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Arteterapia com crianças hospitalizadas: desenvolvimento e análise da pintura

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Material enviado ao Portal Banco Cultural pela Profª Ana Cláudia Afonso Valladares (FEN-UFG) - Coordenadora do Conselho Editorial da Revista Científica de Arteterapia Cores da Vida e presidente da Associação Brasil Central de Arteterapia (ABCA)

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06/26/2013

 
VALLADARES, A. C. A.; CARVALHO, A. M. P. Arteterapia com crianças hospitalizadas:desenvolvimento e análise da pintura. In: Francisquetti, A. A. (Coord.).
Arte Medicina
. SãoPaulo: Médica Paulista, 2005. p. 119-129. ISBN: 85-993-0502-6.
CAPÍTULO 8Arteterapia com Crianças Hospitalizadas: Desenvolvimento e Análiseda Pintura
1
 Ana Cláudia Afonso Valladares
2
 Ana Maria Pimenta Carvalho
3
 
Introdução
Arteterapia é uma prática terapêutica que trabalha com a intersecção de váriossaberes, como a educação, a saúde, a arte e a ciência, buscando resgatar a dimensãointegral do homem (OSÓRIO, 1998). Conforme Valladares (2004), a arteterapia almejaa produção de imagens; a autonomia criativa; o desenvolvimento da comunicação; avalorização da subjetividade; a liberdade de expressão; o reconciliar de problemasemocionais, bem como a função catártica. Ademais, favorece a transformação dapessoa, identidade, comunidade, cultura, política, ecologia, espiritualidade etc (BERG,1999). Assim, a arteterapia previne, bem como resgata a promoção à saúde(PHILIPPINI, 2004). Ademais, almeja a produção de imagens; a autonomia criativa; odesenvolvimento da comunicação; a valorização da subjetividade; a liberdade deexpressão; o reconciliar de problemas emocionais, bem como a função catárticaPhilippini (2004) acrescenta que na arteterapia são trabalhadas várias modalidadesexpressivas, que apresentam propriedades terapêuticas inerentes e específicas, e cabe ao
1
Pesquisa inserida no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Saúde Integral da Faculdade de Enfermagem/ Universidade Federal de Goiás (FEN/UFG).
2
Arteterapeuta, Artista Plástica e Enfermeira Pediátrica. Professora Assistente da FEN/UFG. Doutorandapela Universidade de São Paulo (USP). E-mail:aclaudiaval@terra.com.br 
3
Psicóloga. Professora Doutora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP
 
 2arteterapeuta construir um repertório de informações relativas a cada uma, com o intuitode adequar as modalidades expressivas e materiais aos quadros clínicos atendidos.A pintura, uma das modalidades expressivas da arteterapia, é compreendida porFrancisquetti (1992) como uma atividade de caráter lúdico. Na criança, ela produzimensa satisfação, sobretudo em razão da sensação de movimento do corpo e dapercepção dos efeitos gráficos produzidos, que lhe proporcionam ampla liberdade paraexpressar sentimentos e idéias através de formas, cores e texturas, favorecendo seuenvolvimento emocional.Conseqüentemente, como exposto por Valladares et al. (2002), a pintura naarteterapia consegue resgatar os aspectos mais saudáveis da personalidade. SegundoOaklander (1980, p.62), “a
pintura possui um valor terapêutico especial e quando a pintura flui amiúde o mesmo ocorre com a emoção
”. Isto porque a fluidez da tinta e suafunção liberadora induzem o movimento de soltura, de expansão, trabalhando orelaxamento dos mecanismos defensivos de controle, uma vez que as cores quentes(amarelo, vermelho) ativas e dinâmicas aceleram o metabolismo, enquanto que as coresfrias (verde, azul), com sua característica balsâmica, acalmam a pessoa(VALLADARES, 2001).A pintura propicia a criação de representações bidimensionais, pelaspossibilidades que a tinta oferece, como: pastosidade; facilidade de ser misturada;formando novas cores; a marca da pincelada; a cobertura rápida de planos; a mancha etc(PILLAR, 1990).A técnica da pintura, para Pain & Jarreau (2001), apresenta, no mínimo, trêsobstáculos: o limite das superfícies, o limite da valorização das tonalidades e o dascores. A pintura espontânea, largamente utilizada em arteterapia, oferece a possibilidadede harmonia, constituindo-se num canal através do qual se expressa parte da consciênciaadormecida, esquecida: a imaginação, a intuição e a criatividade.
 
 3Para Pillar (1990), o que diferencia a pintura do desenho é que, na pintura, a cor setorna elemento fundamental de construção do espaço – de construção analítica de umespaço que é essencialmente cor – não se limitando aos objetos, pois ela invade osespaços entre eles. A cor é um meio de conhecimento que transforma o real e expressauma visão particular do mundo. No desenho, a linha que é o elemento principal naconstrução do espaço visa à precisão da forma.A experiência de Silveira (1981) com doentes mentais demonstra que estes podemutilizar a pintura como um instrumento para reorganizar sua ordem interna e, ao mesmotempo, reconstruir sua realidade.Acredita-se, assim, que a pintura arteterapêutica tenha um grande valor paracrianças que se encontram doentes e principalmente as internadas e conseqüentementesubmetidas a tratamentos invasivos (VALLADARES, 2000/2001), porque ela poderesgatar um lado mais lúdico e saudável das crianças internadas, se puderem utilizarmateriais, como: cola colorida, aquarela, guache, tinta acrílica, tinta PVA, têmpera, tintaa óleo, tinta vinílica e terra (água e cola), além de suportes diversos: papéis, tecidos emadeira, entre outros.Por certo, ainda como tratamento das enfermidades, além dos medicamentososespecíficos, devem-se incluir mudanças nos hábitos de vida da criança, como: escolhade uma alimentação saudável, prática de atividade física adequada, reposição do sono edo repouso, convivência com um trabalho menos estressante, mas, especialmente,manter a liberdade de expressão das suas emoções.A arteterapia pode oferecer à criança oportunidades que a levem a lidar melhorcom as situações desfavoráveis, facilitando sua adaptação às rotinas hospitalares,estimulando seu desenvolvimento saudável e restabelecendo o equilíbrio emocional.Estudos (VIEGAS, 1997; FRANÇANI et al., 1998; ALVES & MORAIS, 2001;VALLADARES, 2001; VITORIANO, 2001, entre outros) mostram que, quando se

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