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Resenha do Capítulo 9, 10 e 11 do livro Filosofia da Ciência de Rubem Alves

Resenha do Capítulo 9, 10 e 11 do livro Filosofia da Ciência de Rubem Alves

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FILOSOFIA DA CIÊNCIA - INTRODUÇÃO AO JOGO E SUAS REGRAS
 
CAPÍTULO IX: A IMAGINAÇÃO
 – 
CAPÍTULO X: AS CREDENCIAIS DA CIÊNCIACAPÍTULO XI: VERDADE E BONDADE
ALVES, Rubens.
Filosofia da Ciência: Introdução ao Jogo e Suas Regras
. EditoraBrasiliense, 1981.Nos três últimos capítulos, Rubem trata sobre a imaginação, sua relação com a ciência,as credenciais da ciência para o julgamento da realidade e relação entre a verdade e abondade. Segundo o autor, por meio de citações relacionadas a Gauss, pessoas inovadorasconseguem evoluir seu pensamento por meio de saltos aleatórios, ou seja, imaginações,
estalos lúdicos, conclusões, e, posteriormente, ensinam aos demais, os destituídos de “asas”, o
caminho que descobriram ou desenvolveram para chegar à tais constatações. Ou seja,cientistas tem visões de processos que nem eles mesmos conseguem entender e, de posse dasmesmas, testam e aplicam o racional para confirmar a aplicabilidade pela realidade. Essa
visão mostra que cientistas trabalham com o “irreal” e o transformam em algo real, racional,
para a resolução das questões científicas, por meio de testes. Ou seja, não há umdesenvolvimento progressista, o desenvolvimento da teoria é feito regressivamente, da
conclusão ou do “produto acabado” para o início do problema. Cientistas são “fazedores de
quebra-
cabeças” cuja tarefa é buscar as peças que faltam para finalizar o modelo imaginado.
 Mas a imaginação abre espaço para interpretações subjetivas da realidade, entrando,aí, a questão da credencial da ciência. Com a valorização da objetividade por pensadores
como Nietzsche e Weber, cientistas foram “treinados” a serem seres frios e irracionais, aenxergar o mundo “acima da tempestade de sentimentos” que permeia o ser humano, da
selvageria irracional relacionado ao sentir. Entretanto, teorias nascem com sonhos, fantasias,
visões “místicas”, não há como negar que a imaginação deve estar encrustada no caráter do
cientista. A questão é que de nada adianta ter imaginação e resolver problemas se o cientista
“não para para pensar sobre a origem de seus próprios pensamentos” a fim de provar sua
teoria imaginativa. A produção de conhecimento requer a busca sem fim da verdadecredenciando os vários estágios dessa busca. A credencial de uma declaração é a
“falsificabilidade”, ou seja, tudo pode ser falsificado ou desmentido com contra teorias, pois
não existem métodos que permitam a conclusão acerca da verdade definitiva. O cientista nãopode jamais ter a pretensão de possuir a verdade absoluta.O mundo é visto de diferentes formas por diferentes seres e por diferentes olhos. Oque garante que a visão sensorial de um ser humano seja diferente de um animal qualquer? A

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