City. Entre os novos donos, de imediato começou a destacar-se o nome deSulaiman Al Fahim, de apenas 31 anos. Apelidado de novo Abramovich,Sulaiman é ainda tido como "um buldozzer que devasta tudo à sua passagem".Nasceu já no seio de uma família rica e aumentou incomensuravelmente afortuna com negócios na construção civil e ligações a diversos complexoshoteleiros de luxo, tudo através da sua empresa Hydra Properties. É dono doseu próprio programa televisivo, o Hydra Executives, e, por isso, ganhou oapelido de "Donald Trump de Abu Dhabi", em resultado da semelhança do seureality show com o The Apprentice do multimilionáro norte-americano.Considerado o 16.º homem mais poderoso do mundo árabe, Sulaimancomeçou a fazer fortuna aos 14 anos, quando investia na bolsa com o nome damãe. Em 2005, fundou a Hydra Complex, após concluir os estudos no EUA,onde se doutorou em Gestão Imobiliária e fez um MBA em Finanças. Nofutebol, já tinha investido na liga alemã, sendo ainda dono de um clube naCosta do Marfim, estando a construir uma academia de futebol, em parceriacom o Inter de Milão. Hoje, é presença frequente nas festas de Hollywood.À frente do City, Sulaiman não tardou em fazer gala da sua incontinênciaverbal. Garantiu que o City iria tornar-se no "maior clube do mundo",intrometer-se no "Big Four" (Manchester United, Arsenal, Chelsea e Liverpool)e ultrapassar a fama não só do rival United, mas também do Real Madrid.Anunciou o interesse nos "cinco grandes craques mundiais", incluindo oportuguês Cristiano Ronaldo, que, de imediato, afirmou não estar interessado,apesar dos 166 milhões de euros acenados ao United. O treinador MarkHughes estava nas nuvens ("Não há limites para contratações"), e Sulaimanfalou em 272 milhões de euros disponíveis para reforços. Foi ele o protagonistadas ordens de compra (Berbatov, David Villa e Van Nistelrooy, entre outros) deúltima hora, que acabaram por não se concretizar, ao contrário do que tinhaacontecido, no Verão, com o brasileiro Robinho.No último dia das inscrições, e quando o avançado brasileiro era dado comocerto no Chelsea por Luiz Felipe Scolari, foi anunciado por Sulaiman, com oCity a pagar 40 milhões de euros, recorde em Inglaterra. Sulaiman exultou,mas acabou traído pela sua sede de protagonismo. O jornal El-Emarat Al-Youmcontou que algumas fotografias tiradas em Las Vegas publicadas na imprensa,em que surgia ao lado de "modelos, actrizes e bailarinas", provocaram muitapolémica e constrangimentos no mundo muçulmano do Golfo Pérsico elevaram o ADUG a afastar o árabe da liderança do Manchester City.Xeque Mansour assume a liderançaNão consta que Sulaiman tenha deixado de se relacionar com a actriz DemiMoore ou com a modelo Kim Kardashian, que já foi capa da Playboy. Mas oseu lugar de destaque no City não tardou a ser ocupado pelo xeque Mansour Bin Zayed al Zayed, que, de facto, tinha sido o líder na sombra e o principalinvestidor no clube através da ADUG. Isso já tinha ficado evidente aquando dacontratação de Robinho, altura em que endereçou uma carta aos adeptos doCity. "Como vocês, estamos excitados em relação ao clube e esperamos que acontratação de Robinho seja vista como prova das nossas ambições",
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