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Revista Aerovisão, Jun-2003. A Caça na Amazônia

Revista Aerovisão, Jun-2003. A Caça na Amazônia

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Sobre a imensa floresta, na fronteira norte do Brasil. Esse é o ambiente operacional d 
 A Caça na
“Aqui começa o duelo”. O duelocontra os vôos ilícitos, a selva e seuclima traiçoeiro, a distância das ba-ses de apoio e a dificuldade de co-municação, além da imensidão dafronteira norte do Brasil.Está surgindo uma nova era naaviação militar do nosso país, parti-cularmente na aviação de caça.O duelo, citado na frase estampa-da na entrada do Segundo Esquadrãodo Terceiro Grupo de Aviação (2°/3°GAV), Esquadrão Grifo, sediado naBase Aérea de Porto Velho, faz alusãoa todos os desafios enfrentados pelospilotos de caça que voam sobre aimensa floresta brasileira.Eles são jovens e aceitaram, volun-tariamente, a missão de realizar a suacapacitação operacional, guardando omaior tesouro ambiental do planeta: aAmazônia.Ao lado do “Grifo”, o Primeiro Es-quadrão do Terceiro Grupo de Aviação(1°/3° GAV), Esquadrão Escorpião,sediado na Base Aérea de Boa Vista,compõe o grupo conhecido como “OsTerceiros”, expressão carinhosamenteutilizada na FAB para denominar asduas Unidades Aéreas responsáveis pelaformação de líderes de esquadrilha decaça no extremo norte do Brasil.Após a conversão dos Esquadrõesde Ataque para Unidades de Caça emnovembro de 2001, além do númerode aeronaves Tucano, houve tambémum acréscimo de pessoal para atenderàs necessidades da instrução aérea.Alunos do curso de liderança, pi-lotos da extinta aviação de ataque, bemcomo outros, oriundos da primeira li-nha da caça, formam o quadro de tri-pulantes desses esquadrões.Eles realizam vôos na região de fron-teira e aproveitam a instrução para in-dicar também a presença da aviaçãomilitar brasileira nos céus da região.A área de atuação dos dois esqua-drões é marcada por intensa movimen-tação de vôos ilícitos, o que propicia àmissão um cenário real de hostilidade.Os pilotos contam várias históriassobre aeronaves ilícitas que são avista-das eventualmente durante as missõesou detectadas pelos órgãos de contro-le. Quando acionados, eles intercep-tam esses tráfegos, identificando-os eordenando o seu pouso.Essas aeronaves normalmente sãoconduzidas por pessoas experientes eque conhecem o relevo da região, o que
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formação dos novos Líderes de Esquadrilha de Caça da Força Aérea Brasileira
Amazônia
facilita a fuga pela fronteira.No momento dessa reportagem,embaixo de um hangarete em Porto Ve-lho, uma esquadrilha, composta porduas aeronaves AT-27 Tucano, aguarda-va o acionamento de alerta para decola-gem imediata. “Aqui a operação é real”afirmou o Capitão Carlos Alberto, pilo-to de Mirage, recém-chegado deAnápolis para auxiliar na instrução dosGrifos.Existe uma tripulação permanente-mente em alerta, 24 horas, todos osdias do ano.Este é o ambiente encontrado pe-los pilotos vindos de Natal como alaoperacional para realizarem o curso deliderança.Ao chegarem, eles deparam-se comum cenário favorável a todo o conjun-to de missões atribuídas à aviação decaça. A motivação dos integrantes dosesquadrões é notória.Além das atividades de instrução,as duas Unidades Aéreas operam emconjunto com a Marinha e o Exérci-to. Entre outras possibilidades, elesatuam como Força Aérea amiga emmissões de cobertura ou como ForçaAérea inimiga em ataques simuladosà Força Naval e à Terrestre.O treinamento em simulador de vôoé feito em Pirassununga (SP), na Acade-mia da Força Aérea. O de emprego doarmamento é realizado em Santa Cruz,Cachimbo ou Natal, de acordo com adisponibilidade dos estandes de tiro.A capacitação para a utilização da ae-ronave e do armamento é exaustivamen-te treinada, inclusive durante as partici-pações em exercícios como COMBINEX,OPERAER e RIBEIREX, entre outros.Apesar da distância dos Parques deManutenção, os dois esquadrões ope-ram com uma disponibilidade diáriagirando em torno de 80%, além de pro-fissionais de manutenção altamentecapacitados para o apoio ao vôo.Eles são militares não só da caça,mas oriundos de outras aviações, es-tabelecendo um grande intercâmbio etroca de experiências. “Os aviões nãoparam no hangar. Nós também nãoparamos; existe sempre uma esquadri-lha saindo ou chegando e nós temosque apoiar todos os pilotos”, conta oSargento Ronald, vindo da aviação detransporte e especialista em célula no1°/3° GAV em Boa Vista.Profissionais como ele cuidam decada detalhe da operação das aerona-ves. Do armamento e equipamento devôo ao abaste-cimento e apoionos hangaretes, a cadadecolagem e pouso.Os grandes aliados dos Grifos eEscorpiões na missão na fronteira sãoos aviões R-99 do 2°/6° Grupo de Avia-ção, sediado em Anápolis. Eles operamem conjunto, como controladores aéreosdos AT-27 nas missões de interceptação.É uma atividade que requer sintonia eintegração entre as tripulações, exigindodos pilotos e controladores o máximo decapacidade profissional.Na Amazônia, os campos de pousosão distantes e as bases de apoio, es-cassas. A construção do Núcleo da BaseAérea de Uaupés (NUBAUA), localiza-do na cidade de São Gabriel da Cacho-eira (AM), servirá como fator de maiormobilidade para as missões desses es-quadrões na linha de fronteira do Bra-sil com a Colômbia e a Venezuela.Ao ser inaugurada, a nova BaseAérea possibilitará uma presença ain-da maior de vôos militares nos céusda região.A chegada das novas aeronaves AL-X, denominadas na FAB de A-29 nasua versão operacional e AT-29 na ver-são de treinamento avançado, estáprevista para o final do próximo ano.O avião, desenvolvido pelaEMBRAER, equipará esses esquadrõesde caça da Amazônia e trará para a For-ça Aérea um conceito completamentenovo em termos de tecnologia e dou-trina de emprego.A aeronave possui processamentocompletamente digital, dotada de sis-temas embarcados de última geração,possibilidade de realização de missõesutilizando visão noturna e
softwares
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