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A Arteterapia e a tipologia de Jung uma experiência abordando os quatro elementos da natureza

A Arteterapia e a tipologia de Jung uma experiência abordando os quatro elementos da natureza

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Material enviado ao Portal Banco Cultural pela Profª Ana Cláudia Afonso Valladares (FEN-UFG) - Coordenadora do Conselho Editorial da Revista Científica de Arteterapia Cores da Vida e presidente da Associação Brasil Central de Arteterapia (ABCA)

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07/10/2013

 
VALLADARES, A. C. A. A Arteterapia e a tipologia de Jung: uma experiência abordando osquatro elementos da natureza.
Rev. Arteterapia: Imagens da Transformação
. Rio de Janeiro:Clínica Pomar, v.9, n.9, p.35-50, 2002. (ISSN: 1516-4128).
A ARTETERAPIA E A TIPOLOGIA DE JUNG:Uma experiência abordando os quatro elementos da natureza.
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Ana Cláudia Afonso Valladares
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 RESUMO:O presente trabalho tem o intuito de explorar atividades de arteterapia e ser sustentado pelaabordagem junguiana. Norteia-se o estudo a possibilidade da arteterapia expressarconteúdos do inconsciente coletivo e facilitar o processo de ensino-aprendizagem do grupo,por meio da utilização dos quatro elementos. Desenvolvidos em uma Instituição Pública deGoiânia/GO, com trinta estudantes de especialização em arteterapia. O trabalho sendoconstituída de categorias associativas e livres, de fundo qualitativo. A utilização dos quatroelementos deveras beneficiou a conscientização do tipo psicológico dos alunos, auxiliou-osna reflexão pessoal do ser si-mesmo e facilitou-os no processo expressivo e, ao mesmotempo, possibilitou a inter-relação do ser-pessoa com o ser-profissional.Unitermos: Psicologia Analítica, Arteterapia, Tipologia de Jung, Saúde Mental.ABSTRACT:The present work has the intention of exploring arteterapia activities and to be sustained bythe approach junguiana. The study is orientated the possibility of the arteterapia to expresscontents of the collective unconscious and to facilitate the process of teaching-learning of the group, through the use of the four elements. Developed in a Public Institution of Goiânia/GO, with thirty specialization students in arteterapia. The work being constitutedof associative and free categories, of qualitative bottom. The use of the four elements hadbenefitted the understanding of the psychological type of the students, it aided them in theitself-same being's personal reflection and it facilitated them in the expressive process and,at the same time, it made possible the be-person's interrelation with the be-professional.Unitermos: Analytical psychology, Art therapy, Typology of Jung, Mental Health.
INTRODUÇÃO
A arteterapia baseada na abordagem junguiana
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, busca conduta é fornecer materiaisexpressivos diversos e adequados para a criação de símbolos presentes no universoimagético singular de cada pessoa. Esse universo traduz-se em produções simbólicas queretratam estruturas psíquicas internas, do inconsciente pessoal e coletivo. Segundo Jung(1964) o inconsciente pessoal corresponde às camadas mais superficiais e o inconsciente
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Pesquisa financiada pelo CNPQ/ Vinculada ao Núcleo de Estudos e Pesquisa em Saúde IntegralNEPSI/FEN/UFG.
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E-mail: anafonso@cultura.com.br
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Abordagem Junguiana: abordagem terapêutica da Psicologia Analítica, baseada em C. G. Jung.
 
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coletivo se refere às camadas mais profundas deste universo e são estruturas psíquicascomuns a todos os homens.Este processo “
colabora para a compreensão e resolução de estados afetivosconflitados, favorecendo a estruturação e expansão da personalidade através da criação
(Philippini, 1995:4-5).A arteterapia proporciona instrumentos diversos para compreender os níveis maisprofundos do funcionamento psíquico. As diversas modalidades expressivas facilitam acomunicação com o inconsciente, propiciando o aparecimento dos símbolos. Trabalhandocom o material expressivo, a pessoa libera o seu universo interno, a sua energia vital e estaexteriorização facilitam a compreensão da psique. A maneira como os símbolos seorganizam e representam favorece o processo de organização, reorganização eenriquecimento das estruturas da personalidade.
“Na expressão artística, o indivíduo transforma materiais da natureza emexpressões simbólicas de seus conceitos referenciais e do seu entendimento davida. Nessa luta, não está defendendo a manutenção de sua existência física,como em outras atividades, porém procedendo ao reconhecimento e a fixaçãode coisas significativas: de suas vivências subjetivas, da realidade exterior –objetiva, bem como da sua apreensão pessoal dessa mesma circunstância
(Andrade, 2000: 119).Assim este processo apresenta-se através da expressão criativa, do interior de cadapaciente, o qual expõe o que está sendo imobilizado a nível inconsciente, para depoisensejar a descoberta a nível consciente.
 As atividades expressivas são aquelas que melhor permitem a espontâneaexpressão das emoções, que dão mais larga oportunidade para os afetostornarem forma e se manifestarem, seja na linguagem dos movimentos, dossons, das formas e das cores etc
” (Silveira, 1986: 13).Conforme Philippini, (2000) os pontos cardeais que norteiam a caminhada pelasregiões psíquicas profundas e singulares estão registradas na tipologia de Jung.Cada indivíduo tem uma função psíquica específica usada preferencialmente para seadaptar (representar/orientar) ao mundo exterior. O indivíduo tem então, uma dominância,uma tendência no sentido formal do universo imagético.Todos nós possuímos as quatro funções, entretanto sempre uma delas se apresentamais ou menos desenvolvida e mais consciente que as outras, que é a função principal ousuperior. Os indivíduos utilizam-se preferencialmente sua função principal, pois amanejando consegue melhores resultados.Já as funções auxiliares, ajudam no funcionamento da função superior, vindo à tonaesporadicamente. A função inferior permanece num estado mais ou menos inconsciente, erepresenta nossas maiores dificuldades. São elas: sensação, pensamento, intuição esentimento.
 A sensação constata a presença das coisas que nos cercam e é responsável pela adaptação do indivíduo à realidade objetiva. O pensamento esclarece oque significam os objetos. Julga, classifica, discrimina uma coisa da outra. Osentimento faz a estimativa dos objetos. Decide do valor que têm para nós.Estabelece julgamentos, mas a sua lógica é toda diferente. É a lógica docoração. A intuição é uma percepção via inconsciente. É apreensão daatmosfera onde se movem os objetos, de onde vêm e qual a possível curso deseu desenvolvimento
” (Silveira, 1994:55).
 
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“A estas funções psíquicas, Jung correlacionou os quatro elementos básicos danatureza: ar, água, fogo e terra”
(Philippini, 2000: 18).Essas funções dispõem-se duas a duas, em oposição: Intuição X Sensação;Pensamento X Sentimento.
 Neste enfoque, o arteterapeuta, através da observação e dados de anamnese, poderá empregar determinadas modalidades expressivas que venham aestimular estas funções psíquicas menos desenvolvidas, iluminando aspectossombrios da psique. Assim, estas modalidades expressivas são utilizadas com o propósito de revitalizar áreas desusadas, núcleos bloqueados, resgatando a possibilidade do livre fluir da energia psíquica
” (Philippini, 2000: 18).
OBJETIVOS
 
Explorar atividades de arteterapia com a temática da tipologia de Jung (quatroelementos) por alunos de especialização em arteterapia;
 
Descrever as percepções e os sentimentos emergentes do processo de arteterapiatrabalhado.
PERCURSO METODOLÓGICO
Referencial Metodológico: Trata-se de um estudo qualitativo, colocando em evidência asriquezas, fantasias e sentimentos apresentados pelos alunos objetos de estudo em suasimagens artísticas e escritas criativas durante as sessões (Minayo, 1996).Local do Estudo: Elegeu-se enquanto espaço de pesquisa para desenvolver este estudo, umaInstituição Pública de Goiânia - GO.Sujeitos do Estudo: A população alvo constituiu-se de trinta adultos de ambos os sexos,ambos alunos do curso de especialização em arteterapia. O critério para seleção dosmesmos foi a sua disponibilidade voluntária em participar do mesmo.Procedimentos: Consistituiu-se de acompanhamento coletivo em salas da Instituição,formados à partir da livre escolha e consentimento dos alunos, levando-se emconsiderações a seleção dos sujeitos da pesquisa.A condução da dinâmica foi espontânea, a fim de proporcionar ao paciente sintoniaconsigo mesmo e de exteriorizar a sua subjetividade. “
 A expressão livre e espontânea é aexteriorização sem constrangimento das atividades mentais do pensamento, sentimento,sensação e intuição”
(Read, 1956: 139).Cabe respeitar os mecanismos de livre expressão, assegurando a autonomia criativa e aprópria personalidade de cada pessoa.As técnicas empregadas foram dirigidas e utilização do desenho, pintura, modelagem,expressão corporal entre outras.Os alunos receberam atendimento arteterapêutico durante cinco sessões diáriasconsecutivas de umas três horas.

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