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CHILDE. A Evolução Cultural Do Homem

CHILDE. A Evolução Cultural Do Homem

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Published by: História Econômica on Jan 24, 2009
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03/07/2014

 
CHILDE, Gordon.
A Evolução Cultural do Homem
.
- Gordon Childe morreu na Austrália, em outubro de 1957, aos 65 anos. Estava recém aposentado da cátedrade Arqueologia Européia na Universidade de Londres. Era o mais culto especialista em NEOLÍTICO vivo.Escreveu certa de 20 livros sobre pré-histórica.
“Para os arqueólogos, a descoberta mais desconcertantes foi a de que nem todos os agricultores (no períodoneolítico) eram ceramistas” p. 9.
 - Por ironia diziam que os historiadores da pré-história tinham a missão de criar a pré-história a partir de
ossos e potes quebrados. “Fazer com que os cacos falassem e os ossos vivessem” p. 11.
 
“Este livro foi, realmente, uma síntese da pré
-história que marcou uma época... Aqui, pela primeira vez,Childe apresentou uma análise das possibilidades e limitações da pré-
história” p.12.
 - Thomsen-Worsaae foi o autor do famoso e velho sistema das TRÊS IDADES.-
O livro representa a visão que Childe tinha dessas “três idades”. Foi ele quem definiu a chamada“Revolução Neolítica e U
rbana (ou Segunda Revolução)
 – 
frases que passaram à linguagem comum dosarqueólogos e historiadores. Ninguém ao estudar a história remota do homem pode deixar de conhecer essaprimeira exposição da síntese da pré-história, feita por Childe
(p.12).- Todas as conclusões de Childe foram feitas sem o apoio do método Carbono 14, inventado em 1945. Essemétodo só veio validar tudo que Childe havia escrito.- CRÍTICA: parece que Childe quis dizer que a Revolução Neolítica ocorreu apenas uma vez e no maisantigo Oriente Próximo, hoje, já se levanta a hipótese de que a cultura neolítica teve origem independenteem vários lugares. Tanto a vida urbana, quanto a agricultura pode ter surgido em várias partes do antigo
mundo ao mesmo tempo. “Numa palavra, hoje parece p
ossível ter havido várias
revoluções neolíticas eurbanas
p. 13, (Apresentação feita por GLYN DANIEL, 1964).
CAP. 1
 – 
História Humana e História Natural (p. 19).
- A idéia de revolução é moderna. Nenhum homem primata pensou o neolítico como fase revolucionária. Oséculo XIX foi o século do progresso. O progresso impregnou a ciência e os cientistas. Tema essedesconhecido pelos medievais ou antigos. Depois das duas guerras mundiais, o pessimismo é quem está naordem do dia. O saudosismo é uma conseqüência inevitável.
“Um dos objetivos deste livro é mostrar que, de um ponto de vista científico, impessoal, a História pode
 justificar ainda a fé e o progresso, tanto na época de depressão como no auge da prosperidade do século
 passado” p. 20.
 
“Antes de 1914, pel
o menos, a história significava, para a maioria das pessoas, a
história britânica
” p.21.
Ela representava o progresso mundial.- Querem transformar a pré-
história em uma introdução do mundo civilizado. “Relata a vida de povos que
não tiveram escrita... Pela inclusão da pré-história, o âmbito da história ampliou-se cem vezes. Cobrimos um
 período de mais de 500.000 anos, ao invés de apenas 5.000” p. 22.
 - O progresso antigo visto pelos modernos é desconcertante, os mais ilustres intelectuais gregos surgiram emmomentos em que a história nomeou como trevas da história grega clássica. Nessa fase o que haviadeclinado foi o poder político de Atenas. A contribuição dos atenienses para o helenismo estava em fasecrescente. Fala-se em ascensão e queda no mundo antigo do ponto de vista da história política. Isso é apenasuma visão. O que a história diz sobre a Ascensão de Roma é, do ponto de vista da moral, um declínio total.
 
“A história antiga e a história britânica tendem a ser representadas exclusivamente como história política”.
P.23. As descobertas científicas e o progresso pareciam estar situados em um determinado período e noutros
não. “Esse tipo de história dificilmente poderia ser científico” p.23. A pré
-história foi renegada, pois eraimpossível ao historiado
r resgatar dela os nomes “importantes” da política.
 
“A pré
-história não pode
encontrar lugar nela” p. 23.
 
“A pré
-história faltam todas as provas escritas, sendo-lhe, portanto, impossível recuperar os nomes de seusatores ou discernir detalhes de suas vidas
 privadas” p.23.
 - A história não pode estar refém do olhar político ou econômico. Marx retirou o olhar da política e colocouno econômico como fator de transformação social.- Para a contrariedade dos fascistas, hoje a história tende a tornar-se a história cultural.- Nenhum documento histórico sobreviveu, mas se encontra instrumentos e ferramentas de trabalhocaracterístico do sistema econômico que imperava nos grupos pré-históricos.- Parece que certas comunidades de hoje ainda vivem a fase neolítica.-
A arqueologia tenta colocar em ordem cronologia os mais diversos sistemas econômicos. “As divisões
arqueológicas do período pré-histórico, nas idades da Pedra, do Bronze e do Ferro, ao são totalmentearbitrárias. Baseiam-se nos materiais usados para os instrumentos de corte, especialmente machados, e tais
instrumentos estão entre as mais importantes ferramentas de produção” p. 25.
 
“O machado de pedra, ferramenta característica de pelo menos parte da Idade da Pedra, é um produto
doméstico que podia ser feito e usado por qualquer pessoa, num grupo autônomo de caçadores oucamponeses. Não exige especialização do trabalho nem um comércio fora do grupo.
O machado de bronze,que o substitui, não só e uma ferramenta superior como também pressupõe uma estrutura econômicae social mais complexa.
A fusão do bronze é um processo demasiado difícil para ser realizado por uma
 pessoa no intervalo do plantio, da caça ou do cuidado das crianças” p. 24.
 
“O cobre e o estanho de que era feito o machado de bronze são comparativ
amente raros e dificilmente
ocorrem juntos” p. 25.
 - As modificações em que os arqueólogos insistem em ter ocorrido, correspondem às mudanças das
 forças produtivas
. Dessa forma, a história muda de fase, conforme os instrumentos de produção. Visãoeconomicista.
“A pré
-história não só faz recuar a história escrita como também faz avançar a história natural... a pré-história constitui uma ponte entre a história humana e as ciências naturais da zoologia, paleontologia e
geologia” p. 26.
 
“O progresso do historia
dor pode ser equivalente à evolução do zoologista... a sobrevivência do mais capaz
é um bom princípio evolucionário” p. 26.
 
“A antropologia pré
-história, que se ocupa dos restos materiais dos
 primeiros homens
é apenas um ramo daPaleontologia ou da Zoologi
a” p. 26.
 - Os sobreviventes não foram tanto por causa de serem mais fortes, talvez seja pela capacidade de sefecundidade mais.
“A continuidade entre a história natural e a história humana pode permitir que os conceitos numéricos sejam
introduzidos na últ
ima” p.29.
 
“Lembrando a lição desses números e curvas, poderemos discernir nas eras antigas da história humana,
outras
revoluções
. Elas se manifestam da mesma forma que a
revolução industrial
 – 
numa ascensão dacurva populacional. Podem ser julgadas pelo mesmo padrão.
O principal objetivo deste livro é examinar apré-história e a história antiga sob este ângulo
. Esperamos que um exame das revoluções, tão remotas que
 
é impossível nos irritarmos ou entusiasmarmos com elas, possa ajudar a
defender a idéia de progresso,
contra os sentimentalistas e os místicos
p. 31.
CAP. 2
 – 
Evolução orgânica e progresso cultural (p. 32.)
“Já se afirmou ser a pré
-história uma continuação da história natural, havendo uma analogia entre a evoluçãoorgânica e o progresso na cultura. A história natural traça o aparecimento de novas espécies, cada qualmelhor adaptada à sobrevivência... A história humana mostra o homem criando novas indústrias e novaseconomias que estimularam o aumento de sua espécie e com isso provaram sua maior
capacidade” p. 32.
 - É uma relação entre o legado social e a hereditariedade biológica.
“A herança social do homem não é transmitidas pelas células das quais ele nasce, mas por uma tradição quesó começa a adquirir depois de ter saído do ventre materno” p.
33.
“Nenhum esqueleto fóssil digno de nome HOMEM é mais velho do que o penúltimo volume da história da
terra, o volume intitulado
 plistoceno
” p. 39.
 
“Na história evolucionária, comparativamente curta, documentada pelos restos fósseis, o homem não
aperfeiç
oou seu equipamento hereditário através de modificações corporais perceptíveis em seu esqueleto”
p. 40.
“Pelo controle do fogo e pela habilidade de fazer roupas e casas, o homem pode viver, e vive e viceja, desdeo Círculo Ártico até o Equador” p. 40.
 
“Por 
tanto, o homem foi dotado pela natureza com um cérebro bastante grande em comparação com seu
corpo, mas esse dote é a condição que lhe permite fazer a sua própria cultura” p. 41.
 
“... tais desenvolvimentos do cérebro e do sistema nervoso seguem lado a lado
com modificações na
disposição dos músculos da língua, não encontradas em nenhum outro gênero...” p. 43.
 
“... a língua é, essencialmente, um produto social” p. 44.
 
“A criança humana aprende regras e preceitos de ação que os membros de seu grupo e seus anc
estrais
 julgaram benéficos” p. 45.
 
“Dar nome a uma coisa é um ato de abstração” p. 46.
 
“A evolução do corpo humano, de seu equipamento fisiológico, é estudada pela Antropologia pré
-histórica,
um ramo da paleontologia” p. 47.
 
“Nenhum dos raros
homens
fósseis cujos esqueletos sobreviveram das primitivas épocas glaciárias pode serclassificado entre nossos ancestrais diretos. Não representam fases no processo de criação do homem pelanatureza, mas experiências abortadas
 – 
gêneros e espécies
 – 
que desapareceram
” p. 48.
 
“Os mais antigos esqueletos de nossa própria espécie pertencem às fases finais da última época glacial
...desde a época na qual os esqueletos do
homo sapiens
surgem no registro geológico, talvez há 25.000 anos, aevolução do corpo humano praticamente parou, embora o progresso cultural estivesse apenas começando...
O progresso na cultura substituiu, realmente, novas evoluções orgânicas na família do homem
” p. 48.
 
“Os arqueólogos dividiriam as culturas do passado em Idades da Pedra (velha e nova), do
Bronze e do Ferro,à base do material de uso mais generalizado e preferido para os instrumentos de corte... os critérios usadospara distinguir as suas várias
idades
servem também de índices do estado da ciência
” p. 49.
 -
Se olhadas em sua totalidade, “re
velam não só o nível de habilidade técnica e de ciência alcançado, mastambém a forma pela qual seus autores ganhavam o sustento, sua economia.
E é esta economia quedetermina a multiplicação de nossa espécie e, assim, seu êxito biológico.
Estudadas deste ângulo, asvelhas divisões arqueológicas adquirem nova significação.
As idades arqueológicas correspondemaproximadamente aos estágios econômicos.
Cada idade
nova
é iniciada por uma revolução econômica domesmo tipo e dos mesmos efeitos da
Revolução Industrial do século XVIII
” p. 49.
 

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