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Versos Do Nascer Ao Pôr-do-Sol

Versos Do Nascer Ao Pôr-do-Sol

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Published by Charles Barony
Poema extraído de uma das obras primas de Emerson Ehing, Apologia do Caos, criado no ano de 2004. Poema mágico-xamânico apresentando diversos recursos literários novos desenvolvidos pelo transe extático do poeta. Músico, poeta e xamã, Emerson Ehing apresenta sua obra como um Nietzsche transvestido de Rimbaud ao dançar ao redor da fogueira punk da sacralidade. Místico, supra-racional, está entre os melhores poetas do mundo, embora cult e avesso a qualquer forma de divulgação de sua obra, vamos conseguindo aos poucos desvendar os mistérios que contornam o âmago de suas linhas geniais. Seu primeiro livro surgiu em 1999, chamado Orações Suicidas, causou revolta nos meios acadêmicos e ao mesmo tempo um estrondoso espanto: como um garoto de 15 anos de idade poderia compor obra de tamanha força?
Poema extraído de uma das obras primas de Emerson Ehing, Apologia do Caos, criado no ano de 2004. Poema mágico-xamânico apresentando diversos recursos literários novos desenvolvidos pelo transe extático do poeta. Músico, poeta e xamã, Emerson Ehing apresenta sua obra como um Nietzsche transvestido de Rimbaud ao dançar ao redor da fogueira punk da sacralidade. Místico, supra-racional, está entre os melhores poetas do mundo, embora cult e avesso a qualquer forma de divulgação de sua obra, vamos conseguindo aos poucos desvendar os mistérios que contornam o âmago de suas linhas geniais. Seu primeiro livro surgiu em 1999, chamado Orações Suicidas, causou revolta nos meios acadêmicos e ao mesmo tempo um estrondoso espanto: como um garoto de 15 anos de idade poderia compor obra de tamanha força?

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Published by: Charles Barony on Jan 27, 2009
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07/21/2014

 
Versos do Nascer ao Pôr-do-sol
Emerson Ehing, Apologia do Caos.Vislumbro matizes opacosno momento que precedeo nascer, louco nascer do solPinheirais quase guisame ainda está frio e geadoUma sombra de mimdança alienada e hipnóticaEla veio do Oriente quandolá era noite e fazia-se ocultaRANNOOBE-RUNABORONOEEra o nome do xamã que traziao Sol, precedendo o nascer do dia. JARANURON -ele diziaNABOORE NABOORE -ele silenciavaVindo do Oeste, o fulgor delirificante do astro projetavaa nitidez ulterior das folhase das pedras. Raio-Solflordeslizava macio em dunaem areia multiplicadaa minutos daquiCom o dedo indicador pego uma partículaela flutua, em direçãoao Sol.Abro os olhos erevejo os pinheiraisJá é vindoo dia lindoque exige a nossa históriaQue o governo não estrague tudo!Que o sistema não foda com tudo!Um cosmos âmbar disseca-se na pétalaramificada, plasmatizandodimensões indeferíveisRANNOOBE-RUNABORONOEcavalgou serpentes sobreos espelhos do céutraçando nosso DestinoO Destino do meu & do seu CoraçãoDe alma para alma: Viajaremos juntosDe encontroAo último horizonte
 
Atravessando campos de centeioAvistaremos nosso lar E estaremos prontosNão desataremos nossas mãosCom a passagem da tempestadeVamos!Meu amor selvagem. Não satisfeitocrystalizei num prismavioláceooutra mensagemde alma para alma:É maravilhoso poder te ver sorrir Olhando para meus olhosCongele esta imagemComo profunda sementeda nossa lutaÉ a Liberdade estarmos juntossentindo-nos e nada maisÉ a Liberdade e a felicidadeDe cultivarmos o sonho realizadoCoroando a Rainha & se Rei.Extasiado, não vi o tempo passar Abordei uma nuvem passageira:- por que bloqueias a luzque está a me iluminar?Não sabes que este astromagnífico é calor a meu favor?Ela retrocedeu e inclinou-seà minha fronte, ainda lhe disse:- sabes que tu és sombra para minha sombra.Ela olhou para mim noinstante em que a fitei- "Deixe chover-me pelaextensão de seu corpo,poeta maldito, deixa-metira-lo de sua febresuas frondosas lembrançasdo Amanhecer tornar-se-ãotempestade com a chegadada tarde".JARANURON - Eu disse NABOORE NABOORE - Eu silenciei
 
Então a nuvem foi emborachocada com a luzque transpassousuas moléculasvaporosas.Um lagarto desceu rapidamentedo alto das pedras translúcidase subiu sorrateiramenteno meu colo, que o abraçouJARANURON - Eu disseNABOORE NABOORE - Eu silencieiRANOOBE-RUNABORONOE solfejouo retinir estridente da Espadae com ela tocou o tambor O lagarto foi até ele,olhando para mim,que tocava o tambor Da tangente crepuscular surgiulonge, distante, o som de umaguitarra distorcida. Vertiam palavras que traduziam a almaLágrimas literatizadas não confundeme não sorriem, simplesmente gotalizamreminiscências e algo mais, angústiaminha e dos demais, do súbito, do viver Inexplicáveis e contendíveis foram asvidas e visões vividas naquele segundoa seguir, totalizava ele uma EternidadeMas eles não percebiam o segundoJARANURON - Disse a Eternidade NABOORE NABOORE - Silenciou a EscuridãoE silenciosa ela devorouos segundospara que os homensvissemnegra a EternidadeNegas agora tua culpa!Revidou o infinitoem seu grito ressonantede dor talhando em trêmuloscompassos angustiadoso rastro de quea felicidadeainda está por aquiViro-me para o outro ladoobservando a distânciado Solabsorvendo a tarde

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