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CIRURGIA PLÁSTICA

CIRURGIA PLÁSTICA

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cirurgia plastica
cirurgia plastica

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10/23/2012

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1.
 
Introdução
Cirurgia plástica é um termo originalmente derivado da palavra grega
 plastikos,
quesignifica moldar ou alterar a forma. A cirurgia plástica é uma especialidade cirúrgicaextremamente variada cujo objetivo é em restaurar a forma e a função. Conformedefinido pelo
 American Board of Plastic Surgery,
“a especialidade de
cirurgia plásticalida com o reparo, a substituição e a reconstrução pós-defeitos da forma ou funçãoenvolvendo a pele, sistema musculoesquelético, estruturas craniomaxilofaciais, mão,extremidades, mama, tronco e genitália externa. Utiliza princípios cirúrgicos estéticosnão somente para melhorar o indesejável nas estruturas normais, como também em
todos os procedimentos reconstrutores.”
 A natureza distinta desta disciplina se presta a muitas áreas de especialização. Estasincluem, mas não se limitam, a cirurgia microvascular e de mão, cirurgiacraniomaxilofacial, cirurgia no tratamento agudo e de reconstrução em queimaduras, ecirurgia estética. Desta forma, oferecemos uma breve descrição da cirurgia plástica comênfase em reconstrução.
 
2.
 
Princípios Gerais e Técnicas em Cirurgia Plástica
 
2.1.
 
Incisões Cutâneas e Excisões
Como a cirurgia plástica lida com feridas difíceis e seus problemas, é necessáriaatenção meticulosa no fechamento das mesmas para evitar cicatrizes indesejadas.Incisões cutâneas são cuidadosamente planejadas para minimizar a cicatriz. Dobrascutâneas e áreas cobertas por pelos representam localização úteis para camuflarincisões. Por exemplo, incisões faciais podem ser escondidas nas dobras pré-auriculares, subciliares ou nasolabiais. Incisões na mama podem ser encobertas napele periareolar, sulco inframamário ou axila.Deve ser evitada a tensão ao longo da incisão cutânea, porque certamenteresultará em cicatrizes largas e desagradáveis. A tensão é distribuída irregularmentena pele e que a pele humana é menos distensível na direção das linhas de tensão do
que transversalmente a elas. As “linhas de Langer” podem ser usadas para planejar 
as incisões cutâneas e diminuir a tensão ao longo da incisão. Quando possível, asincisões devem ser feitas perpendicularmente ao eixo longitudinal dos músculossubjacentes. Linhas de força (LF) são linhas de tensão mínima, que frequentementese apresentam como linhas de rugas ou linhas naturais da pele. As LF corremperpendicularmente ao músculo (Fig. 1). Um exemplo deste princípio são as linhasde ruga da testa, que são perpendiculares ao músculo frontal verticalmenteorientado. Certas áreas anatômicas onde existe tensão excessiva da pele devem serevitadas, sempre que possível. As incisões nos ombros, dorso e tórax anterior sãoáreas de alta tensão e mobilidade, onde é difícil evitar uma cicatriz larga. Ospacientes devem ser questionados sobre sua propensão a desenvolver cicatrizeshipertróficas ou queloides. Orelhas, tórax anterior e os ombros são áreas que tendema apresentar esses tipos de cicatrizes problemáticas.Quando possível, as incisões cutâneas não devem ser realizadas em superfíciesque suportam peso ou são de uso intenso. Incisões feitas na palma da mão, planta dopé ou ponta dos dedos por vezes ocasionam cicatrizes dolorosas e prejudiciais àfuncionalidade. As cicatrizes lineares se contraem em até 20% no eixo longitudinal.Por essa razão, as cicatrizes cruzam a superfície flexora das articulações podemrestringir a amplitude do movimento. Esse problema é evitado através do
 
planejamento e do desenho em zigue-zague da incisão transversalmente à dobraflexora.O desenho mais favorável para excisão é a elipse com uma proporção de 4:1 docomprimento para a largura; isso favorecerá o resultado sem deixar excesso detecido nas extremidades da incisão (deformidade
em “orelha de cão”). Uma ferida
excisional circular espontaneamente se orienta em um defeito ovoide de acordo comos princípios de
 Langer 
, orientando um padrão elíptico complementar e permitindoum fechamento mais estético. Nos casos em que o comprimento da cicatriz é umapreocupação, defeitos circulares podem ser fechados com uma sutura em bolsa, e acicatriz desfavorável resultante pode ser retocada após alguns meses. A sutura embolsa é particularmente útil na face, onde a pele é frouxa e os defeitos circulares sãocomuns.
 2.2.
 
Feridas Abertas
O fechamento da ferida por cicatrização primária, ou primeira intenção, envolveo fechamento da ferida por aproximação direta da pele, por retalho ou por enxerto.O resultado é a transformação de uma ferida aberta em uma ferida fechada duranteuma única sessão cirúrgica. A cicatrização espontânea, ou por segunda intenção,envolve a cicatrização das feridas sem manipulação cirúrgica. A cicatrizaçãoterciária, cicatrização terceira intenção ou fechamento primário tardio, combinacaracterísticas tanto do fechamento primário como da cicatrização espontânea.Nesse caso, a ferida contaminada é deixada aberta por vários dias a fim de permitirque as defesas normais do hospedeiro realizem a desbridamento da ferida. A feridaé, então, fechada primariamente e a força de tensão de se desenvolve normalmente.Uma ferida aberta que passa por cicatrização espontânea pode ter esse processoagilizado se os fatores etiológicos são reconhecidos e o tratamento otimizado. Acicatrização da ferida é negativamente influenciada por fatores sistêmicos,regionais, ou locais (Fig. 2). Fatores sistêmicos incluem historia de tabagismo ativo,diabetes, desnutrição, anemia, hipoxemia, insuficiência cardíaca congestiva oudoença arterial coronariana, imunossupressão, câncer e fatores genéticos. Fatoresregionais incluem aterosclerose periférica, hipertensão venosa e neuropatiaperiférica. Causas locais compreendem trauma, queimaduras, pressão, infecção,

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