Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
2Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Direito Penal - 05ª aula - 01.10.2008

Direito Penal - 05ª aula - 01.10.2008

Ratings:

5.0

(1)
|Views: 664 |Likes:
Published by Daniela Monteiro

More info:

Published by: Daniela Monteiro on Jan 28, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF or read online from Scribd
See more
See less

05/10/2014

 
 1
 Assuntos Tratados
 1º Horário
 
Extinção da Punibilidade (continuação)2º Horário
 
Prescrição1º HORÁRIOEXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE(continuação)Art. 107 do CPMorte
 - Morte do agente: trata-se de vício da inexistência, não sendo hipótese de nulidade absoluta
certidão falsa não produz efeito e não há ofensa a coisa julgada
.-
STF
(2ª T) HC 84.525/MG, 3/12/04 e (1ª T) HC 60095/RJ, 17/12/82; informativo STF 370;
STJ
 (5ª T) HC 31234/MG, 09/02/04.
Graça, Anistia, Indulto (G.A.I.)
- Anistia: própria (fase da PP) e imprópria (fase da PE); condicionada e incondicionada; geral(beneficia a todos) e parcial (beneficia os não reincidentes). Exemplo de anistia, vide Lei6.683/79. Nucci observa que, embora tratada como causa extintiva da punibilidade, éexcludente da tipicidade.
 Abolitio Criminis
Lei nova que retira o caráter ilícito da conduta. A lei 11.106, de 29/03/2005, revogou os artigos 217(crime de sedução), 220 (rapto consensual) e 240 (adultério), todos do CP. O art. 219 (raptoviolento) não foi revogado; o que estava disposto ali, agora está disposto no art. 148, § 1, IV doCP, houve uma reclassificação penal; neste, não houve
abolitio criminis.
A fonte de produção de
abolitio criminis
é a lei (Congresso Nacional). Pode acontecer na fase dapretensão punitiva e na fase na pretensão executória. Ocorrendo na fase da pretensão executória,é necessário observar o artigo 2º do CP, o réu volta a ser primário. Mas a
abolitio criminis
nãoatinge os efeitos extrapenais.
Macete
 
A
nistia =
A
bolitisAnistia → fonte de produção é a lei (art. 48, VIII da CF). Pode ocorrer na fase da pretensãopunitiva (própria) e na fase da pretensão executória (imprópria). Ocorrendo na fase da pretensãoexecutória, volta a ser primário. Continua a sentença condenatória a ter efeitos extrapenais (paracivil).Obs.: ocorrendo
abolitio criminis
o tipo penal desaparece, não há mais tipicidade. OcorrendoAnistia o tipo penal permanece; a conduta é que desaparece.
Indulto
(gênero)
 
 2
Espécies:- individual chamado de Graça. O réu faz requerimento para o Presidente da República.- coletivo → chamado de Indulto. O Presidente o concede a certo número de presos quepreenchem os requisitos.
I
ndulto ≠
A
bolitisIndulto → a fonte é decreto (art. 84, XII da CF), inventado para a fase da pretensão executória; oréu é reincidente. Continuam a ocorrer efeitos extrapenais.A diferença marcante entre indulto e graça, segundo a LEP (art. 178) é que o indulto coletivo,depois de produzido por decreto do Presidente da República, pode ser concedido de ofício pelo juiz. Essa possibilidade não existe no indulto individual.Obs.: no art. 5º, XLII, da CF diz que não cabe Graça e Anistia, portanto, como não proibiu oindulto, este é permitido. Lei 8.072/90, art. 2º, I (crime hediondos), proibiu indulto, graça, anistia.Lei 9.457/97 (crime de tortura) não cabe graça ou anistia, mas pode ser concedido indulto.
Privada PúblicaCondicionadaPúblicaIncondicionadaPrescrição
SIM SIM SIM
Decadência
→ inércia davítima em exercer seu direitoà queixa-crime ou àrepresentaçãoSIM SIM NÃO
Perempção
→ punição peladesídia do autor (art. 60 doCPC)SIM NÃO NÃO
Renúncia (conforme o CP)
→ a vítima expressa outacitamente manifesta-se por não dar continuidade aoprocesso.
 SIM NÃO NÃO
Perdão do ofendido →
atobilateral, depende deaceitação do querelado.SIM NÃO NÃOObs.: prescrição ocorre contra menor.
 
A Lei 9.099/95, art. 74, § único, excepciona o Código Penal, pois aceita a renúncia (causa de extinção dapunibilidade) na ação penal pública condicionada.
 
 
 3
Inquérito Ação penal Execução
Prescrição SIM SIM SIMDecadência SIM NÃO NÃOPerempção NÃO SIM NÃORenúncia SIM NÃO NÃOPerdão do ofendido NÃO SIM NÃOLei 11.340/06 (Maria da Penha), art. 16 → a renúncia só pode ocorrer em juízo.
Retratação
→ tem que vim expressa na lei. O agente pode voltar atrás nos casos possíveis.Exemplo, crimes contra honra: calúnia e difamação (ferem a honra objetiva, mas somente quandoação penal for privada).O art. 143 do CP utiliza o termo
isento de pena
.
Macete
: o termo “isento de pena”, quando utilizado na parte geral, é exclusão da culpabilidadeEx.: art. 20, § 1; art. 21; art. 26; art. 28, § 1. Se esse termo estiver na parte especial, não seráexclusão da culpabilidade, pois, se está na parte especial, é crime (fato típico, antijurídico e
culpável
).Exemplos- art. 143 natureza jurídica é extinção da punibilidade;- art. 181→ escusa absolutória;- art. 348, § 2 escusa absolutória.Retratação:- na lei de Imprensa (Lei 5.250/67) → cabe em todos os crimes contra a honra (calúnia,difamação, injúria);- no Código Eleitoral (Lei 4.737/65) → não cabe em nenhum caso, porque a lei não fez menção.Obs.: art. 342, § 2 do CP → a extinção da punibilidade se estende ao eventual partícipe, desdeque a retração seja feita antes da sentença do processo.- Retratação no falso testemunho alcança o partícipe, conforme Nucci (p. 494). Retração noscrimes contra honra.- Art. 143, CP (isento de pena); arts. 20, § 1º; 21, 26 e 28, § 1º, do CP.Lei 11.106/05 é
novatio legis in pejus
, ou seja, revoga causa extintiva. Não pode retroagir paraprejudicar.Perdão judicial → só é permitido quando a lei admitir, deve vir expresso. Embora, exista aexpressão “juiz pode deixar de aplicar a pena”, isso não é faculdade do juiz, é obrigação. Obs.:concedido o perdão judicial o agente, o agente será primário, pois esta causa de extinção dapunibilidade é concedida na sentença (na fase da pretensão punitiva). Esta sentença não valepara maus antecedentes e também não forma título executório.
2º HORÁRIOContinuação de causa extintiva de punibilidade

Activity (2)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->