Exma. Sr.ª Ministra da EducaçãoC/C- Exmo. Senhor Presidente do Conselho Geral Transitório- Exma. Senhora Presidente do Conselho Pedagógico- Exma. Senhora Presidente do Conselho Executivo- Directora Regional de Educação do Centro- Plataforma Sindical- Grupos Parlamentares- Órgãos de Comunicação SocialOs educadores e professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede reunidos emAssembleia Geral no dia 15 de Janeiro de 2009, no respeito pelo cumprimento dosseus deveres profissionais, consagrados nos diversos dispositivos legais que selhes aplicam, nomeadamente os que constam do ECD e da Lei n.º 58/2008 de 9 deSetembro e conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidadeeducativa em geral entendem, por coerência e dever de consciência, reiterar asposições assumidas em idêntica Assembleia realizada no passado dia 13 de Novembroe subscritas pela esmagadora maioria dos docentes, em que decidiram suspender asua participação no processo de avaliação do seu desempenho, recusando a definiçãoe entrega dos seus objectivos individuais previstos no art.º 9.º do DecretoRegulamentar n.º 2/2008 de 10 de Janeiro.Reafirmam a sua inteira disponibilidade para virem a ser avaliados no seudesempenho docente por um novo modelo de avaliação negociado e não imposto, queprivilegie a dimensão formativa, numa perspectiva contínua e assente no trabalhocooperativo, que relacione de forma dialéctica as responsabilidades individuais decada docente com as responsabilidades colectivas e organizacionais, tendo em vistauma efectiva melhoria dos seus desempenhos profissionais e a promoção do méritopela competência científico-pedagógica recusando, contudo, a diferenciação denatureza administrativa artificial e verdadeiramente injusta.Consideram que:1. As recentes alterações introduzidas no processo de avaliação do desempenhodocente pelo Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009 de 5 de Janeiro, tendo em vista asua simplificação, mantêm intocável o essencial do modelo de avaliação imposto, nasua concepção e princípios, nomeadamente a manutenção das quotas para Muito Bom eExcelente e o seu carácter de seriação e hierarquização dos docentes para efeitosde gestão de carreira profissional, em detrimento de uma perspectiva formativa ede reforço do trabalho cooperativo, verdadeiras chaves para a melhoria daspráticas pedagógicas e o desempenho profissional docente.2. As sucessivas simplificações levadas a cabo pelo ME mais não são do que aassumpção da falência e da irrazoabilidade de um modelo, que desde o iníciodenunciámos, não só como errado nos seus princípios e pressupostos balizadores,como também injusto, impraticável e iníquo, no que aos objectivos de melhoria dosindicadores da educação diz respeito. Saliente-se ainda, que estas simplificaçõesapenas terão efeito no presente ano lectivo, não havendo qualquer garantia da suaremodelação ou substituição.3. A persistência na imposição deste modelo de avaliação, além de não contribuirpara a resolução dos graves problemas com que se debate o sistema educativo, nemtão pouco para a melhoria do desempenho profissional e a qualidade da escolapública, mantém o clima de tensão e instabilidade, que hoje atravessa as escolas eprejudica a tranquilidade imprescindível ao desenvolvimento do trabalho docente eàs aprendizagens dos alunos.Tendo em consideração os argumentos acima expostos os docentes do Agrupamento deEscolas de Cantanhede, abaixo-assinados apelam ao ME para que:i) Suspenda o actual modelo de avaliação do desempenho docente, condição sine quanon para ultrapassar o clima de tensão e instabilidade que se vive nas escolas eameaça a tranquilidade dos processos educativos.ii) Aceite proceder à revisão do actual ECD eliminando os factores que constituem
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