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Noturnos e NotÍvagos

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sobre como nasceu o mito VAMPIRO
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11/06/2012

 
 
NOTURNOS E NOTÍVAGOS - ASCRIANÇAS DA NOITE
1-VAMPIROS REAIS-AS RAÍZES DO VAMPIRISMO
 
A origem do termo vampiro é um verdadeiro mistério. Muitos estudiosos eescritores associam este termo obscuro e macabro às estranhas criaturaschamadas vampir que viviam nas florestas da Hungria. Outros afirmam que,na Turquia, os bruxos eram chamados de uber e, na Polônia, o termo eraupire, que designa sanguessuga. Muitos outros povos pelo mundo davamnomes diferentes, mas sem dúvida, o que importava realmente era oconceito associado a estas criaturas terríveis, que saíam de seus túmulos ànoite para buscar o sangue dos entes vivos.As lendas sobre vampiros, ousobre criaturas com hábitos semelhantes aos dos vampiros, existem hámilhares de anos, mas ganhou destaque no século XVIII, com a histeriadesencadeada por uma série de incidentes ocorridos no leste europeu. Estescasos se originaram em torno do famoso evento de um soldado, ArnoldPaole, que foi acusado de ter iniciado o surto de vampirismo. Muitosestudiosos, teólogos e cientistas como Voltaire, Diderot e Dom Calmetpassaram a argumentar a favor da existência dos vampiros, elevando asquestões aos níveis acadêmicos. A mais cuidadosa defesa dos vampiros veiodo estudioso bíblico francês Dom Augustin Calmet, em seu trabalho de
 1746,
intitulado
DISSERTATIONS SUR LES APPARITIONS DES ANGES,DES DÉMONS ET DES ESPRITS, ET SUR LES REVENANTS, ETVAMPIRES DE HUNGRIE, DE BOHÊME, DE MORAVIE, ET DESILÉSIE.
Mas foi em1897que Bram Stoker, com a sua romântica história dehorror,
DRÁCULA
, introduziu a imagem do vampiro como a conhecemoshoje. O Conde Drácula, vilão morto-vivo da Transilvânia, tornou-se ovampiro típico com o rosto pálido e enormes caninos, que usava para extrairde sua vítima o precioso líqüido que o mantinha vivo: o sangue. Esta criaturanão refletia no espelho e não gostava da cruz, pois temia a luz divina. Paraespantá-lo, bastava algumas gotas de água benta e uma boa réstia de alho.Para destruí-lo, um martelo e uma estaca ou os raios do sol, armasamplamente usadas pelo seu arquiinimigo Abraham Van Helsing, o caçadorde vampiros. Por mais que Drácula seja fruto da imaginação de Bram Stoker,lembremo-nos de que duas das fontes utilizadas na criação do personagemeram pessoas de carne e osso. A primeira, o Príncipe Vlad III, da Valáquia;outra, a Condessa Elizabeth Bathory. Se Vlad III não era bem um vampiro,apesar de beber o sangue de seus inimigos, a condessa não só ingeriasangue, como também se banhava nele à vontade, acreditando ser oprecioso líqüido a fonte da juventude.
DRÁCULA
foi levado ao cinema em1931, dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi, que se tornouum ícone para todos os filmes posteriores sobre a criatura obscura vinda dastrevas. Mas em1976, Anne Rice, com o seu
ENTREVISTA COM O
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VAMPIRO,
moldou, através da sua personagem, Lestat de Lioncourt, aimagem do novo vampiro contemporâneo, que, em 1994, arrastou, aoscinemas, uma legião de fãs e interessados para esse maravilhoso universo.
 
2-OS VAMPIROS EXISTEM?
 
Segundo o jornalista Marcos Graminha, não há provas concretas que possamprovar a sua existência. Estudos na área da Tanatologia (Thanatos= morte;logia= ciência, o estudo da morte) são bastante conclusivos, mostrando quemuitas das crenças aplicadas ao folclore sobre o assunto têm bases bastantereais, mas não levam a provas irrefutáveis sobre a existência de talcriatura.Diz: _“Se os vampiros existirem, não são como os imaginamos; pois,sentimos a necessidade de exagerar e até fantasiar a respeito, para destaforma nos sentirmos mais seguros, como os vencedores diante da criaturademoníaca. Mas imaginemos um mundo com vampiros: eles seriam ospredadores da raça humana e não passaríamos de “gado”, como pregamalgumas crenças vampíricas. Com a sua experiência e a vivência _elesseriam imortais, podendo viver centenas ou até milhares de anos_, teriampoderes e capacidades além dos limites humanos, tornando-seabsolutamente poderosos e já teriam tomado o poder do mundo. [...] Oupodem existir realmente, mantendo-se escondidos, gerando desinformaçãocomo em uma conspiração, para impedir que os homens os caçem,mantendo desta forma o seu poder sobre os próprios homens, sem anecessidade de se mostrarem?[...]”.Uma vez que o termo vampiro cobreuma grande variedade de criaturas, surge um segundo problema. Osvampiros não estão disponíveis para exames. Com algumas pequenasexceções, o foco central deste assunto recai sobre a crença humana neles.Assim sendo, alguma metodologia se faz necessária para levar emconsideração a crença humana em entidades que objetivamente nãoexistem. O problema não é novo e a vasta literatura sobre vampiros nosfavorece de duas maneiras.A primeira oferece explicações de um contextosocial, isto é, a existência dos vampiros dá às pessoas uma explicação paracertos eventos, de outra forma inexplicáveis (que no Ocidente modernotentamos explicar com termos científicos). A segunda abordagem épsicológica e explica o vampiro como existindo no cenário psíquico íntimo doindivíduo. As duas abordagens não necessariamente se excluem.De acordocom a distribuição mundial dos vampiros, podemos afirmar que eles têm seupróprio lugar em cada cultura, um exemplo vem da América Central, ondeexistem os camazots, muito parecidos com os vampiros da Europa Oriental,mas, nas diferentes culturas são encontrados sob formas peculiares; pois, oscamazots ainda são cultuados, como deuses, por populações locais,merecedores de estátuas na América Central, enquanto nenhum europeu iriapensar em fazer esculturas para vampiros. Também no Novo Mundo, osperuanos pré-colombianos acreditavam numa classe de demônios chamadoscanchus ou bumapmicuc, os quais sugavam o sangue dos jovens adormecidosde modo a partilhar sua vida.
 
3-O MITO DOS VAMPIROS E SUA HISTÓRIA
 
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O mito dos vampiros tem milhares de anos e ocorre em quase todas culturasdo mundo. Sua variedade é quase infinita. Dos monstros de olhos vermelhose cabelos verdes ou rosa da China, aos gregos Lâmias que têm a partesuperior de uma mulher e na inferior o corpo de uma serpente dotada deasas, das raposas e gatos vampiros do Japão, os camazots da AméricaCentral, a uma cabeça que arrasta as entranhas do corpo chamada dePenanggalang da Malásia.A primeira mulher na terra foi Lilith, de acordocom antiga crença semita. No Talmude, livro das leis, dos costumes e datradição judaicas, Adão teve uma mulher antes de Eva, chamada Lilith. Masela foi desobediente a Adão, desafiando a sua autoridade. Tomada de raiva,ela abandonou Adão, embora três anjos, Sanvi, Sansanvi e Samangelaf,tentassem convencê-la a ficar. Devido a sua desobediência, seus filhosforam mortos e ela se transformou em um monstro que perambulava nanoite. Eva então entrou na história dando e criando outros filhos a Adão.Extremamente ciumenta, Lilith decidiu vingar-se matando filhos e filhas deAdão e Eva. Como os homens são todos descendentes de Adão e Eva, devemdefender-se dos ataques de Lilith. Os judeus medievais possuíam amuletosespeciais para se proteger contra seus ataques, um feito para meninos eoutro para meninas. Tradicionalmente, eles representam os três anjos quetentaram persuadir Lilith a não deixar Adão.Assim, na mitologia semita,Lilith, está intimamente associada aos vampiros, por sua vez também àsbruxas, é um espectro que paira sobre a religião e a cultura judaica. No atosexual ela ficava por cima de Adão, e não quis ser subjugada pelo macho,daí sua revolta. Este fato retrata, talvez, a transição dos cultos a deusa parao deus judaico, de uma sociedade agrária ou coletora para uma pastoril.Este fato se repetiu inúmeras vezes pelo mundo, não de sua existênciaobjetiva, mas sim subjetiva, mas com exteriorizações.Lilith, em sua origem,deve ter sido um arquétipo da grande deusa mãe, que tentou resistir ainvasão do patriarcado. Possivelmente Abel, o pastor, foi sacrificado a estagrande mãe. Mas as coisas não foram tão fáceis para os pastores patriarcais.Muitas mulheres ficaram fascinadas pelo culto à grande mãe. Um bomexemplo é a história de Sodoma e Gomorra. Lot foi expulso da cidade,registrada nesta passagem: _“O povo de Sodoma cercou a casa de Lot, domais velho ao mais jovem. E eles proferiram: que se vá embora, umestranho, que veio morar conosco e agora quer ser um juiz?”. Com isso ficaclaro que os habitantes de Sodoma não eram hebreus, e que a alegoria daconversa entre Lot e Deus é um acréscimo posterior.A parte mais curiosatem a ver com a mulher de Lot, que não quis acompanhá-lo, poispossivelmente preferiu ficar com o culto à grande deusa. Ou seja, a históriade virar uma estátua de sal é mais uma alegoria. Lot afogou suas mágoascom as duas filhas em uma relação incestuosa.O nome Lilith vem daMesopotâmia, encontrada nas Civilizações Sumeriana, Acadiana eBabilônica, onde há várias divindades nas quais ocorre o sufixo “lil” como,por exemplo, os deuses Nilil e Enlil, entre outros. Belit-ili, Lillake, acananéia Baalat, a Divina Senhora, são alguns de seus nomes. Nas
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