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LEITURA E DIVERSIDADE: UMA JANELA PRA O MUNDO E OS DIFERENTES MEIOS DE COMPREENDÊ-LA - PROF. DR. PAULO GOMES LIMA

LEITURA E DIVERSIDADE: UMA JANELA PRA O MUNDO E OS DIFERENTES MEIOS DE COMPREENDÊ-LA - PROF. DR. PAULO GOMES LIMA

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RESUMO
Saber ler e escrever são componentes interligados assim como sua função
social e utilização em diferentes contextos. O domínio da linguagem e da
escrita possibilita um olhar diferenciado em relação a participação social,
onde o homem desenvolve uma visão de mundo e construção do
conhecimento em sua totalidade, considerando os meios possíveis para a
sua materialização. Desta maneira, o aprendizado da leitura e da escrita dáse
por meio de uma compreensão ativa, mediada por intervenções
correspondentes, incluindo as novas tecnologias. Culturalmente a oralidade
é delimitada geograficamente (territórios e regionalismos), assim a escola
tem que responder pelo andamento satisfatório de seus resultados,
considerando as diferenças cultural, histórica e social do aluno, dentre
outras. Muito se falou que o mundo da escrita daria lugar ao mundo da
imagem e, a mídia eletrônica destruiria o mundo cultural da escrita. Com o
avanço tecnológico e a grande influência dos meios de comunicação houve
interferências significativas nas práticas educativas, então, o professor
enquanto mediador precisa estar capacitado para enfrentar um mundo de
mudanças bruscas e incentivar a leitura para desenvolver o espírito crítico,
onde a mídia pode ser um instrumento tanto de libertação quanto de
manipulação. Utilizar as tecnologias e fazeres pedagógicos como maneira
de superação da manipulação é o posicionamento que o educador deve
assumir como possibilidade de contribuir para uma educação inclusiva em
todos os âmbitos.
Palavras-chave: leitura, escrita, diversidade, educação.
RESUMO
Saber ler e escrever são componentes interligados assim como sua função
social e utilização em diferentes contextos. O domínio da linguagem e da
escrita possibilita um olhar diferenciado em relação a participação social,
onde o homem desenvolve uma visão de mundo e construção do
conhecimento em sua totalidade, considerando os meios possíveis para a
sua materialização. Desta maneira, o aprendizado da leitura e da escrita dáse
por meio de uma compreensão ativa, mediada por intervenções
correspondentes, incluindo as novas tecnologias. Culturalmente a oralidade
é delimitada geograficamente (territórios e regionalismos), assim a escola
tem que responder pelo andamento satisfatório de seus resultados,
considerando as diferenças cultural, histórica e social do aluno, dentre
outras. Muito se falou que o mundo da escrita daria lugar ao mundo da
imagem e, a mídia eletrônica destruiria o mundo cultural da escrita. Com o
avanço tecnológico e a grande influência dos meios de comunicação houve
interferências significativas nas práticas educativas, então, o professor
enquanto mediador precisa estar capacitado para enfrentar um mundo de
mudanças bruscas e incentivar a leitura para desenvolver o espírito crítico,
onde a mídia pode ser um instrumento tanto de libertação quanto de
manipulação. Utilizar as tecnologias e fazeres pedagógicos como maneira
de superação da manipulação é o posicionamento que o educador deve
assumir como possibilidade de contribuir para uma educação inclusiva em
todos os âmbitos.
Palavras-chave: leitura, escrita, diversidade, educação.

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05/10/2014

 
 
1
LEITURA E DIVERSIDADE:
UMA JANELA PARA O MUNDOE OS DIFERENTES MEIOS DE COMPREENDÊ-LA
Noêmia de Carvalho Garrido (Diretora Educacional FUMEC/ Professora doCEPROCAMP/Campinas/SP –nogarridoa@yahoo.com.br); Denise Travassos Marques(Professora de EJA/FUMEC –dt.marques@uol.com.br), Mires Luiza Lucisano BotelhoAmaral (Professora de Educação Especial da SME/CEPROCAMP –fbamaral@terra.com.br); Inês Olinda Botelho (Professora da CEPROCAMP –iobote@ig.com.br) , Rute de Carvalho Angelini (Professora do EJA e Fundamental /FUMEC/SME –rcarangel@hotmail.com); Cássia Cristiane de Freitas Alves (Professora deEducação Especial da SME/CEPROCAMP –cassia.cristiane1@itelefonica.com.br; PauloGomes Lima (Diretor Educacional FUMEC, Professor Universitário do UNASP-HT –paulogl.lima@gmail.com).
RESUMO
Saber ler e escrever são componentes interligados assim como sua funçãosocial e utilização em diferentes contextos. O domínio da linguagem e daescrita possibilita um olhar diferenciado em relação a participação social,onde o homem desenvolve uma visão de mundo e construção doconhecimento em sua totalidade, considerando os meios possíveis para asua materialização. Desta maneira, o aprendizado da leitura e da escrita dá-se por meio de uma compreensão ativa, mediada por intervençõescorrespondentes, incluindo as novas tecnologias. Culturalmente a oralidadeé delimitada geograficamente (territórios e regionalismos), assim a escolatem que responder pelo andamento satisfatório de seus resultados,considerando as diferenças cultural, histórica e social do aluno, dentreoutras. Muito se falou que o mundo da escrita daria lugar ao mundo daimagem e, a mídia eletrônica destruiria o mundo cultural da escrita. Com oavanço tecnológico e a grande influência dos meios de comunicação houveinterferências significativas nas práticas educativas, então, o professorenquanto mediador precisa estar capacitado para enfrentar um mundo demudanças bruscas e incentivar a leitura para desenvolver o espírito crítico,onde a mídia pode ser um instrumento tanto de libertação quanto demanipulação. Utilizar as tecnologias e fazeres pedagógicos como maneirade superação da manipulação é o posicionamento que o educador deveassumir como possibilidade de contribuir para uma educação inclusiva emtodos os âmbitos.
Palavras-chave:
leitura, escrita, diversidade, educação.
 
 
2 
INTRODUÇÃO
O domínio da linguagem e da escrita possibilita ao homem muito maisdo que a participação social em seu processo de construção doconhecimento, uma vez que, também como ator cultural mobilizado pelatransformação da natureza em direção e para além de suas necessidades –conceituando o trabalho – conscientiza-se de seu papel interativo nodesdobramento histórico do conhecimento, das culturas e, portanto, dasproduções que constituem a si, o outro e a sua realidade. A importância dasistematização de distintas possibilidades de leitura e escrita, bem como suaênfase na escola formal, considerando como recorte a Educação de Jovense Adultos (EJA), materializou-se em nossa inquietação, na qual tomamoscomo fio condutor o caráter multidimensional, permanente e necessário aotrabalho pedagógico que, mediado uma contextualização sensibilizadaamplia distintas formas de intervenção e atendimento às necessidades tantode ensino como de aprendizagem.Nossa ênfase pela sensibilização da distintas formas de leitura e escritanão se reduz à dimensão metodológica, como se esta fosse se constituir nareceita para todas as insuficiências da qualidade do ensino brasileiro, masao contrário, como um ponto de partida possível de transformação darealidade por meio de um trabalho intencionalizado e inclusivo, que façadiferença tanto para o professor, como para o aluno no processo interativoda vivência pedagógica, neste sentido em maior ou menor ênfase osveículos midiáticos devem ser considerados também como alternativas.Como observava Freire (2006) a leitura do mundo revela, evidentemente, ainteligência do mundo que vem cultural e socialmente se constituindo.Revela também o trabalho individual de cada sujeito no próprio processo deassimilação da inteligência do mundo.Uma das tarefas essenciais da escola, como centro de produçãosistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade dascoisas e dos fatos e a sua comunicabilidade. È imprescindível portanto quea escola instigue constantemente a curiosidade do educando em vez de‘amaciá-la’ou ‘domesticá-la’. Assim, este trabalho foi organizado em cincoseções, destacando algumas sensibilizações dentro de um universo possívelde intervenções sobre a temática, a saber: a) leitura e escrita: a mediaçãopedagógica por meio da poesia, b) A leitura do mundo e da palavra:possibilidades de uma educação transformadora; c) Leitura de açãosensibilizada: “bulas” como geradoras de interesse discente, d) Tecnologiaassistiva e letramento: possibilidades de acesso a informação, comunicaçãoe conhecimento e e) Leitura e escrita numa perspectiva em rede: atransversalidade a partir de uma intervenção pedagógica multidimensional.
 
 
3
 A) Leitura e escrita: a mediação pedagógica por meio da poesia
Por meio da leitura e compreensão de textos poéticos, a linguagempoética pode se constituir num significativo instrumento de despertamentopara o mundo da leitura e da escrita no cotidiano escolar, segundo Barbosa(1990, p.122) esta se caracteriza como
“...aquela em que o leitor, além de visar o conteúdo veiculado pelo texto, busca se deleitar com a sonoridade das palavras. É por exemplo, a leitura da poesia cujo prazer está ligado também ao prazer da forma, dimensão musical das palavras ou do texto” 
que nos indica uma maneira de expressar as múltiplas dimensões de mundoque percebemos e vivemos, assim como suas críticas pertinentes.A poesia é uma janela que se abre, deixando entrar os nossos maisvariados sentimentos. Também é um elemento que traz uma leitura domundo, com ela podemos nos inteirar dos acontecimentos presentes,passados ou previsão do futuro, possibilitando uma interdisciplinaridade nocampo pedagógico escolar. Ela pode ser simples em suas palavras oucomplexa independentemente do tamanho ou arranjo selecionado, dependemuito do olhar que o professor junto com sua turma poderá explorar.O trabalho pedagógico com a linguagem poética pode se caracterizarcomo uma busca de novos conhecimentos, uma vez que muitas daspalavras ou expressões utilizadas instigam a curiosidade fornecendo pistaspara a pesquisa, desta maneira, evidencia-se uma íntima relação da leiturado/com o mundo e da palavra como possibilidade de sistematizar as suasdescobertas. Na atualidade, onde a escola pública é palco de tantos conflitossociais, o educador que se predispõe a trabalhar com poesia em sala deaula, estará oportunizando possibilidades para que seu aluno desenvolvauma sensibilidade mais acurada e possa expressar suas emoções.Conforme Severino (2002, p.94) isto contribuirá para
“...despertar e desenvolver a inteligência adormecida, a sensibilidade adormecida, a imaginação adormecida, é preciso poesia”. Uma relação poética e amorosa com o conhecer, o ensinar, o aprender. E com aqueles a quem ensinamos e com quem também aprendemos”.
A linguagem poética também pode ser explorada como música, vistoque esta dimensão desperta muito o repertório criativo do aluno. Assim, naidentificação de expressões, de metáforas, de pensamentos e realidades,alunos e professores poderão escrever e ler outras possibilidades deaprendizagem, referenciando-se a um universo semântico repleto de cores,sons, melodias-denúncias ou regionais, escritos românticos ou paródias;enfim, há que se buscar distintas formas de intervenções no universo deaprendizagem discente-docente, nas quais a linguagem poética é umapossibilidade.

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