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Gorender. Marxismo Sem Utopia (resumo)

Gorender. Marxismo Sem Utopia (resumo)

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Published by: História Econômica on Jan 24, 2009
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06/16/2013

 
GORENDER, Jacob.
Marxismo sem utopia
. São Paulo: 1999, 288p.
- Hoje já não se acredita com tanta convicção que o socialismo sucederá ao capitalismo.- O autor chega a conclusão de Marx ficou no meio do caminho entre a utopia e a ciência.“É preciso atualizar o marxismo, retirar-lhes os elementos utópicos”.- A intenção é formular uma nova proposta socialista que incorpore o pluralismo democrático.- A vanguarda assume o papel que era da classe trabalhadora.- O autor identifica duas teses utópicas: a) a de que o proletariado é revolucionário (a históriamostrou que ele é reformista); b) a ditadura do proletariado.- Marx transformou o socialismo em necessidade histórica, em uma inevitabilidade. E isso foidevido em primeiro lugar a sua paixão revolucionária; depois pelo exagero na apreciação dosindícios.- O socialismo não é um fatalismo, pelo contrário, é um produto da intervenção do homem nahistória.
CAP.1 – Da utopia à ciência (p.7).
- O primeiro propósito de Marx foi tirar o comunismo do âmbito da utopia. Quis fundar umcomunismo científico.- BERNSTEIN denunciava o comportamento utopista de Marx
ao confirmar uma tese antes deteste empírico ou comprovação científica.
Dizia que a conclusão marxista já ficou pronta antesmesmo do início da pesquisa.- Os objetivos dos comunistas devem centrar-se em certezas. No entanto, sabe-se que é inviável propor sacrifícios aos oprimidos sem fixar-lhes objetivos utópicos. Ninguém se daria à luta por objetivos duvidosos.- A certeza nasce do poder da RAZÃO em estabelecer verdades. A ciência é o lócus da verdade enão mais a igreja.
CAP. 2 – Estará o capitalismo esgotado?
- O capital foi escrito para provar a transitoriedade da ordem capitalista.- Marx dizia que o capitalismo não passa de uma formação social histórica.- O capitalismo teve nascimento, portanto, também terá um fim, assim como todos os modos de produção passados, que surgiram numa fase específica, mas que desapareceram.- As crises não se mostraram como indicadores do fim do capitalismo.- Diferente dos clássicos, Marx diz que as crises são inerentes ao sistema capitalista.- Marx colocou a revolução alemã de 1848, como prelúdio da revolução proletária.“A paixão revolucionária amarrou Marx ao espírito utopista”.“Os revolucionários lutam para que eles próprios e seus contemporâneos façam a revolução”.
 
- Se não têm a possibilidade do êxito dos seus esforços ainda em sua geração, não se arriscariam,estariam adotando um credo religioso. A crença numa revolução futuro é como crer numa vidaapós a morte.
CAP. 3 – A construção do socialismo.
- A história como sucessão de modos de produção.- A proposta da superação do capitalismo para o socialismo é uma crença. É uma previsãoapoiada em pressupostos e tendências. Não é certeza, muito menos fruto de uma lógica. Penetrana futurologia.- O capitalismo não foi uma construção planejada como quiseram fazer com o socialismo. Ocapitalismo surgiu espontaneamente, chegou sem ser anunciado.- Marx encontrou relações socialistas dentro do capitalismo, estariam prontas para a superação. Arevolução industrial desenvolveu as contradições necessárias ao processo de transição.- Marx tornou clara a contribuição do estado para a acumulação primitiva.“Marx identificou embriões socialistas em todo tipo de organização coletiva [...] considerou ascooperativas como formas socialistas em andamento”.
CAP. IV – Sistema, estrutura e incerteza (p.26).
- O fio condutor da sucessão dos modos de produção seria o desenvolvimento das forças produtivas.- LEI TENDENCIAL: regula os acasos fenomenais.- Marx diz ter encontrado a LEI NATURAL do desenvolvimento do sistema capitalista.- Acontecimentos análogos, na prática, podem conduzir a fenômenos sociais totalmentediferentes uns dos outros.- Marx quis produzir uma certeza inabalável a fim de mobilizar pessoas em prol de algo certo.- Lênin comprimiu a história da humanidade em cinco modos de produção: a) comunismo primitivo; b) escravidão; c) feudalismo; d) capitalismo; e) socialismo.- Diz que quando se conhece a causa do fenômeno, não mais pode ser tido como fruto do acaso.“O funcionamento do sistema cria variações que confluem para variações que confluem para aindeterminação na sucessão do sistema”.- Em Marx parece que as coisas devem seguir uma cadeia lógica, que acontecem como o previsível.- Não há como controlar os fenômenos sociais ou o curso da história.
CAP. V – A pretensa missão histórica do proletariado (p.33).
- É de caráter utópico a história de que o proletariado redimirá a humanidade. Faz dessa classe onovo cristo. Por ser despossuída, pode emancipar a todos do pecado da propriedade privada.- Gorender afirma que quando Marx escreveu a Crítica da Economia Política, ele ainda não eramarxista – junta o apelo evangélico com a ética kantiana.

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