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Tutela e Curatela Fins Inss

Tutela e Curatela Fins Inss

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12/04/2012

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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 1 ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE CASTRO/PRCLEMILDINHA CREU CREU, brasileira, paranaense,desquitada, empregada doméstica, com endereço á Rua ........ nº ., Bairro Centro,Castro/PR, portadora do CPF nº ............ e RG nº ...........SSP/PR, por seu advogado abaixoassinado, nos termos dos artigos 1.768 do CC e 1.177 a 1.186 do Código de ProcessoCivil, e demais legislações aplicáveis à espécie, vem à presença de V. Exa., ajuizar opresente pedido de vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor apresente AÇÃO DE INTERDIÇÃO COM PEDIDO DE CURATELA PROVISÓRIA EMANTECIPAÇÃO DE TUTELA em face de INTERDITANDA: JOANA LÁ LÁ LÁ, brasileira,catarinense, solteira, incapaz, portador ado RG nº .......... e CPF nº ............, comendereço á Rua ........ nº ........, Bairro Centro, Castro/PR, (residente e domiciliada naresidência da suplicante), pelas razões expostas a seguir:1 - A requerente e a interditanda são filhas de JOÃO JÁ,brasileiro, paranaense, casado, aposentado, portador do RG nº ......... e CPF nº ......, eMARIA MARIA JÁ JÁ, brasileira, paranaense, casada, aposentada, portadora do RG nº...........SSP/SC e CPF nº ........., ambos com endereço á Rua ..........., Bairro ........,Castro/PR, conforme faz prova a inclusa documentação (nºs ...á .....).2 - A interditanda consoante informamos inclusos documentos éportadora de um quadro de "DEFICIÊNCIA MENTAL GRAVE", além da doença de
“EPLEPSIA”, possui “CRISES CONVULSIVAS” impedind
o-a, consequentemente, de gerir eadministrar sua pessoa. (vide doc.nº em anexo)3 - A doença da interditanda, segundo informações médicascolhidas pela requerente, é irreversível, os quais, por tal motivo, fora matriculada naAPAE (doc. ....), com o objetivo de amenizar as conseqüências da deficiência mentalgrave.
 
4 - Destarte, em virtude da idade avançada de seus pais, e dianteda situação da interditanda, que não têm condições de gerir e administrar sua pessoa, éimprescindível que seja legalmente representada, até porque, há mais de dez anos aRequerente é quem vem representando a Interditanda em diversos órgãos (vide doc´sem anexo nº .... á ....), e também necessita de documentação legal de representaçãopara realização de como por exemplo: matrícula na APAE, abertura de caderneta depoupança, representação em órgãos públicos, etc. Notadamente no que se refere aodireito de pleitear e receber a pensão junto ao INSTITUTO NACIONAL DE SEGURIDADESOCIAL
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INSS.II. DOS FUNDAMENTOS DA INTERDIÇÃOO art. 1º. do Código Civil estatui que toda pessoa é capaz dedireitos e deveres na ordem civil. Assim, liga-se à pessoa a idéia de personalidade, que éconsagrado nos direitos constitucionais de vida, liberdade e igualdade.É cediço que a personalidade tem a sua medida nacapacidade de fato ou de exercício, que, no magistério de DINIZ, é a aptidão de exercerpor si os atos da vida civil, dependendo, portanto, do discernimento, que é critério,prudência, juízo, tino, inteligência, e, sob o prisma jurídico, da aptidão que tem a pessoade distinguir o lícito do ilícito, o conveniente do prejudicial.Todavia essa capacidade pode sofrer restrições legais quantoao seu exercício, visando a proteger os que são portadores de uma deficiência jurídicaapreciável.Assim, segundo DINIZ (2004:142), a incapacidade é arestrição legal ao exercício dos atos da vida civil. Os artigos 3º e 4º do Código Civilgraduam a forma de proteção, a qual assume a feição de representação para osabsolutamente incapazes e a de assistência para os relativamente incapazes.A incapacidade cessa quando a pessoa atinge a maioridade,tornando-se, por conseguinte, plenamente capaz para os atos da vida civil.Entretanto, pode ocorrer, por razões outras, que a pessoa,apesar da maioridade, não possua condições para a prática dos atos da vida civil, ouseja, para reger a sua pessoa e administrar os seus bens. Persiste, assim, a suaincapacidade real e efetiva, a qual tem de ser declarada por meio do procedimento deinterdição, tratado nos arts. 1.177 a 1.186 do Código de Processo Civil, bem comonomeado curador, consoante o art. 1.767 do Código Civil.
 
Posto isso, depreende-se que a interditanda faz jus àproteção, a qual será assegurada ante a sua interdição e a nomeação da autora comosua curadora, a fim de que esta possa representá-la ou assisti-la no exercício dos atos davida civil, de acordo com os limites da curatela prudentemente fixados na sentença deinterdição.III- DA LEGITIMIDADE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO:Art. 1.768. A interdição deve ser promovida:I - pelos pais ou tutores;II - pelo cônjuge, ou por qualquer parente;III - pelo Ministério Público.Verificamos que a interdição pode ser requerida pelas pessoasacima elencadas, que, após a devida apreciação pelo magistrado competente, serãodenominados de Curador.O curador, por sua vez, é aquela pessoa que tem aincumbência de tratar das pessoas e dos bens ou negócios daqueles que estãoincapacitados de fazê-lo.Os incisos I e II tratam dos parentes mais próximos docuratelado e, portanto, detentores de conhecimentos suficientes para melhor gerir eadministrar os bens do interditado.Evidente que os curadores devem ser pessoas maiores eplenamente capazes de exercer os atos da vida civil.Logo, a Autora possui os requisitos legais para a proposituradesta ação em favor de sua irmã Interditanda, haja visto, possuir a concordância de seuspais, e, pelo fato de que vem zelando e guardando pela irmã há mais de dez anos.(videcomo prova doc.nº em anexo).IV. DA CURATELA PROVISÓRIA EM ANTECIPAÇÃO DE TUTELA :A prova inequívoca do défice intelectual duradouro defluidos elementos de convicção em anexo (nº ....) e dos fatos já aduzidos, os quaisdemonstram a incapacidade da interditanda para reger a sua pessoa.

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