“Esta é a primeira Casa deTransição em Portugal.”
Entrevista à Directora da Casa de Transição, Dr.ª Eugénia Nunes da Silva
Como é que surgiu esta Casa de Transição?
A ideia desta casa nasce da iniciativa de 4 entidades – aSanta Casa da Misericórdia de Lisboa, a Direcção Geraldos Serviços Prisionais, a Direcção Geral de ReinserçãoSocial e a Direcção Geral da Associação Vale D’Acor, que através da sua experiência,identificaram a necessidade de dar apoio à população ex-reclusa.A Casa de Transição foi criada no âmbito do Projecto Oportunidades, projecto este, queresulta do reconhecimento da importância do trabalho em parceria e de uma intervençãoarticulada para a efectiva integração social de populações vulneráveis, bem como daurgência de encontrar uma forma inovadora de actuar junto da população reclusa e ex-reclusa, apostando, fundamentalmente, na precocidade da intervenção e noenvolvimento dos beneficiários na construção das respostas.Este projecto é apoiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL.
Qual é o objectivo desta Casa?
Esta Casa tem como objectivo contribuir para a reinserção social destes indivíduos, comautonomia.O que se pretende é dar – lhes as ferramentas e os instrumentos que lhes permitam aospoucos irem-se autonomizando durante a estadia nesta Casa.Esta Casa não só é uma resposta meramente habitacional, como constitui ajuda nosentido de a população ex-reclusa conseguir a sua autonomização, aprendendo durante asua estadia um determinado conjunto de competências, para que no futuro não fiquemdependentes de nenhuma entidade, o que normalmente acontece.
A Casa de Transição tem capacidade para quantos reclusos?
A Casa de Transição é composta por 2 apartamentos com capacidade para 10 residentes,ou seja, 5 em cada apartamento. Já existem algumas casas deste género noutros paísesda Europa, mas, em Portugal é um equipamento inovador.
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