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Estatuto Da Carreira Docente

Estatuto Da Carreira Docente

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02/23/2013

 
No Programa do XVII Governo Constitucional reafirma-se a noção de que os educadores eprofessores são os agentes fundamentais da educação escolar. O trabalho organizado dosdocentes nos estabelecimentos de ensino constitui certamente o principal recurso de quedispõe a sociedade portuguesa para promover o sucesso dos alunos, prevenir o abandonoescolar precoce e melhorar a qualidade das aprendizagens. É necessário, por isso, que oEstatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores dos EnsinosBásico e Secundário seja, antes de mais, um instrumento efectivo de valorização dotrabalho dos professores e de organização das escolas ao serviço da aprendizagem dosalunos.O Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores dos EnsinosBásico e Secundário (adiante designado abreviadamente por Estatuto da Carreira Docente),aprovado pelo Decreto-Lei nº 139-A/90, de 28 de Abril, e depois substancialmente alteradopelo Decreto-Lei nº 1/98, de 2 de Janeiro, cumpriu a importante função de consolidar equalificar a profissão docente, atribuindo-lhe o reconhecimento social de que é merecedora.Contudo, com o decorrer do tempo e pela forma como foi apropriado e aplicado, acaboupor se tornar um obstáculo ao cumprimento da missão social e ao desenvolvimento daqualidade e eficiência do sistema educativo, transformando-se objectivamente num factorde degradação da função e da imagem social dos docentes.
 
Para tanto, contribuiu emparticular a forma como se concretizou o regime de progressão na carreira que deveriadepender do desenvolvimento das competências e da avaliação de desempenho dosprofessores e educadores. Contudo, a formação contínua, em que o País investiu avultadosrecursos, esteve em regra divorciada do aperfeiçoamento das competências científicas epedagógicas relevantes para o exercício da actividade docente. Do mesmo modo, aavaliação de desempenho, com raras excepções apenas, converteu-se num simplesprocedimento burocrático, sem qualquer conteúdo. Nestas condições, a progressão na
 
 
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carreira passou a depender fundamentalmente do decurso do tempo, o que permitiu quedocentes que permaneceram afastados da actividade lectiva durante a maior parte do seupercurso profissional tenham chegado ao topo da carreira.À indiferenciação de funções, determinada pelas próprias normas da carreira, veio associar-se um regime que tratou de igual modo os melhores profissionais e aqueles que cumpremminimamente ou até imperfeitamente os seus deveres. Nestes termos, não foi possívelexigir dos professores com mais experiência e maior formação, usufruindo de significativasreduções das suas obrigações lectivas e das remunerações mais elevadas que assumissemresponsabilidades acrescidas na escola. Pelo contrário, permitiu-se até que as funções decoordenação e supervisão fossem desempenhadas por docentes mais jovens e com menoscondições para as exercer. Daqui resultou um sistema que não criou nenhum incentivo,nenhuma motivação para que os docentes aperfeiçoassem as suas práticas pedagógicas ouse empenhassem na vida e organização das escolas.Por estes motivos, o governo interpretou a necessidade de uma profunda alteração doEstatuto da Carreira Docente como um imperativo político que cumpre através do presentedecreto-lei. Em primeiro lugar, trata-se de promover a cooperação entre os professores ereforçar as funções de coordenação, pois o seu trabalho, para que produza melhoresresultados, não pode ser atomizado e individualizado. Sendo impossível organizar asescolas com base na indiferenciação, é indispensável proceder à correspondenteestruturação da carreira, dotando cada estabelecimento de ensino de um corpo de docentesreconhecido, com mais experiência, mais autoridade e mais formação, que assegure empermanência funções de maior responsabilidade e que constitua uma categoria diferenciada.Em todas as outras profissões mais qualificadas e designadamente nas que constituemcorpos especiais da administração pública, a norma é a diferenciação, expressa emcategorias funcionais, às quais estão geralmente associadas dotações específicas nos
 
 
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respectivos quadros de pessoal. Em conformidade com estes princípios, a carreira docentepassará a estar estruturada em duas categorias, ficando reservado à categoria superior, deprofessor titular, o exercício de funções de coordenação e supervisão. Para acesso a estacategoria, estabelece-se a exigência de uma prova pública que, incidindo sobre a actividadeprofissional desenvolvida, permita demonstrar a aptidão dos docentes para o exercício dasfunções específicas que lhe estão associadas.Sendo indispensável estabelecer um regime de avaliação de desempenho mais exigente ecom efeitos no desenvolvimento da carreira que permita identificar, promover e premiar omérito e valorizar a actividade lectiva, o presente decreto-lei introduz um novoprocedimento que, tendo em conta a auto-avaliação do docente, não assenta exclusivamentenela. Nesse procedimento, a responsabilidade principal pela avaliação é cometida aoscoordenadores dos departamentos curriculares ou dos conselhos de docentes, assim comoaos órgãos de direcção executiva das escolas que, para a atribuição de uma mençãoqualitativa, terão de basear-se numa pluralidade de instrumentos, como a observação deaulas, e de critérios, entre os quais o progresso dos resultados escolares dos alunos,ponderado o contexto socioeducativo.No sentido de assegurar que se trata de uma avaliação efectivamente diferenciadora,determina-se, em termos semelhantes aos do regime aplicável aos funcionários e agentes daadministração pública, a existência de cinco menções qualitativas possíveis e umacontingentação das duas classificações superiores que conferem direito a um prémio dedesempenho. Os resultados da avaliação serão expressos bienalmente e portanto não estarãoassociados aos momentos de possível progressão na carreira, nem por isso deixando de terefectivas consequências para o seu desenvolvimento.A definição de um regime de avaliação que distinga o mérito é condição essencial para adignificação da profissão docente e para a promoção da auto-estima e motivação dos

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