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Moção Escola Secundária D. João V, Damaia

Moção Escola Secundária D. João V, Damaia

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06/16/2009

 
Damaia, 16 de Janeiro de 2009Exma. Senhora Ministra da EducaçãoCom conhecimento aSecretário de Estado da EducaçãoSecretário de Estado Adjunto da Educação.Os professores da Escola Secundária D. João V reunidos em Assembleia Geral no dia16 de Janeiro decidiram, por unanimidade, manter a suspensão da avaliação dedesempenho docente, por entenderem que o Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009, de 5de Janeiro, apesar de simplificado, não constitui “um instrumento essencial para avalorização da profissão docente e um contributo decisivo para a qualidade daescola pública”.Uma avaliação que se quer “ justa, séria e credível” não pode:- ser uma simplificação de um modelo considerado inexequível e que teve reflexosnegativos no clima organizacional e educacional da escola;- ser aplicada num ano civil, quando todas as estruturas pedagógicas da escolaestão orientadas em função de anos escolares;- depender de requerimento dos interessados a obtenção da classificação de MuitoBom e Excelente;- dispensar alguns docentes com base em critérios para aposentação;- não contemplar a vertente científico-pedagógica, aquela em que verdadeiramenteassenta o trabalho do professor;- assentar na avaliação inter-pares, a qual não garante que o avaliador seja maiscompetente ou mais experiente que o avaliado;- pressupor a distinção entre titulares e não titulares com base em critériosmeramente funcionais e não de natureza científica - pedagógico; - deixar de ter como prioridade uma verdadeira componente formativa adequada àsnecessidades reais dos professores e completamente ajustada a práticascientífico - pedagógicas;- assentar numa progressão de carreira com base em quotas ;- exigir a reformulação de registos, obrigando as escolas a perder mais tempo;- recair maioritariamente nos Conselhos Executivos, sobrecarregando-os com maistarefas burocráticas.Apesar da aplicação do Decreto ter carácter transitório, a possibilidade de serrevisto para efeitos de aplicação do 2º ciclo de avaliação constitui prova de queesse ministério continua a pretender implementar um modelo por demais contestadopor uma larga maioria dos docentes.

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