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Suplemento Apetite Completo

Suplemento Apetite Completo

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Published by Guilherme Henrique

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03/11/2013

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Editorial 
O
alimento entra pela boca e enquanto é triturado pelos den-tes a saliva começa a dissolvê-lo, transformando a comidanuma pasta que logo irá para o esôfago e...chega! Nessaedição do
 Apetite
, estamos interessados em uma pequena partedo processo de alimentação. Não queremos saber o caminho paraonde ele vai, e sim de onde veio, como é feito e se tem calda dechocolate no sorvete ou molho
barbecue
na carne. Desculpem osleitores mais apegados a religião, mas na edição presente come-temos um pecado: a Gula. Lanches, sorvetes, miojos requintados.Devoramos tudo!O fato é que não comemos simplesmente para retirar dos ali-mentos a energia necessária para realizar atividades. Comemosporque...Oras! É uma delícia! E em vários sentidos. As reuniõesfamiliares não seriam tão memoráveis (nem haveria tantas pes-soas presentes) não fosse a torta da vovó, o bolo de chocolate de3 camadas da sua tia, ou o vinho que transforma qualquer primomala-sem-alça em “Meu amigo de fé, meu irmão camada...”.Quando viajamos para um país distante ou para o estado vi-zinho, na primeira noite de passeio para onde costumamos ir?Ao lugar que prepara a comida típica da cidade ou estado. Comonegar que o tempero das baianas não vem do acarajé? Ou que opão-de-queijo mineiro só é famoso por causa do jeitinho daque-les que o fazem?Na esquina de uma rua qualquer ou no restaurante mais re-
finado é possível encontrar boa comida. Gastronomia é só uma
palavra. Só porque o
strogonoff 
que a sua mãe prepara não estánum menu de um restaurante chique, não quer dizer que ela nãoseja uma
chef 
!O que o
 Apetite
deseja nesta edição é mostrar como comida epaixão se relacionam e trazem a tona a vitalidade da experiênciadegustativa: desde os lanches mais prosaicos até o doce e o cafémais delicados, depois de saborear o almoço de domingo.Queremos demonstrar como cada experiência e cada históriacontada nas entrevistas foi um aprendizado sensorial. E, alémdisso, trazer por meio de uma conversa entre amigos, qual foi anossa percepção sobre os momentos de alegria e de emoção dian-te de um tema tão rico e complexo, ao mesmo tempo, tão delicio-so de se envolver. É de barriga cheia e com molho de macarrão nocolarinho que desejamos: boa leitura!
Índice 
Um prazer elementar  ................................ 3Arroz com feijão, frango e tempurá  ........... 4Bourdain abre a panela de pressão ............ 4Do outro lado do balcão ............................. 5E que vença o melhor!  ...............................6Cesta básica: itens mais baratos em três  supermercados bauruenses  .........................Nao custa nada comer bem .......................A caça pós festa .......................................... 9Cupcakes do sustento .................................. 9Uma refeição afinada ...............................10Uma Bauru estrangeira ..........................10Um lanche além da identidade municipal   .11 O hambúrguer de cada dia ........................11 Criatividade para inovar o tradicional   ......12A mágica do sabor artesanal   ....................12
Expediente 
 Suplemento produzido pelos alunos do 4º termo de Comunicação Social - Jornalismo, 2012, da Faculdadede Arquitetura, Artes e Comunicação, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Bauru,
 para as disciplinas de Jornalismo Impresso II e Planejamento Gráfco-Editorial em Jornalismo II.
 Professores ResponsáveisDiagramação Equipe de Reportagem
Ângelo Sottovia AranhaTássia ZaniniFernanda LuzNatália DárioVinicius VermiglioCinthia QuadradoFernanda LuzGuilherme HenriqueJéssica SumidaMaitê Borges de OliveiraNatália DárioRicardo SimoniVinicius Vermiglio
2
 Reitor 
Julio Cezar Durigan
Chefe do DepartamentoCoordenador do curso de
Ângelo Sottovia AranhaJuarez Xavier
 Endereço
Departamento de Comuni-cação SocialFAAC/UnespAv. Eng. Luiz Edmundo Car-
ro Coube,
14-01
Vargem Limpa, Bauru-SP
(14)3103-6000 Ramal: 6066
Fotos
Fernanda LuzNatália DárioRicardo SimoniVinicius Vermiglio
Capa e infográfico
Rafael Valério
 Jornalismode Comunicação Social 
Roberto Deganutti
 Diretor da FAAC 
 
Um prazer elementar
Quando comer bem é o que importa, não importa o que
Guilherme Henrique
S
ituação 1: chegar em casa com o estômago nas costas detanta fome depois de um dia comprido, abrir a geladeira, osarmários e não encontrar nada muito apetitoso. A solução?Fazer um macarrão instantâneo e enriquecê-lo com tudo o quecair da geladeira vazia após você revirá-la. Depois disso, a fomedeixará aquele macarrão insosso pronto em 3 minutos tão sabo-roso quanto qualquer prato preparado pelas mãos do mais famo-so dos
gourmet 
franceses em um bistrô qualquer de Paris.Situação 2: escolher sua melhor roupa, passar seu melhor per-fume e ir em um restaurante caríssimo, onde o sabor do prato éinversamente proporcional ao tamanho da porção, mas nem porisso o preço deixará de ser pequeno. Esse jantar custará, talvez,uma grande parte do seu salário, mas você não reclamará. Aquelamirrada quantidade de comida deu-lhe um prazer incomparável.Situação 3: esperando pelo ônibus, você sentirá o aroma de umcarrinho de cachorro-quente. Esse aroma será mais forte que asua vontade de resistir e, por algumas moedas que você terá emmãos, um cachorro quente, não muito saudável e de procedênciaduvidosa, lhe saciará a fome até que o ônibus chegue.O que essas três situações hipotéticas, mas completamente ve-rossímeis, têm em comum? Além, é claro, de falar sobre alimenta-ção (uma ação instintiva, praticada desde quando surgiu a vida e,da qual sem ela, nem mesmo bactérias existiriam). Elas retratam
o incondicional e elementar prazer de comer bem. É diícil en
-contrar alguém que não goste de comer e que não tenha um prato
preferido, por mais simples que ele possa ser. Mas, ainal, o que é
uma comida boa? O que difere gastronomia da alimentação?Gastronomia, segundo os dicionários, é o conjunto de ha-bilidades relacionadas com o preparo, apresentação e apreciaçãoda comida. A gastrononia tem ares de arte. Mas nada impede deque uma comida sem tanta pompa seja tão ou mais saborosa quepratos requintados. “É só nomenclatura. A fome não diferencia. Apalavra “Gastronomia” vem do grego e quer dizer “prazer do ven-tre”. Seja o requinte de um prato francês ou o “peéfão” (prato fei-to) com zoiúdo (ovo) da esquina, gostamos mesmo é de matar afome”, diz Rony Cácio criador da companhia “ Comida dos Astros”.Apesar disso, a ideia de que gastronomia é algo muito complexoainda está bastante presente entre muitas pessoas. “Gastronomiasão aquelas comidas complicadas, para mim o importante é ali-mentação que deve ser saudável. A pessoa precisa equilibrar o
que come para que a comida a ajude a ter saúde”, airma Gérry
Batista, copeiro da Lanchonete Skinão. Ou ainda, é comum pensarque só a alta gastronomia pode proporcionar prazer na alimenta-ção: “alimentação é mais necessidade, já a gastronomia está maisligada ao prazer de comer” aponta Márcio Gonçalves, que as vezesajuda o irmão num trailer que vende lanches.Talvez a fome seja o grande tempero para uma boa comida.Qualquer prato simples vira um manjar dos deuses quando a fomeaperta. Gabriel Naro, estudante de Ciências da Comunicação, que
de vez em quando se arrisca na cozinha dá a sua deinição de um
prato saboroso: “comida gostosa é aquele prato que você terminade comer e você está satisfeito, só que quer comer mais”.A comida sempre fará, por motivos óbvios, parte de nossasvidas. Seja por nos manter vivos ou por fazer parte da culturade cada povo. Assim, não interessa se a comida é cara, se é feitapor um
chef 
de renome internacional ou pela cozinheira que malsabe escrever e decora as receitas na sua memória que nunca atrai. Pode parecer uma resposta tacanha, mas a melhor comida éaquela que te faz bem, aquela que você goste e que te traga boaslembranças não importa o que os outros achem.
3
Fernanda Luz

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