Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
3Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Guia da Reserva Natural Local do Estuário do Douro

Guia da Reserva Natural Local do Estuário do Douro

Ratings: (0)|Views: 296 |Likes:
A Reserva Natural Local do Estuário do Douro é gerida pelo Parque Biológico de Gaia.
Este guia, editado em 2011, é obra de diversos autores, que abordam áreas que vão da geologia à botânica, da zoologia à história local.
A Reserva Natural Local do Estuário do Douro é gerida pelo Parque Biológico de Gaia.
Este guia, editado em 2011, é obra de diversos autores, que abordam áreas que vão da geologia à botânica, da zoologia à história local.

More info:

Published by: Parque Biológico de Gaia on Oct 23, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/05/2012

pdf

text

original

 
O Cabedelo para mim era o deserto cheio de prestígio e de aventuras... Erano Cabedelo que tomávamos os melhores banhos, deitados na areia, deixan-do vir sobre nós a vaga num rodilhão de algas e espuma. Andar um momentoenvolvido na crista da onda, ser atirado numa sufocação sobre a areia,correr de novo para o mar, direito à vaga que se encapela lá no fundo, formando con-cha, outra vez aturdido e impregnado de uma vida nova; e depois procurar, a escor-rer, um côncavo quentinho de areia que nos sirva de abrigo contra o vento e se-car-se a gente naquele lençol doirado – é uma das coisas boas da terra.E outro prazer simples e extraordinário é ir descalço pelo grande areal fora com os pés naágua. A onda vem, espraia-se, molha-nos e salpica-nos de espuma. Calca-se esse mostobranco e salgado, que gela e vivifica, e caminha-se sempre ao lado dos sucessivos rolosque se despedaçam na areia. Ao longe o mar chapeado de placas movediças... A ondavem, cresce e, antes de se despedaçar em espuma, o sol veste-a de uma armadura deaço a reluzir. Há-as de um esverdeado de alga morta, há-as que se derretem e fundemem torvelinhos de branco e há-as que recuam e se enovelam noutras ondas prestes adesabar. Mas há umas, esplêndidas, que vi em Mira, ao pôr do Sol, quando o vasto arealfica todo ensanguentado. A onda forma-se e corre por aquela magnífica estrada que vemdo sol até à praia, ganha primeiro reflexos doirados na crista e depois, quando se estirapelo areal molhado, fica cor do vinho nos lagares.Outras vezes percorríamos o Cabedelo a pé como exploradores. Há lá canaviais, poçasde água azul e polida, rochas luzidias por onde escorregávamos
 1
, peixes nascidos queprocuram o refúgio das pedras e a água aquecida para se acabarem de criar, caranguejosnas fisgas e, na vazante da maré, grandes lagos que navegávamos ao acaso, deixando obarco ir à toa e encalhar no areal...O Cabedelo produz, além das canas
2
, uma espécie de cardo
 3
, plantas rasteiras e hu-mildes de folha dura, que dão uma flor pequenina e vermelha, outras que parecem oschapotos
que nascem nos velhos muros, e ainda outras mais pobres com a folha emescama pela haste acima
. Estes vastos areais, revestidos às vezes de cabelos de oiro
que seguram as dunas, estão todo o ano a concentrar-se para em Agosto sair daquelasecura e do amargo do sal, um lírio branco
que os perfuma, dura algumas horas e logodesaparece.
 RaulBrandão(1923),Nocabedelo–“OsPescadores”.
1
 Provavelmentea pedra deescorregarnas pedras do Maroiço.
2
Cana-galega - Arundo donax.
 3
Cardo-marítimo-Eryngiummaritimum.
 Provavelmenteo Hydrocotylebonariensis conhecido porChapéus quevivenas areias marítimas em contacto comágua doce(verglossário).
 ProvavelmenteaGranza-da-praia-Crucianellamaritima,masosCordeirinhos-da-praia-OtanthusmaritimuseaMorganheira-das-praias - Euphorbia paralias também apresentam estas caraterísticas.
 Estorno - Ammophila arenaria subsp.arundinacea.
 Lírio-das-praias-Pancratiummaritimum.
GUIA DARESERVA NATURALLOCAL DO ESTUÁRIO DO DOURO
Coordenação:
Coordenação: NunoGomesOliveira 
Textos:
Textos:NunoGomesOliveira,PauloPaesde Faria, Henrique Nepomuceno Alves, José Portugal, Pedro Quintela, J. J. Gonçalves Guimarães, António Manuel S. P. Silvae Narciso Ferreira.
 
COMO OBSERVAR E IDENTIFICAR AVES
Se não conseguir identificar muitas das aves que observa, não se sinta desmotivado.Aprecie e usufrua dos momentos que lhe proporcionam as aves que vê. Com o tempovai dando conta que as conhece cada vez melhor.Seguem-se nove recomendações básicas.
Adquira um binóculo de qualidade
, e pratique a observação de forma a adaptar-seo melhor possível à sua utilização e manuseamento.
Quando deteta a ave procure em primeiro lugar proceder a uma rápida identifi-cação sem recurso a aparelhos óticos
. O campo de visão do binóculo é muito maisreduzido, podendo dificultar a localização da ave.
Não considere as cores como fator determinante da identificação.
Muitas vezes édifícil, numa ave à distância, ter uma noção exata das cores da sua plumagem. Nor-malmente a intensidade da luz e as sombras distorcem as cores e tonalidades.
A perceção do tamanho é um fator de muita utilidade, contudo lembremo-nos queas condições de observação podem induzir em erro.
A mesma ave planando porcima do observador contra o céu ou observada de cima a voar no fundo dum vale so-bre o arvoredo pode parecer, conforme o caso, maior ou menor do que realmente é.
Preste atenção à forma, perfil da ave e ao seu comportamento.
Por exemplo, o ta-manho e forma do bico, o comprimento das patas, a existência ou não de uma crista,assim como se caminha ou saltita, plana em voo ou tem batimentos de asa rápidos,são alguns dos indícios visíveis que imediatamente eliminam muitas possibilidades.
A época do ano e o habitat em que é realizada a observação é sempre um aspetode muita utilidade a ter em consideração.
Por exemplo, numa montanha de interiorespera-se ver uma série de espécies diferentes daquelas que se pode observarnuma praia do litoral. O mesmo sucede conforme a época do ano; por exemplo háespécies migradoras estivais e outras invernantes cuja probabilidade de observaçãoé maior em determinadas épocas.
Os cantos e chamamentos são muito importantes para a identificação.
Em algu-mas aves canoras o canto e chamamentos é a forma mais segura de identificação daespécie. O conhecimento dos cantos e chamamentos específicos é uma mais-valiapara o observador de aves, que exige muito mais prática.
Utilize um bom guia de campo,
que apresente boas gravuras e as caraterísticas einformação das aves de maior utilidade para a identificação no campo.Finalmente aquela que se pode considerar a mais importante recomendação paratodos os que se iniciam na observação de aves:
muita persistência e sempre quepossível vá para o campo acompanhado de alguém que conheça as aves e sejamais experiente na identificação.
SAPAL
CENTRO DE ACOLHIMENTODA RNLED
 ANTIGO POSTODA GF
 ANTIGA SECA DO BACALHAUPEDRAS DO MAROIÇO
PEDRA DOSTINTOS
PORTINHO
PEDRA DOCÃO
MARINA 
CAPELA DE S. PAIOPORTO DA  AFURADA 
CANAL
CASTELO DES. JOÃO
LÍ MSLMOHESLUSGOEE A  A HO
CAPELA DESÃO MIGUEL-O-ANJO
BAIA DE S. PAIO
     E     L     C     A     B     D     E     O
    L    i    m    i    t    e     d    e    s    e    r    v    a    a    r
 
GUIA DARESERVA NATURALLOCAL DO ESTUÁRIO DO DOURO
Coordenação:Nuno Gomes Oliveira Textos:Nuno Gomes Oliveira, Paulo Paes de  Faria, Henrique Nepomuceno Alves, José Portugal, Pedro Quintela, J. J. Gonçalves Guimarães, António Manuel S. P. Silva e Narciso Ferreira.
2011

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->