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ANDERSON, Perry. Passagens Da Antiguidade Ao Feudalismo (Resumo)

ANDERSON, Perry. Passagens Da Antiguidade Ao Feudalismo (Resumo)

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03/27/2014

 
ANDERSON, Perry.
Passagens da antiguidade ao feudalismo.
Trad. TelmaCosta. Ed. 3º. Porto: Afrontamento, 1989.
Por Eduardo Carneiro
OBS:
olhar o feudalismo a partir de qual formação social?
“A transição da antiguidade clássica para o feudalismo tem sido muito menos estudada
no quadro do
materialismo histórico do que a transição do feudalismo para o capitalismo”.
 - Coloca alguns problemas do desenvolvimento europeu pela mudança do mundo antigo para o medieval.- O livro começa com uma discussão do modo de produção escravagista na época clássica. Depois faz uma
comparação das “estruturas”
sociais e políticas das sociedades gregas, helenística e romana. Não dá ênfaseao econômico, é isso?- As razões para a queda final do sistema imperial romano, que levou a Antiguidade ao seu fim, sãoanalisadas à luz das divisões regionais no seio do Império e da evolução das tribos germânicas.
“Uma síntese da Idade das Trevas conduz a uma visão geral sobre a emergência do feudalismo, como umnovo modo de produção na Europa Ocidental”.
 - A formação do feudalismo não foi igual em todos os lugares.
“É traçado o padrão de desenvolvimento específico da Europa Oriental na época medieval”.
 - O livro encerra com uma reflexão sobre a natureza e o destino do Império Bizantino, cujo desaparecimentofinal marca convencionalmente a era moderna na Europa.
“A discussão a que se destinam encontra
-se, sobretudo, delimitada pelo campo do materialismo
histórico”.
 - O método materialista foi explicado na obra
 Linhagens do Estado Absolutista.
“Não foi concedido privi
légio especial à historiografia marxista como tal... a grande massa da obra históricaséria do século XX
foi escrita por historiadores estranhos ao marxismo”.
 
“O
materialismo histórico
não é uma ciência acabada; nem todos aqueles que o praticaram foram deidêntica envergadura. Há campos da historiografia dominados pela investigação marxista. Há muitos outrosnos quais os contributos não-
marxistas são superiores em qualidade e em quantidade” p.7.
 
“Não podem tomar 
-se simplesmente à letra os próprios Marx e Engels: os erros dos seus escritos sobre opassado não devem ser iludidos ou ignorados, mas identificados e criticados.
Fazê-lo não é abandonar omaterialismo histórico, mas antes aproximar-se dele...
desrespeitar 
a assinatura de Marx significaalcançar a li
 berdade do Marxismo” p. 7.
 
PRIMEIRA PARTE
I. ANTIGUIDADE CLÁSSICA
- A delimitação entre Ocidente e Oriente é uma convenção.- Apenas o Ocidente Europeu participou nas grandes migrações bárbaras, nas cruzadas medievais e nasmodernas conquistas coloniais.- Na idade média, o ocidente era atrasado e o oriente era desenvolvido.- Há uma tendência de explicar a queda do império romano pelas diferenças entre o oriente e o ocidente.
“O ORIENTE com suas cidades prósperas e numerosas, economia desenvolvida, peq
uena propriedade rural,relativa unidade cívica e distância geográfica em relação à maior violência dos ataques bárbaros, sobreviveu;o OCIDENTE com a sua população esparsa e cidades mais fracas, aristocracia poderosa, camponesessobrecarregados de encargos, anarquia política e vulnerabilidade estratégica às invasões germânicas,
 pereceu” JONES, p. 14.
 
“Depois, o destino final da Antiguidade foi selado pelas conquistas árabes, que dividiram as duas margens
do Mediterrâneo. O Império do Oriente passou a ser BIZÂNCIO
 – 
um sistema político e social distinto doresto do continente europeu. Foi neste novo espaço geográfico, surgido na Alta Idade Média, que a
 polaridade entre leste e oeste iria permutar as suas conotações” p.14.
 
 
- Até mesmo o conceito de Europa é criticável, pois foi formulado baseado na divisão do mundo em cincocontinentes.- Marc Bloch
1
disse que a partir do século VII formaram-se na Europa Central elementos semelhantes nas
sociedades ali existentes. “Foi essa região que deu origem à Europa Central” p. 14.“Entendida desse modo, delimitada desse modo, a Europa é uma criação do início da Idade Média” Marc
Bloch. 15.p. Países europeus e países europeizados????- Bloch exclui de sua definição de continente as regiões que hoje constituem o Leste da Europa.
“A formação da Europa e a germinação do feudalismo têm sido geralmente confinadas à história da metadeocidental do continente, excluindo da apreciação a metade oriental” p. 15.
 - Duby estuda a economia feudal primitiva que teve início no século IX.
1. O MODO DE PRODUÇÃO ESCLAVAGISTA
2
(p.17).
“A gênese do capitalismo tem sido objeto de muitos estudos inspirados pelo materialismo histórico desde
que Marx lhe dedicou capítulos célebres do Capital. A gêneses do feudalismo, pelo contrário, tempermanecido em larga medida por estudar dentro da mesma tradição: como tipo de transição distinto para
um novo modo de produção nunca foi integrada no corpo geral da teoria marxista” p. 17.
 - A importância dessa transição para a História talvez seja menor do que a da outra.
“A
gênese do feudalismo
na Europa derivou de um colapso catastrófico e convergente de dois modos deprodução distintos e anteriores, e foi a recombinação dos seus elementos desintegrados que verdadeiramentelibertou a síntese feudal, a qual, por isso, conservou sempre um
caráter híbrido
” p. 17.
- A transição da qual se fala foi diferente da do feudalismo para o capitalismo.
“O
duplo predecessor do modo de produção feudal foi, evidentemente,
o modo de produção esclavagista
 em decomposição, no qual se fundamentara a construção de todo o enorme edifício do Império Romano, eos primitivos modos de produção alargados e deformados dos invasores germânicos, que sobreviveram em
suas novas pátrias, após as conquistas bárbaras” p. 18.
 
“Estes dois mundos
radicalmente diferentes haviam sofrido uma lenta desintegração e uma interpenetração
subtil nos últimos séculos da Antiguidade” p. 18.
 - A matriz original de toda civilização clássica foi à greco-romana.
“A antiguidade greco
-romana constituíra sempre um u
niverso centrado nas cidades” p.18.
 - A antiga polis grega e a república romana representaram um modelo de vida urbana inigualável.- Filosofia, ciência, poesia, história, arquitetura, escultura, direito, administração, dinheiro, fisco, sufrágio,debate, recrutamento
 – 
tudo isso apareceu nessa civilização sem precedentes.- Contudo, faltava-
lhes uma ECONOMIA URBANA. “Pelo contrário, a prosperidade material que
sustentava a sua vitalidade intelectual
e cívica provinha em proporções esmagadoras do campo” p. 1
8.-
Economicamente o mundo clássico era rural. “A agricultura representou, ao longo da sua história, o setor 
em absoluto dominante da produção, fornecedor invariável das maiores fortunas das próprias cidades.
Ascidades greco-romanas nunca foram predominantemente comunidades de manufatores, comerciantesou mercadores:
eram, na sua origem e princípios, agregados urbanos de proprietários de terras
p. 18.- A democrata Atenas, a oligárquica Esparta e a Roma senatorial eram essencialmente dominadas porproprietários agrários.- Os três grandes artigos básicos do Mundo Antigo eram o TRIGO, AZEITE e o VINHO.-
Dentro das cidades as manufaturas eram poucas e rudimentares. “O normal das mercadorias das cidades
nunca foi muito além dos têxteis, olaria, mobiliário
e vidros” p. 18.
 
“A técnica era simples, a procura limitada e o transporte exorbitantemente caro” p. 18.
 - A manufatura na Antiguidade se desenvolveu não pela divisão do trabalho, o que ditava os custos deprodução era à distância. Por isso, a manufatura estava dispersa.
1
Ainda se tinha a idéia de identidade unificada e homogênea.
2
Oito séculos de existência: ascensão de Atenas à queda de Roma.
“Lapso de tempo equivalente ao modo de produção feudal”
 
 
- Sobre o grau de importância da vida rural na economia clássica é dada pelos rendimentos fiscais doimpério romano do século IV d.C.- As cidades foram sujeitas a coleta de impostos a partir da crise, quando isso ocorreu verificou-se quecorrespondia nem a 5% da coleta total da zona rural.
“A condição prévia desta característica distintiva da civilização clássica era o seu caráter costeiro” p. 19.
 - A civilização clássica era essencialmente mediterrânea na sua estrutura íntima. O comércio inter-regional
era mediado pela água. “O transporte marítimo era o único meio viável de troca de mercadorias a média oulonga distância” p. 19.
O transporte terrestre era muitíssimo caro.
“A água era o meio insubstituível de comunicação e comércio que torna
va possível o crescimento urbano de
uma concentração e apuramento muito mais avançados que o interior rural que lhe estava por trás” p. 20.
 
“O mar era o condutor do improvável esplendor da Antiguidade” p. 20.
 - A Antiguidade era marcada pela combinação operacional: cidade\ campo. O MEDITERRÂNEO era o
grande lago que oferecia ao mundo antigo a unidade econômica. “Só ele oferecia velocidade marítima detransporte para uma vasta zona geográfica” p. 20.
- O destaque do mundo clássico na antiguidade na história universal não pode estar desvinculado desse
“privilégio físico”.
O mediterrâneo era o ambiente geográfico necessário, contudo, o fundamento social era arelação cidade e campo.
“O modo de produção esclavagista foi uma invenção decisiva do mundo grego
-romano que forneceu a baseúltima tanto das suas realizações
como do seu eclipse” p. 20.
 - A escravatura propriamente dita existia sob várias formas através da Antiguidade Oriental, mas era umacondição jurídica impura que assumia a forma de servidão. Não era o tipo dominante de apropriação de
excedente. “Era um fenômeno residual, marginal em relação à massa da mão
-de-
obra rural” p. 21.
 - Os impérios Sumérios, Babilônicos, Assírios e Egípcio
3
não eram economias esclavagistas. Faltava emseus sistemas jurídicos a concepção nítida e separada da propriedade de bens.
As cidades-Estado gregas tornaram a escravatura pela primeira vez absoluta na forma e dominantena extensão, transformando-a desse modo de recurso subsidiário em MODO DE PRODUÇÃO
sistemático”
p. 21.- O mundo helênico nunca foi exclusivamente escravagista.
“Toda a formação social concreta é sempre uma combinação específica de diferentes modos de produção, eas da Antiguidade não constituíam exceção” p. 21.
 - Existiam os camponeses livres, rendeiros, artesãos urbanos... Mas o MODO DE PRODUÇÃO dominanteera o esclavagista.
O conjunto do Mundo Antigo nunca foi, na sua continuidade e extensão, marcado pela
predominância do trabalho escravo”. P. 21.
 -
Mas as suas grandes épocas clássicas sim. (Grécia dos séculos V e IV a.C e Roma dos séculos II a.C ao IId.C. Foram aqui que esse sistema teve hegemonia dentre outros sistemas de trabalho.- A vida urbana era ligada ao escravismo. Quando um decaiu, o outro foi junto.- As estimativas mais seguras nos dizem que na Grécia de Péricles a razão entre escravos e cidadãos livresna Atenas de Péricles andava à volta de 3\2.
“Na Grécia clássica, portanto, os escravos foram pela primeira vez regularmente empregados nos negócios,
na indústria e na agricultura para além da
escala doméstica” p. 23.
 - Já não era servidão, mas ausência completa de liberdade.- Foi a formação da classe escrava que, por contraste, elevou os cidadãos das cidades gregas a níveis de
liberdade jurídica consciente até então desconhecidos. “A escravidão e a liberdade eram indivisíveis”. Uma
era condição da outra.- As comunidades orientais ignoravam a noção de cidadania livre e a da propriedade privada.
3
Estados ribeirinhos construídos sobre uma agricultura irrigada intensiva que contrastava com as culturas ligeiras, de sequeiro, dofuturo mundo mediterrâneo.

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