadeados, sem dúvida, pelaquebra da Bolsa de Nova York,em 1929, que acabou induzindo definitivamente à crise o complexo cafeeiro,até então a principal pauta de exportação brasileira - sendo o Estado de SãoPaulo responsável por 2/3 das exportações de café no mundo.Para se ter uma idéia da crise, o preço da saca de café exportada caiu, naBolsa de Nova York, em torno de 60%, de 4,70 libras para 1,80. Mas, comoforma de evitar essa intensa desvalorização, o governo deGetúlio Vargaspassou a "socializar os prejuízos" com a sociedade brasileira, comprandoe queimando (ou jogando em alto-mar) os estoques encalhados de café.A Grande Depreso de 1929, além de inviabilizar a exportação do cabrasileiro, dificultava a importão de produtos industrializados no país(acredita-se que naquele período a importação tenha diminuído cerca de60%). Foi nesse contexto que nasceu o processo de industrialização no Brasil,com a função de substituir as importações de produtos industrializados deoutros países, inclusive dos EUA.Assim, a indústria de substituição de importação, capitalizada pela ação doEstado e com farta disponibilidade de mão-de-obra barata - produto de umêxodo rural cada vez mais intenso -, vai se desenvolver especialmente no ramodas indústrias de bens de consumo não-duráveis, com destaque às indústrias
 
têxtil e alimentícia. Todavia, sua ação foi restringida devido à insuficiênciafinanceira e tecnológica para desenvolver uma fundamental indústria de base.Foi noEstado Novoque ocorreu a implantação de parte fundamental da infra-estrutura necessária para o desenvolvimento da industrialização. Coube aoEstado um papel relevante no alargamento das bases produtivas, como"empresário" na indústria de base ou rompendo os pontos de estrangulamentoem energia e transporte, ou, ainda, como regulador do mercado de trabalho,através de uma complexa legislação trabalhista.Mas foi com o segundo grande impulso da industrializão no Brasil, nogoverno deJuscelino Kubitschek(1956-60), que houve a consolidãodefinitiva do capitalismo industrial brasileiro. No fundo, o famoso
slogan
dogoverno de J. K., "Cinqüenta anos em cinco", tinha na indústria automobilísticaseu carro-chefe.Investimentos maciços foram feitos para garantir as condições gerais daprodão industrial, tais como os realizados nas áreas de energia, detransporte, de aparelhamento portuário, da educação e da saúde.Porém, a instria automobilística e toda uma cadeia produtiva deequipamentos e peças para veículos continuaram a reforçar a concentraçãoindustrial em São Paulo, em especial na região do ABC paulista. Tanto éverdade que, na cada de 1970, a região metropolitana de o Paulorepresentava quase a metade (45%) do valor da produção industrial no país.Mas, além das queses ecomicas, era cada vez mais evidente que aconcentração industrial na metrópole paulista reproduzia e aprofundava asdesigualdades inter-regionais, motivando uma intensa dinâmica migratória.Segundo a Fundação Seade, entre 1970 e 1980, o saldo migratório foi positivode 2 milhões de pessoas. Como conseqüência dessa dimica deu-se oqueMilton Santoschama de "macrocefalia", caracterizada pelo pido edesordenado crescimento das cidades, gerando uma série de problemas sócio-espaciais.
Desconcentração industrial
Diante de tais distorções regionais no território brasileiro e problemas sócio-espaciais gerados pelo modelo concentrador do processo industrial na regiãoSudeste, o planejamento estatal desenvolveu, paulatinamente, na década de1970, uma série de incentivos fiscais para a desconcentração industrial, levadaa cabo regionalmente pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste(Sudene) e pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).Mas é na década de 1990 que a desconcentração industrial no país vai seintensificar. Apoiada pela maior abertura econômica e pelo desenvolvimentotécnico-científico (informática e comunicação), sem esquecer das mudançasconstitucionais de 1988 - que concederam aos estados e municípios maiorautonomia na definição dos impostos cobrados às empresas -, esse processode desconcentração acabou gerando o que os geógrafos chamam de "Guerra

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