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Artigo
: VALLADARES, A. C. A. et al. “Arteterapia: criatividade, arte e saúde mentalcom pacientes adictos”. In: JORNADA GOIANA DE ARTETERAPIA, 2., 2008,Goiânia.
Anais...
Goiânia: FEN/UFG/ABCA, 2008. p.69-85. Cap.9 (ISBN: 978-85-61789-00-8). 
9 – ARTETERAPIA: CRIATIVIDADE, ARTE E SAÚDE MENTAL COMPACIENTES ADICTOS
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Ana Cláudia Afonso Valladares 
 Ana Paula Freitas Lima 
 Cíntya Rocha de Oliveira Lima 
 Bruna Priscila Brito Ribeiro dos Santos 
48 
 Isabela Barros de Carvalho 
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Gabriela Camargo Tobias 
48 
Resumo:
A Arteterapia é um processo terapêutico predominantemente não-verbal, por meio das artes plásticas, que acolhe o ser humano com toda suadiversidade, complexidade, dinamicidade e o auxilia a encontrar novos“sentidos” para sua vida do dependente químico. O trabalho objetivoudescrever e analisar as sessões de Arteterapia aplicadas aos dependentesquímicos jovens. Métodos: esta pesquisa é um relato de experiência deatividades de Arteterapia, realizada com um total de 98 usuários adolescentese adultos e de ambos os sexos de um Hospital Psiquiátrico de Goiânia/GO. Asanálises das imagens foram baseadas no referencial teórico da PsicologiaAnalítica. Compuseram o estudo 32 intervenções breves de Arteterapiarealizadas duas vezes por semana no período de agosto a dezembro de 2007.Resultados: as sessões de Arteterapia facilitam a expressão da subjetividadedos participantes e auxiliam, sobremaneira, tanto na auto-expressão, como naelaboração de conteúdos internos e alívio de tensões. Permitiram, ainda, que ocriador pudesse expressar seus sentimentos, adquirir consciência dos mesmose, em seguida, melhorassem a ativação e a estruturação do processo de seudesenvolvimento interno. O processo arteterapêutico, por promover o contatocom o universo simbólico e a integração dos conteúdos psíquicosinconscientes, ajudou no desenvolvimento evolutivo dos dependentesquímicos, o que significa dizer que possivelmente a ajudou no seu processo deindividuação. Concluindo, trabalhar a Arteterapia com dependentes químicos
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Pesquisa inserida no Grupo de Pesquisas em Paradigmas Assistenciais em TerapiasAlternativas (NEPATA) da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás(UFG).
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Arteterapeuta e Enfermeira-Psiquiátrica, Profª Drª da Faculdade de Enfermagem daUniversidade Federal de Goiás (FEN/UFG), Presidente da Associação Brasil Central deArteterapia (ABCA), membro do conselho diretor da UBAAT, integrante da rede PsicoArt. E-mail: aclaudiaval@terra.com.br
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Graduanda de Enfermagem da UFG e relatora do trabalho
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Graduanda de Enfermagem da UFG
 
permite a troca com o outro que possui características semelhantes as suas eainda, favorece o compartilhar de dificuldades e anseios relacionados aopróprio transtorno.Palavras-chave: Arteterapia; Saúde Mental; Teoria Junguiana; EnfermagemPsiquiátrica; Dependência Química; Juventude; Processo de Cuidar em Saúdee Enfermagem.
 Fig.1
 – Atendimento de Arteterapia com grupo de jovens dependentesquímicos hospitalizados em fase de desintoxicação, realizado em um hospitalPsiquiátrico de Goiânia/GO em 2007. Os usuários estão confeccionandomáscaras de telhas.
Introdução
 A dependência química é um tema relevante, em especial, em nossasociedade contemporânea e envolve aspectos complexos e abrangentes. Oadolescente “busca uma identidade” que dê sentido à sua existência humana econstantemente encontra erroneamente nas “drogas de abuso” ou substânciaspsicoativas e nos grupos marginais um grande aliado a esta busca (BAPTISTA,2006).
 
Dentro da visão da Psicologia Analítica, e segundo Zoja (1992), osadolescentes buscam nos grupos de pares “rituais de iniciação”, almejandoatingir a vida adulta e a regeneração de conteúdos psíquicos. Visto que aestreiteza do mundo contemporânea dificulta o homem de estar mais próximodo seu inconsciente, as drogas psicoativas representariam o amenizar inicial,rápido e de maneira “mágica” da inserção do adolescente no grupo. O grupo“drogadicto” por meio de rituais de iniciação cria a ilusão no adolescente dapossível transformação “mágica” de sua identidade: de criança para a vidaadulta (BAPTISTA, 2006; LESSA, 2004; ZOJA, 1992).A expectativa do consumo inicial, que a pessoa parece buscar umadimensão no superior e sagrada, predomina, no plano consciente, com asimples curiosidade de usar a droga psicoativa. Entretanto quando asexperiências do consume vão se repetindo e a vida de antes prossegue ouainda acentua o seu caráter profano, o usuário é obrigado a reprimir cada vezmais profundamente a experiência arquetípica de vida – morte, que não é maisum processo de iniciação e se torna uma repetição obsessiva e destrutiva(LESSA, 2004).A Arteterapia, aplicada ao dependente químico e de acordo com osnovos paradigmas de atenção em saúde mental, é um processo terapêuticopredominantemente não-verbal, por meio das artes plásticas, que acolhe o serhumano com toda sua diversidade, complexidade, dinamicidade e o auxilia aencontrar novos “sentidos” para sua vida, objetivando a reinserção e inclusãosocial.A Arteterapia também procura respeitar os diversos aspectos dosusuários, como os afetivos, culturais, cognitivos, motores, sociais entre outros,aspectos tão importantes na saúde mental (VALLADARES, 2004;VALLADARES & CARVALHO, 2005a e b). Presume-se, então, que a análisedos conteúdos das produções simbólicas: cores, profundidade, criatividade etcapresenta o registro dos momentos de suas vidas (URRUTIGARAY, 2003;2006).Furth (2004), Leite (2002), Norgren (2004), Valladares (2004, 2005a e b) eValladares et al. (2000, 2002, 2004) acreditam que, tanto na arte quanto naArteterapia, os conteúdos do inconsciente são registrados pela produçãosimbólica (imagens), pela cor, formas, movimentos, ocupação no suporte e
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é showwwww esses calçados

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