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04 - Argu. Jurídica Plano de Aula 1 2 e 3 atual

04 - Argu. Jurídica Plano de Aula 1 2 e 3 atual

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08/26/2013

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Plano de Aula
 
1
:
 
TEORIA E PRÁTICA DA ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA
 
TemaA distinção entre o texto argumentativo e o texto narrativoEstrutura do Conteúdo
1. Tipologia Textual: 1.1. texto narrativo 2. Características de semelhança e de diferenciação entre cada um dos tipos de texto1.2. texto descritivo 3. Tipologia textual e macro-estrutura das peças processuais1.3. texto dissertativo 4. Narrativa jurídica a serviço da argumentação de teses1.4. texto injuntivo
Aplicação Prática Teórica
Todo profissional do Direito, quando descreve o tipo de atuação profissional que escolheu, associa essa atividade à tarefa argumentativa. Os exemplos de advogados,promotores e defensores bem sucedidos baseiam-se em uma atuação ? argumentativa ? brilhante que convença o magistrado da necessidade de conceder a tutela jurisdicionaldos direitos daqueles que representam em juízo.Inicialmente, é fundamental ressaltar a ideia de que essa atuação profissional deve ser marcada pela eficiência técnica e persuasiva, mas nunca pode perder de vista a éticae a moral. Lembremos que antes mesmo dos sistemas jurídicos positivados, o homem deveria pautar sua conduta pelos valores universais do que é certo e justo.Diante desse cenário geral, precisamos lembrar, ainda, que o papel principal do direito é compor conflitos e que a atividade processual é marcada pelo contraditório e pelaampla defesa.Em outras palavras, quando um advogado atuar no Judiciário para defender os interesses de seu cliente, terá a certeza de que está ali para ajudar na solução de um conflitosocial cuja composição não foi conseguida pelas partes sem o auxílio de terceiros.Cada um dos envolvidos na demanda enxerga os fatos de uma maneira, ou seja, cada qual atribui aos fatos do caso concreto uma interpretação distinta (a que mais lheinteressa).A argumentação jurídica caracteriza-se, especialmente, por servir de instrumento para expressar a interpretação sobre uma questão do Direito, que se desenvolve em umdeterminado contexto espacial e temporal. Ao operar a interpretação, impõe-se considerar esses contextos, ater-se aos fatos, às provas e aos indícios extraídos do caso concretoe sustentá-la nos limites impostos pelas fontes do Direito.Parece claro que nenhum juiz pode apreciar um pedido sem conhecer os fatos que lhe servem de fundamento. Conforme ressalta Fetzner1[1], a narração ganha
status
demaior relevância, porque serve de requisito essencial à produção de uma argumentação eficiente. É por essa razão que se costuma dizer que a narração está a serviço daargumentação.Resumidamente, um profissional do Direito deve recorrer ao texto argumentativo para defender seu ponto de vista, mas para o sucesso dessa tarefa, precisa ter, antes, umaboa narração, na qual foram expostos os fatos de maior relevância sobre o conflito debatido.Para melhor compreender as características que distinguem narração e argumentação, observe a tabela.
QUESTÃO
São apresentados dois textos adiante. Em primeiro lugar, identifique se esses textos são narrativos ou argumentativos. Em seguida, procure justificar sua resposta por meio dacópia de alguns fragmentos pontuais. Você pode usar como parâmetro a tabela explicativa anterior.Texto 12[1]Não é de hoje que eu defendo que o advogado e qualquer cidadão podem gravar as conversas travadas em mesa de audiência, sem a necessidade de avisar aospresentes, entre eles a pessoa do Magistrado que a preside. Antigamente, isso era impossível de ocorrer por conta do tamanho dos gravadores e da necessidade de estarempróximos de quem falava para obtenção nítida da voz. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, são inúmeras as ?traquitanas? que gravam voz a distância e com excelenteresultado em termos de qualidade de audição.Não vejo e nem nunca vi nenhuma ilicitude nisso. As audiências são públicas, quem as grava busca o registro de tudo para sua posterior orientação e também, emeventuais casos, para o exercício pleno da sua defesa (art.5, LV da CRFB). Filmar recai na mesmíssima hipótese.Hoje já existe projeto em curso de implantação ? nas Varas que contam com processos eletrônicos ? de se gravar a voz e filmar a imagem de todos, criando um melhor registro ao processo e alcance de uma maior transparência e publicidade. O saldo positivo de se gravar é proporcionar a todos os que participam daquele momento de embate jurídico o respeito, a cordialidade, o tratamento polido, evitar ironias, críticas pessoais, assédio processual/judicial, etc. Enfim, não faz mal algum gravar tudo, pois quem não devenão teme. (...)
Texto
23[2]
O autor, de reputação ilibada, dirigiu-se à empresa-ré a fim de adquirir automóvel novo, para comemorar o dia dos pais vindouro, com sua esposa e filha, assinandodeclaração como instrumento comprobatório do termo de responsabilidade assumido (documento nº 137/12).Nestes termos, as partes combinaram, de comum acordo, que o automóvel novo estaria disponível para o autor cinco dias depois. No entanto, para absoluta surpresa doautor, no dia combinado o automóvel sequer havia chegado à concessionária. Ressalta-se que o autor já havia, nesta data, entregue seu veículo à empresa-ré, encontrando-se emsituação de completo desamparo.A esposa do autor, neste ínterim, foi acometida de mal súbito, tendo sido o seu atendimento prejudicado devido à demora para chegar ao hospital, já que teve de ir detáxi. A entrada na seção do pronto-socorro do hospital foi registrada às 21 horas do dia17 de junho de 2012, conforme documento em anexo (documento nº ___) e, até aconsumação do atendimento e respectiva medicação, suportou intensas dores, não podendo sequer se locomover sem auxílio de terceiros.
1[1] CAVALIERI FETZNER, Néli Luiza (Org. e Aut.); TAVARES, Nelson; VALVERDE, Alda.
Lições de argumentação jurídica
. Rio de Janeiro: Forense, 2009, capítulo 2.3[2] Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/16842/indenizacao-em-relacao-de-consumo-juizado-especial>. Acesso em: 20 jun. 2012.
 
ARGUMENTAÇÃO
 
Qual o Objetivo? Defender uma tese
(ponto de vista) compatível com o interesse daparte que o advogado representa.
Como o fato é tratado?
O fato (informação) narrado é aqui retomado com o
status
de
elemento de persuasão
; é um
elemento de prova
com o qual defende a tese.
Qual o tempo verbal utilizado? Presente
? tempo verbal mais adequado para sustentar o ponto devista. (Ex.: o autor deve ser indenizado por seu empregador);
Pretérito
? deve ser usado para retomar os fatos (provas / indícios) relevantes da narração, com osquais defenderá a tese. (Ex.: o autor deve ser indenizado por seu empregador porque sofreu umacidente no local de trabalho);
Futuro
? deve ser usado ao desenvolver as hipóteses argumentativas. (Ex.: o trabalhador devereceber o benefício do INSS, pois, caso contrário, não terá como se sustentar).
 
Qual a pessoa do discurso?
Também se utiliza a
3ª pessoa
, pela mesma razão.
Como os fatos são organizados?
Os fatos e as ideias são organizados em
ordemlógica
, ou seja, da maneira mais adequada para alcançar a persuasão do auditório.
Quais seus elementos constitutivos?
Antes de redigir uma argumentação consistente,tente refletir sobre, pelo menos, as seguintes questões: a) Qual o
fato gerador doconflito
? b) qual a
tese
que será defendida? C) com que
fatos
sustentará essa tese? d)Que
tipos de argumento
deverá utilizar?
Qual a natureza do texto?
O texto argumentativo tem
função persuasiva
por excelência.
Quanto à parcialidade:
Não há como defender uma tese sem adotar umposicionamento. Toda argumentação é
valorada
.
 
NARRAÇÃO
 
Qual o Objetivo? Expor os fatos
importantes do caso concreto a ser solucionado no Judiciário.
Como o fato é tratado?
Cada fato representa uma
informação
que compõe ahistória da lide a ser conhecida no processo.
Qual o tempo verbal utilizado? Pretérito
? é o mais utilizado, porque todos osfatos narrados já ocorreram. (Ex.: o empregado sofreu um acidente);
Presente
? fatos que se iniciaram no passado e que perduram até o momento danarração. (Ex.: o empregado está sem capacidade laborativa);
Futuro
? não é utilizado porque fatos futuros são incertos.
Qual a pessoa do discurso?
Utiliza-se a
3ª pessoa
, por traduzir aimparcialidade necessária à atividade jurídica.
Como os fatos são organizados?
Os fatos são dispostos em
ordemcronológica
, ou seja, na mesma ordem em que aconteceram no mundo natural.
Quais seus elementos constitutivos?
Uma narrativa bem redigida deve responder,sempre que possível, às seguintes perguntas: a)
O quê?
(fato gerador); b)
quem?
(partes);c)
onde?
(local do fato); d)
quando?
(momento do fato); e)
como?
(maneira como os fatosocorreram); f)
por quê
?
(
motivações da lide).
Qual a natureza do texto?
O texto narrativo tem
natureza predominantementeinformativa
. Sua função persuasiva está atrelada à fundamentação.
Quanto à parcialidade:
Uma narrativa pode ser 
simples
(imparcial)
ouvalorada
, dependendo da peça a produzir.
 
 
Procedimentos de EnsinoEm primeiro lugar, é importante destacar que são muito raros os textos puros, ou seja, integralmente narrativos, descritivos ou dissertativos.Temos de observá-los em termos de predominância de certos padrões, que determinam sua classificação.Pode ser interessante o professor indicar qual a tipologia aplicável a cada um dos incisos do
artigo 282 do CPC
e outros semelhantes, em quese observam as partes que estruturam as peças processuais.Sempre que for possível, é interessante levar outras peças para discutir o mesmo conteúdo, com auxílio de datashow ou retroprojetor.
Quanto a questões objetivas
:Muitos esforços têm sido reunidos para garantir a aprovação dos nossos alunos na OAB e obter bons resultados no Enade. Sabemos que fazer provas e resolver questões exige do avaliado habilidades e competências que não podem ser exercitadas apenas nos períodos finais; aocontrário: é função primordial do professor das disciplinas de primeiros períodos contribuir de forma vigorosa para esse sucesso, incentivandoa prática reiterada de solução de questões semelhantes às aplicadas nesses exames.É com essa mentalidade que contamos com sua contribuição para, sempre que possível, resolver as questões objetivas de exames anterioresdo Enade.
Considerações Adicionais
 Na narrativa, os fatos são vividos por personagens em determinado lugar e tempo. Existindo um narrador que assume duas perspectivasbásicas diante do texto agindo como uma personagem ou como um mero observador.
 
objetiva
- apenas informa os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com o que está noticiado. É de cunho impessoal e direto.
 
subjetiva
- leva-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. São ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentosdesencadeiam nos personagens.
 
Elementos básicos da narrativa
:
 
Fato
- o que se vai narrar (O quê ?)
 
Tempo
- quando o fato ocorreu (Quando ?)
 
Lugar 
- onde o fato se deu (Onde ?)
 
Personagens
- quem participou ou observou o ocorrido (Com quem ?)
 
Causa
- motivo que determinou a ocorrência (Por quê ?)
 
Modo
- como se deu o fato (Como ?)
 
Conseqüências
(Geralmente provoca determinado desfecho)Conforme ressalta Fetzner, a narração ganha
status
de maior relevância, porque serve de requisito essencial à produção de uma argumentação eficiente. Épor essa razão que se costuma dizer que a narração está a serviço da argumentação.Cada um dos envolvidos na demanda enxerga os fatos de uma maneira, ou seja, cada qual atribui aos fatos do caso concreto uma interpretação distinta (a quemais lhe interessa), conforme se verifica no gráfico adiante:
Argumentação: tese e contestação da proposição
 É por essa razão que se costuma dizer que a narração está a serviço daargumentação.Um profissional do Direito deve recorrer ao texto argumentativo para defender seu ponto de vista. Mas para obtenha sucesso, precisa ter, antes, uma boanarração, dos fatos de maior relevância sobre o conflito debatido.Para melhor compreender as características que distinguem narração eargumentação, observe a tabela.
 
A contextualização da disciplina Teoria e Prática da Argumentação Jurídica
Essa cotextualização diretamente ligada a necessidade de continuidade do trabalho de produção das peças processuais iniciado na disciplina anterior,buscando
:
 
Reconhecer as diferenças entre texto narrativo e texto argumentativo.
 
Compreender a relevância da narração para a produção da argumentação.
 
Identificar que a parte argumentativa da peça inicial refere-
se ao ―Do Direito‖.
Parte descritivaParte narrativaParte argumentativaParte injuntivaPetição Inicial
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da ____ Vara ____ daComarca ______
Qualificação das partesDos fatosDo direitoDo pedido
1- _____________________;2- _____________________;3- _____________________;Das provasDo valor da causa
 
Seção I
Dos Requisitos da Petição Inicial
 
Art. 282. A petição inicial indicará:
I
- o juiz ou tribunal, a que é dirigida;II - os nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e doréu;III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;IV - o pedido, com as suas especificações;V - o valor da causa;VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;VII - o requerimento para a citação do réu.Art. 283. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis àpropositura da ação.
 
 
Plano de Aula 2:
Teoria e Prática da Argumentação Jurídica
 
Tema
Silogismo a serviço da argumentação.
 
Estrutura do Conteúdo
1. Silogismo 2. Silogismo e Positivismo1.1. definição 3. Silogismo e Argumentação1.2. estrutura 4. Razoabilidade e argumentação silogística
Aplicação Prática TeóricaO ensino de Direito no Brasil fundou suas raízes em forte influência do chamado Positivismo jurídico. Segundo essa doutrina, os profissionais que atuam na soluçãode conflitos levados ao Judiciário deveriam encontrar o sentido do direito no sistema de normas escritas que regulam a vida social de um determinado povo.De acordo com os adeptos dessa teoria, portanto, a prática jurídica deveria limitar-se à aplicação objetiva das normas vigentes ao caso concreto que se pretendiaanalisar, por meio de um método denominado silogismo. Esse método caracteriza-se por uma operação lógica em que compete ao juiz amoldar os acontecimentos da vidacotidiana à norma proposta pelo Estado.Na prática, o silogismo[1][1]apresenta três proposições ? premissa maior, premissa menor e conclusão ? que se dispõem de tal forma que a conclusão deriva de maneira lógica das duas premissas anteriores. Mas será que a lei deve ser aplicada a qualquer custo, ou cabe ao magistrado interpretar a vontade do legislador e usar a normacom razoabilidade? Nesse sentido, vamos refletir sobre o caso concreto que se lê.
Caso Concreto
"AMAR É FACULDADE, CUIDAR É DEVER", DIZ MINISTRA.A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou um pai a indenizar em R$ 200 mil a filha por "abandono afetivo". A decisão é inédita. Em 2005, aQuarta Turma do STJ havia rejeitado indenização por dano moral por abandono afetivo.O caso julgado é de São Paulo. A autora obteve reconhecimento judicial de paternidade e entrou com ação contra o pai por ter sofrido abandono material e afetivodurante a infância e adolescência. O juiz de primeira instância julgou o pedido improcedente e atribuiu o distanciamento do pai a um "comportamento agressivo" da mãe dela emrelação ao pai. A mulher apelou à segunda instância e afirmou que o pai era "abastado e próspero". O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reformou a sentença e fixou aindenização em R$ 415 mil.No recurso ao STJ, o pai alegou que não houve abandono e, mesmo que tivesse feito isso, não haveria ilícito a ser indenizável e a única punição possível pela faltacom as obrigações paternas seria a perda do poder familiar.A ministra Nancy Andrighi, da Terceira Turma, no entanto, entendeu que é possível exigir indenização por dano moral decorrente de abandono afetivo pelos pais."Amar é faculdade, cuidar é dever", afirmou ela na decisão. Para ela, não há motivo para tratar os danos das relações familiares de forma diferente de outros danos civis."Muitos magistrados, calcados em axiomas que se focam na existência de singularidades na relação familiar - sentimentos e emoções -, negam a possibilidade dese indenizar ou compensar os danos decorrentes do descumprimento das obrigações parentais a que estão sujeitos os genitores", afirmou a ministra. "Contudo, não existemrestrições legais à aplicação das regras relativas à responsabilidade civil e o consequente dever de indenizar/compensar, no direito de família".A ministra ressaltou que, nas relações familiares, o dano moral pode envolver questões subjetivas, como afetividade, mágoa ou amor, tornando difícil a identificaçãodos elementos que tradicionalmente compõem o dano moral indenizável: dano, culpa do autor e nexo causal. Porém, entendeu que a paternidade traz vínculo objetivo, comprevisões legais e constitucionais de obrigações mínimas."Aqui não se fala ou se discute o amar e, sim, a imposição biológica e legal de cuidar, que é dever jurídico, corolário da liberdade das pessoas de gerarem ouadotarem filhos", argumentou a ministra.No caso analisado, a ministra ressaltou que a filha superou as dificuldades sentimentais ocasionadas pelo tratamento como "filha de segunda classe", sem quefossem oferecidas as mesmas condições de desenvolvimento dadas aos filhos posteriores, mesmo diante da "evidente" presunção de paternidade e até depois de seureconhecimento judicial.Alcançou inserção profissional, constituiu família e filhos e conseguiu "crescer com razoável prumo". Porém, os sentimentos de mágoa e tristeza causados pelanegligência paterna perduraram, caracterizando o dano. O valor de indenização estabelecido pelo TJ-SP, porém, foi considerado alto pelo STJ, que reduziu a R$ 200 mil, valor quedeve ser atualizado a partir de 26 de novembro de 2008, data do julgamento pelo tribunal paulista.
Questão discursiva
No caso concreto apresentado, percebe-se que o Judiciário reconheceu o direito à indenização por danos morais decorrentes de abandono afetivo. Até então, entendia-seque o amor é um bem jurídico não exigível, razão pela qual as indenizações eram sistematicamente negadas.Releia a afirmação da Ministra Nancy Andrighi acerca dessa questão: "Muitos magistrados, calcados em axiomas que se focam na existência de singularidades na relaçãofamiliar - sentimentos e emoções -, negam a possibilidade de se indenizar ou compensar os danos decorrentes do descumprimento das obrigações parentais a que estão sujeitosos genitores".Com base nas informações recebidas na aula de hoje, comente, em até 10 linhas, a citação da Ministra Nancy Andrighi. Utilize, para tanto, os conceitos discutidos na aula dehoje.
Considerações Adicionais
 
A compreensão do direto por muitos profissionais, na atualidade, passa ainda pela aplicação silogística da norma jurídica. Razoável ou não a decisão, a sociedade fica à mercê danorma positivada, ao invés de a lei servir à sociedade em seus fins morais e ideológicos.
Silogismo a serviço da argumentação.
Definição de Argumento
 
 
Conceitual:
―Um argumento é um conjunto de proposições que utilizamos para justificar (provar, dar razão, suportar) algo. A proposição qu
e queremos justificar tem o nome de conclusão; as proposições que pretendem apoiar a conclusão ou a justificam têm o nome de premis
sas.‖ (António Padrão,
“Algumas noções de lógica” 
, 2012 )
 
Estrutural
: O termo argumento designa um conjunto de proposições em que se procura justificar ou defender uma delas (a conclusão ) com base nasrestantes (as premissas ).
Definição de
 
Silogismo:
é um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita, constituída de três proposições declarativasque se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras, chamadas premissas, é possível deduzir uma conclusão. (
Por MATOS, José A. (SP) em 13-04-2008
)
 
Todo homem é mortal (premissa maior)
 
Sócrates é homem (premissa menor)
 
Sócrates é mortal (conclusão)A primeira,
Premissa maior,
deve ser universal -
todo
ou
nenhum
(não pode ser alguns)- pois sua característica é a universalidade.A segunda,
Premissa menor,
será
 
específica. Entre elas deve haver uma ideia comum. Essa é a condição indispensável para um silogismo verdadeiro.
ESTRUTURA DO SILOGISMO
[1][1]FETZNER, Néli Luiza Cavalieri (Org. e Aut.); TAVARES, Nelson; VALVERDE, Alda.
Lições de argumentação jurídica.
2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008, capítulo 1.
 

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