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canto geral
2013
canto geral
2013
Centro Acadêmico XI de Agosto
 
canto geral
2013
apresentação
Olá, franciscanas e franciscanos!
Quem Somos?
Nós somos o Canto Geral.Esse nome vem de um livro de PabloNeruda, que canta o combate às opressõesem suas mais diversas formas. No final dolivro, encontramos: “Me ensinaste a ver aunidade e a diferença dos homens”. CantoGeral por estarmos unidos pelos mesmossonhos e lutas. 
De onde surgimos?
Nós nos organizamos num contexto desaturação de um antigo modelo políticocolocado para a faculdade, nos propondo aconstruir um novo modelo de participaçãono centro acadêmico, como vocês verão naspróximas páginas de nossa Carta Programa,com a bandeira máxima de intensificação dademocracia do XI de Agosto
Por que queremos disputar o XI?
O sonho por mudanças estruturais nasociedade é o que nos une. Enquantoestudantes universitários, nosso escopo é aFaculdade. Nesse meio, acreditamos queo Centro Acadêmico deva cumprir o papelpolítico de fomentar debates e discussões, serum instrumento de transformação política esocial.Com esse instrumento, queremos mostrarnossos pontos de vista, construir novos, coma participação ativa dos estudantes, paraque lutemos sempre, além dos muros daUniversidade, por tudo aquilo que um dianos uniu.
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Se cada hora vem com sua mortese o tempo é um covil de ladrõesos ares já não são tão bons arese a vida é nada mais que um alvo móvel você perguntará por que cantamos se nossos bravos ficam sem abraçoa pátria está morrendo de tristezae o coração do homem se fez cacosantes mesmo de explodir a vergonha você perguntará por que cantamos se estamos longe como um horizontese lá ficaram as árvores e céuse cada noite é sempre alguma ausênciae cada despertar um desencontro você perguntará por que cantamos cantamos porque o rio esta soandoe quando soa o rio / soa o riocantamos porque o cruel não tem nomeembora tenha nome seu destino cantamos pela infância e porque tudoe porque algum futuro e porque o povocantamos porque os sobreviventese nossos mortos querem que cantemos cantamos porque o grito só não bastae já não basta o pranto nem a raivacantamos porque cremos nessa gentee porque venceremos a derrota cantamos porque o sol nos reconhecee porque o campo cheira a primaverae porque nesse talo e lá no frutocada pergunta tem a sua resposta cantamos porque chove sobre o sulcoe somos militantes desta vidae porque não podemos nem queremosdeixar que a canção se torne cinzas.
 
canto geral
2013
conjuntura
O Centro Acadêmico XI de Agosto temcomo grande papel a adoção de uma posturacoerente, firme e atuante na transformação dosproblemas de nossa sociedade. Com base nessepressuposto, ele não deve ser encabeçado por umagestão desmobilizadora e apática, que não possuiposições definidas e transparentes, ou pior, que es-conde o que pensa sobre essa realidade. Omitir ounão debater a realidade brasileira é, no mínimo,fechar-se numa bolha e cair na mais profunda in-diferença. Uma gestão do nosso Centro Acadêmi-co deve, logo de início, deixar claro o que pensasobre a realidade em que vivemos e, junto com amaioria dos estudantes, ter propostas de atuaçãoclaras e consequentes, sem ficar no discurso vazio.Então, diante dessa reconhecida necessidade, éimportante iniciarmos nossa Carta-Programa comuma análise de conjuntura. Assim, buscamos situ-ar-nos não apenas no momento político em quenos encontramos, mas permitir às franciscanase aos franciscanos que conheçam melhor nossasopiniões e avaliações.No último ano no estado de São Paulo, as-sistimos a uma escalada na militarização da socie-dade. A militarização das subprefeituras da capi-tal, em que 30 dos 31 subprefeitos são coronéis dareserva da PM, somada à utilização da repressãopolicial como método de resolução de conflitossociais - como nos casos de Pinheirinho e da Cra-colândia - expõe o compromisso irrestrito do Go-verno do Estado com as elites, custe o que custar.Tal legitimação da violência policial não poderiadeixar de apresentar seus subprodutos: no primei-ro semestre, os altos contingentes de jovens pobrese negros assassinados nas periferias pelos gruposde extermínio da PM nos deram uma visão dosranços autoritários não superados em nosso país,onde o aparato de repressão política se mantémintacto e volta-se contra os pobres.Já em nossa universidade, o modo comonosso REItor João Grandino Rodas lida com asproblemáticas da USP não se mostra nem umpouco mais democrático. Com uma administra-ção pouco transparente e fechada à participaçãoda comunidade acadêmica na tomada de decisões,Rodas expulsa e processa os que se opõem e semanifestam contra o seu projeto de USP, conta- bilizando hoje mais de 70 os processados com base no Regimento Disciplinar de 1972 (que veda“atentados à moral e aos bons costumes” e “ma-nifestações de carater político, partidário, étnico ereligioso”).Enquanto isso, no âmbito nacional, o Go-verno Dilma permitiu, por diversas ocasiões, exporsuas contradições. Por um lado, vemos medidasimportantes, como a criação da Comissão Nacio-nal da Verdade, serem levadas a cabo. Por outro,as medidas concretas para o aprofundamento dademocracia permanecem negligenciadas, comoa desmilitarização da segurança pública e a Re-forma Política. O mesmo Governo que garantiua instituição de Cotas Sociais com recorte Racialnas Universidades Federais reagiu, porém, comnegligência e represália (através do corte de pon-tos de servidores) diante das reivindicações de do-centes, servidores e estudantes que se mobilizaramnacionalmente no primeiro semestre de 2012.Devemos compreender essa greve das fe-derais como um momento importante de lutas noperíodo recente do movimento educacional brasi-leiro. Além de mobilizar professores, estudantese funcionários técnico-administrativos, pautou odebate da educação, questionando o modelo emcurso. Foi um processo importante de mobiliza-ção, que teve como maior mérito colocar em mo-vimento uma nova geração de jovens estudantesque acabaram de entrar nas Universidades e Insti-tutos Federais.Assim, diante da atual conjuntura, afirma-mos nosso posicionamento de que é papel das edos estudantes participarem do movimento estu-dantil e se organizarem para lutar por uma socie-dade menos desigual e por uma universidade maisdemocrática e aberta à população.
 
“A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhece-la.” 
Eduardo Galeano
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