Assim Falava Zaratustra
Frederico Nietzsche
Tradu\u00e7\u00e3o base
Jos\u00e9 Mendes de Souza
OS DISCURSOS DE ZARATUSTRA
Das Tr\u00eas Transforma\u00e7\u00f5es
Das C\u00e1tedras da Virtude
Dos Crentes em Al\u00e9m Mundos
Dos que Desprezam o Corpo
Das Alegrias e Paix\u00f5es
Do P\u00e1lido Delinq\u00fcente
Ler e Escrever
Da Arvore da Montanha
Dos Pregadores da Morte
Da Guerra e dos Guerreiros
Do Novo \u00cddolo
Das Moscas da Pra\u00e7a P\u00fablica
Da Castidade
Do Amigo
Os Mil Objetos e o \u00danico Objeto
Do Amor ao Pr\u00f3ximo
Do Caminho do Criador
A Velha e a Nova
A Picada da V\u00edbora
Do Filho do Matrim\u00f4nio
Da Morte Livre
Da Virtude Dadivosa
SEGUNDA PARTE
A Crian\u00e7a do Espelho
Nas Ilhas Bem-Aventuradas
Dos Compassivos
Dos Sacerdotes
Dos Virtuosos
Da Canalha
Das Tar\u00e2ntulas
Dos S\u00e1bios C\u00e9lebres
O Canto da Noite
O Canto do Baile
O Canto do Sepulcro
Da Vit\u00f3ria Sobre si Mesmo
Dos Homens Sublimes
Do Pa\u00eds da Civiliza\u00e7\u00e3o
Do Imaculado Conhecimento
Dos Doutos
Dos Poetas
Dos Grandes Acontecimentos
O Adivinho
Da Reden\u00e7\u00e3o
Da Circunspec\u00e7\u00e3o Humana
A Hora Silenciosa
TERCEIRA PARTE
O Viajante
Da Vis\u00e3o e do Enigma
Da Beatitude Involunt\u00e1ria
Antes do Nascer do Sol
Da Virtude Amesquinhadora
No Monte das Oliveiras
De Passagem
Dos Tr\u00e2nsfugas
O Regresso
Dos Tr\u00eas Males
Do Esp\u00edrito do Pesadume
Das Antigas e Das Novas T\u00e1buas
O Convalescente
Do Grande Anelo
O Outro Canto do Baile
Os Sete Selos
QUARTA E \u00daLTIMA PARTE
A Oferta do Mel
O Grito de Ang\u00fastia
Conversa\u00e7\u00e3o com os Reis
A Sanguessuga
O Encantador
Fora de Servi\u00e7o
O Homem mais Feio
O Mendigo Volunt\u00e1rio
A Sombra
Ao Meio Dia
A Sauda\u00e7\u00e3o
A Ceia
O Homem Superior
O Canto da Melancolia
Da Ci\u00eancia
Entre as Filhas do Deserto
O Deserto Cresce, ai Daquele que Oculta Desertos!
O Despertar
A Festa do Burro
O Canto de Embriaguez
O Sinal
PRIMEIRA PARTE
PRE\u00c2MBULO DE ZARATUSTRA
I
Aos trinta anos apartou-se Zaratustra da sua p\u00e1tria e do lago da sua p\u00e1tria, e foi-se at\u00e9 a montanha. Durante dez anos gozou por l\u00e1 do seu esp\u00edrito e da sua soledade sem se cansar. Variaram, por\u00e9m, os seus sentimentos, e uma manh\u00e3, erguendo-se com a aurora,
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