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Bocage Contextualização Literária

Bocage Contextualização Literária

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04/21/2014

 
 
BocageBocageBocageBocage
CONTEXTUALIZAÇÃO LITERÁRIA
 
Objectivos:-
Identificar e compreender elementos relativos ao neoclassicismo e ao pré-romantismo, no sentido decontextualizar devidamente a produção bocagiana.
 
1. Neoclassicismo
 Movimento literário resultante do espírito do iluminismo, traduz o desejo de reabilitação dasformas, dos géneros, das técnicas e da expressão clássicas, em vigor em Portugal no séculoXVI. Os primeiros indícios surgem no limiar do século XVII e ganham enorme força no sécu-lo XVIII, na luta contra os excessos do barroco. O neoclassicismo vai actuar em dois planosprincipais: o da doutrinação estética e o da criação literária. O primeiro é fortemente orienta-do pelo raciona-lismo do
Verdadeiro Método de Estudar.
Insiste-se no valor que tem para a arteo princípio da verosimilhança e chega-se ao ponto de defender o cientitïcismo naturalista empoesia. Tinha-se em conta Horácio, Aristóteles, os nossos quinhentistas, Boileau, Voltaire,Rousseau, Montesquieu, entre outros. Dentro destas directrizes, traduzem-se os greco-latinose reeditam-se os quinhentistas portugueses.No século XVIII, cruzam-se estéticas literárias diversas: a barroca, a iluminística, a neoclássi-ca e a pré-romântica, que não deixam de relacionar-se com os acontecimentos vividos nestaépoca, como vimos no capítulo anterior.A poesia deste período começava a ser posta em causa, adivinhando-se nalgumas composi-ções poéticas o desejo de mudança.As dezasseis cartas, de inspiração iluminística, que formam o
Verdadeiro Mérodo de Estudar,
da autoria de Luís António Verney, sob o pseudónimo de Frade Barbadinho da Congregaçãode Itália, são publicadas em 1746. Revelando um espírito crítico superior, mostrou a inefi-ciência e caducidade da estrutura pedagógica e literária utilizada até aí. Em 1748, o teoriza-dor oratoriano Francisco José Freire (ou Cândido Lusitano, como era mais conhecido) dá con-tinuidade à oposição ao barroco em Portugal, com a sua
 Arte Poética
ou
Regras da VerdadeiraPoesia.
2.
 
Arcádia Lusitana
 Esta luta contra a tradição barroca teve continuidade na Arcádia Lusitana (ou Olisiponense),agremiação concebida em 1756 e fundada no ano seguinte por António Dinis da Cruz e Silva(que redigiu os estatutos), Manuel Esteves Negrão e Teotónio Gomes de Carvalho. Seme-lhante às academias de literatos existentes em Portugal no século anterior, incluindo a apre-sentação e crítica das produções dos seus literatos, tinha, contudo, uma orientação literáriadiferente. Enquanto as primeiras favoreciam o desenvolvimento do barroquismo seiscentista,esta combatia-o, em consonância com as directrizes dos iluministas portugueses da primeirametade do século XVIII. O seu lema era
hiutilia truncat,
corta as coisas inúteis, isto é, tudoaquilo que fosse contrário ao conceito de bom-gosto preconizado pelo programa neoclassicis-
 
ta. Para além da avaliação das composições apresentadas pelos seus sócios, na Arcádia haviatambém a discussão de teses de teoria literária. Os árcades atribuíram grande utilidade àavaliação da obra literária, adoptaram uma maior liberdade na criação poética, através daabolição da rima, e limitaram a
imitação
dos clássicos, denominando de
servil
aquela quepadecia de falta de gosto, de exagero. Estavam, porém, demasiado limitados pela questãodos
 géneros
no que diz respeito ao estilo utilizado ou a pormenores de construção teatral.Entre 1757 e 1760, verificou-se o período de actividade mais intensa desta agremiação.Depois debateu-se frequentemente com problemas vários, como os ataques dos literatos dis-sidentes, acabando por desaparecer por volta de 1774.
3.
 
Nova Arcádia
 Em 1790, surge em Lisboa a Nova Arcádia (Chamou-se primeiro Academia das Belas-Letras.), academia destinada ao cultivo da poesia e da oratória, fundada por Domingos Cal-das Barbosa (de nome arcádico Lereno), coadjuvado por Belchior M. Curvo Semedo (BelmiroTranstaga-no), J. S. Ferraz de Campos e Francisco J. Bingre. Dela fizeram parte Bocage,Tomás António dos Santos e Silva, José Agostinho de Macedo, Luís Correia França e Amaral,entre outros.As sessões realizavam-se a princípio no palácio do conde de Pombeiro às quartas-feiras, daí adesignação «quartas-feiras de Lereno». Algum tempo depois, os novos árcades, apoiados porPina Manique, começaram a reunir-se no castelo de S. Jorge. Pretendiam dar continuidade aotrabalho da Arcádia Lusitana. Em 1794, todavia, devido a conflitos acesos entre os seusmembros, em que Bocage pontificou, esta academia desapareceu. A produção dos seusmembros está reunida no
 Almanaque das Musas,
dividido em quatro partes, publicado em1793. Aí encontramos poesias de Caldas Barbosa, Curvo Semedo, Bingre, entre outros. Asegunda parte é composta pela tradução da
 Arte Poética,
de Boileau, realizada por D. Francis-co Xavier de Meneses, conde da Ericeira, que promoveu as conferências eruditas. Normasestéticas:
a)
Negação do barroco (cultismo e conceptismo).
b)
Seguindo a teoria aristotélica, a arte deve ser considerada como imitação da natu-reza. Mas imitação não significa aqui simples cópia. Deve recorrer-se aos clássicosantigos, considerados os melhores imitadores da natureza.c) Toda a literatura obedece a um fim ético e moral.
d)
A rima deve ser abolida.

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